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    Stanley Druckenmiller: 30% ao ano, mesmo com falhas (Parte I)

    Investindo-se mil reais com ele em 1985, teríamos um resultado de R$ 2,6 milhões em 2015. Um crescimento anual composto médio em torno de 30% ao ano, por trinta anos, mesmo com alguns erros cometidos no meio do caminho. Acredito que, se não fosse o nome dele no título, você provavelmente não saberia que estou falando de Stanley Druckenmiller.

    A título de comparação, no mesmo período, Warren Buffett obteve retornos de pouco menos de 20% ao ano. Ou seja, mil reais teriam se transformado em R$ 177 mil. Dos trinta anos do período, vinte e quatro foram de alta, e seis de baixa. Das baixas, três foram de quedas superiores a 20%.

    A marca de Stanley é bastante impressionante. Porém, destaco que, ao observar a de Buffett, num panorama mais geral, considero que a consistência do Oráculo de Omaha é excepcional, sobretudo por ser num período bem mais extenso, superando com folga o S&P 500.

    Novamente, estive lendo mais um capítulo do livro de Michael Batnick ,“Big Mistakes: The Best Investors and Their Worst Investments” (Grandes Erros: Os Melhores Investidores e Seus Piores Investimentos). Neste livro, me deparei com um pedaço da história de Druckenmiller e de alguns erros que dela fizeram parte.

    Considero que a leitura foi interessante e, por isso, resolvi compartilhar com vocês a história bem detalhada que Batnick traz no décimo capítulo de seu livro.

    Quem foi Stanley Druckenmiller?

    Druckenmiller deve um pouco de sua fama por tomar as rédeas do Quantum Fund, de George Soros, gerindo-o por cerca de 12 anos.

    O bilionário é um dos maiores macro-investidores de todos os tempos. Trata-se de um “jogo” que envolve a análise das mudanças de todo o cenário do mar da economia, desvendando como eles impactam as ações, taxas de juros, renda fixa e câmbio ao redor do planeta.

    Certa vez, um dos colegas de Stanley disse: “ele entende do mercado de ações melhor do que economistas, e entende economia melhor do que qualquer investidor de ações”. Não bastasse, ele também apresentava um gerenciamento de risco excelente. Trata-se de uma combinação bastante favorável para o sucesso.

    O começo de sua carreira

    Stanley largou seu ensino superior numa escola de negócios apenas um semestre após começar. Em seguida, deu início à sua carreira no Pittsburgh National Bank. Lá, era o mais novo de um grupo de oito pessoas, com apenas 23 anos.

    Passados dois anos de sua contratação, em 1978, foi promovido a diretor de research. À época, evidentemente Stanley ainda não dava sinais do sucesso que teria no futuro. Era muito jovem e inexperiente, ainda assim, seus superiores acreditavam em sua capacidade.

    Seus colegas não apresentavam confiança de que fariam boas decisões, pois estavam com a mente enviesada pelo bear market que vinham vivenciando há alguns anos. Então, autonomia foi dada a Druckenmiller com a intenção de que alguém jovem pudesse tomar melhores decisões no bull market que parecia se aproximar.

    De fato, o investidor mostrou uma tomada de decisão de investimentos excelente, quando o xá foi deposto na Revolução Iraniana, em 1979.

    Assim, com sucesso no seu início de carreira, ele deixou o banco e abriu a Duquesne Capital Management, em 1981. A partir daí, Stanley evoluiu bastante em suas estratégias.

    Quer saber o resto da história? Amanhã contarei como Stanley Druckenmiller atravessou a Segunda-Feira Negra em 1987, como ele ganhou um bilhão de dólares em uma operação com George Soros, o que ele fez durante a bolha da Internet, bem como alguns erros cometidos ao longo de sua carreira.

    Tiago Reis
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