Por: Tiago Reis

Turnaround: Saiba no que se baseia esse termo muito comum no mercado

Compreender um processo de Turnaround é fundamental para um investidor de valor, haja vista que, em muitas vezes, quando identificado em seu início, esse tipo de processo pode representar melhorias expressivas em dados fundamentalistas de um ativo.

Por conta disso, compreender com claro em que se baseia um Turnaround é bastante relevante para quem deseja obter melhores resultados em suas aplicações financeiras.

O que é um Turnaround?

Um processo de Turnaround pode ser definido como uma situação de recuperação financeira de uma empresa que seguiu apresentando um desempenho abaixo do seu real potencial por um período de tempo relevante.

Neste sentido, para que se efetue um processo de Turnaround com eficiência, uma empresa deve reconhecer e identificar seus problemas, considerar mudanças na gestão, além de desenvolver e implementar uma estratégia de resolução de seus desafios operacionais.

Em alguns casos, a melhor estratégia pode ser reduzir ao máximo os custos e as despesas, porém, em casos mais extremos, a venda de boa parte dos ativos detidos pela companhia em questão pode ser a única alternativa plausível.

Normalmente, os desafios mais comuns que empresas que realizam esse tipo de processo enfrentam dizem respeito a receitas que não cobrem os seus custos, incapacidade de pagar os seus credores, demissões, cortes salariais para executivos e uma queda significativa no preço de suas ações no mercado.

Ainda, uma má gestão e/ou as mudanças tecnológicas, setoriais ou competitivas podem, também, fazer com que os produtos ou serviços vendidos pela empresa em questão tenham o seu valor enxergado de maneira inferior pelos seus consumidores.

Vale ressaltar, ainda, que é comum se observar esse tipo de manobra não apenas em empresas, mas também em economias de grande escala, segmentos inteiros e até mesmo em relação a situação financeira de um indivíduo pessoa física.

Contudo, é preciso que se fique claro que essas conjunturas raramente são espontâneas, visto que elas são muitas vezes o resultado de esforços ou mudanças representativas nas práticas operacionais tradicionalmente utilizadas em outros tempos.

Isto posto, geralmente quando acontece uma operação dessa natureza, é comum que se observe internamente nas empresas, atualizações de processos de fabricação, mudanças em estratégias de gerenciamento e reduções significativas em certas categorias de custos e despesas.

Dessa maneira, é possível perceber que, mesmo para uma companhia que vem apresentando recorrentes resultados negativos ao longo do tempo, é possível que, através de uma gestão eficiente, focada na redução dos custos e no aumento das receitas, o seu quadro operacional possa ser revertido.

Obviamente que este é um processo que exige uma expertise e competência de seus operadores, além de depender bastante, também, do segmento de atuação da empresa em questão, mas sem dúvidas, quando operado de maneira coerente, esse tipo de procedimento pode resultar em experiências bastante positivas.

Conclusão

Para se chegar ao ponto em que precise ser submetida a um processo de Turnaround, uma empresa precisa estar passando por sérios desafios operacionais, porém a grande maioria pode ser superados mediante decisões conscientes e responsáveis por parte de uma gestão comprometida com a geração de valor e resultados no longo prazo para os acionistas do negócio em questão.

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

1 comentário

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  • Auberto 14 de agosto de 2019

    Boa Tarde, a ETER3 poderá ser uma “Turnaround”? ou mesmo a KLBN3?

    Responder
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