A teoria geral do emprego do juro e da moeda

Você já ouviu falar sobre a teoria geral do emprego do juro e da moeda?

A teoria geral do emprego do juro e da moeda até os dias atuais traz grandes consequências para o desenvolvimento de políticas econômicas.

A teoria geral do emprego do juro e da moeda é um livro escrito pelo economista inglês John Maynard Keynes. O livro foi publicado em 1936 e até hoje é centro de muitos debates, também sendo considerado uma das principais obras da macroeconomia.

Em 2011 o livro foi eleito pela revista TIME uma das 100 melhores obras da história na categoria não ficção. Também figura nesta lista o livro de Milton Friedman Capitalismo e liberdade. Friedman, um liberal clássico, contrapõe boa parte das ideias de Keynes.

É importante ressaltar que existe certa desinformação à respeito da teoria de Keynes. Como foi um livro revisitado diversas vezes e ponto de partida para diversas outras reflexões, muitas vezes são atribuídas ao economista britânico ideias que não foram deles.

Keynes era, ao que tudo indica, uma pessoa totalmente a favor do capitalismo. Além disso, não defendia um estado absurdamente grande e interventor na economia. No entanto, pregava que em alguns momentos a intervenção poderia sim ser proveitosa para o bem-estar geral.

O que prega a teoria geral do emprego do juro e da moeda?

Keynes é o autor do livro a teoria geral do emprego do juro e da moeda

A teoria geral do emprego do juro e da moeda aparece para contrapor a maior parte do conhecimento clássico que se tinha até então sobre a economia.

O aparecimento desta teoria acerca da macroeconomia se deu no cenário da grande recessão americana de 1929.

Em meio a um crash na bolsa de valores norte-americana a economia do país se viu em uma grande crise de emprego.

Portanto, as pessoas não tinham recursos para consumir. Além disso, os empresários não tinham a confiança necessária para investir.

A economia clássica, teoria amplamente aceita até então, pregava que com uma redução dos salários o desemprego iria se reduzir.

Isto ocorre pois a economia clássica trata o mercado de trabalho como qualquer outro mercado. Ou seja, quando o preço se reduz (salário) as empresas contratam mais.

No entanto, o que ocorria à época era que os salários se reduziam enquanto que a crise do emprego aumentava.

Keynes então elaborou a sua teoria contrapondo os economistas clássicos. Ele afirmou que os empresários decidiam a sua produção com base na demanda agregada. Ou seja, com base em quanto eles esperavam vender.

Em tal cenário de crise econômica e desemprego os empresários não tinham confiança para investir. Isto, por sua vez, gerava mais recessão e desemprego.

Assim, Keynes defendia a intervenção pontual do estado na economia como forma de política anti cíclica. Ou seja, seria criando uma demanda para incentivar a produção.

Outro ponto importante levantado por Keynes no livro A Teoria Geral do Emprego do Juro e da Moeda é que as autoridades monetárias deveriam ter como meta trabalhar para reduzir a taxa de juros de longo prazo da economia. Uma taxa de juros de longo prazo baixa significa um grande incentivo para o investimento produtivo na economia real, que, por sua vez, gera empregos e desenvolvimento econômico.

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Tiago Reis

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.