Risco diversificável
Por: Tiago Reis

Risco diversificável: conheça quais são os riscos evitáveis

Em finanças, há poucos consensos sobre como é possível ganhar mais dinheiro. Por outro lado, um dos poucos assuntos sobre o qual praticamente todos concordam é que, para diminuir as perdas, é preciso diminuir os riscos. Ou seja, não se deve por todos os ovos na mesma cesta. Por isso, entender o que é risco diversificável é tão importante.

Ter uma carteira diversificada é importante para não concentrar riscos e ficar exposto a um acontecimento que possa gerar muito prejuízo. No entanto, nem tudo é risco diversificável.

Risco diversificável, também chamado de risco não sistemático, é o risco financeiro que é possível diversificar. Isso porque é um risco específico do investimento em si e não um risco do mercado como um todo. Dessa forma, em uma cesta de ativos, haverá riscos diferentes e um pode compensar o outro.

Pela teoria de diversificação, em qualquer ativo que se invista a mais a diversificação é maior. Mesmo que sejam muito parecidos.

Isso porque ao investir nas ações da empresa A e B, mesmo que sejam do mesmo setor, por exemplo, já se diminui o risco de haver algum problema específico com a empresa A. Como problemas operacionais, ou perda de comando, problemas com sucessão ou judiciais etc.

No entanto, quanto mais se diversifica os tipos de risco, melhor é a diversificação e mais protegido fica o investidor.

Por exemplo, supondo que as empresas A e B acima sejam exportadoras de carne. Em um cenário de queda do dólar e bloqueio à carne brasileira no exterior tanto a empresa A como B seriam prejudicadas.

Por isso, é importante conhecer alguns tipos de riscos ao se fazer um investimento.

Principais riscos diversificáveis

Risco diversificável

Vejamos quais são e a melhor forma de diversificá-los.

  • Risco de mercado: também chamado de risco de volatilidade, é o risco de oscilação de preços dos ativos. Quanto mais volátil é o ativo, maior é o seu risco de mercado. Por exemplo, ações são consideradas ativos voláteis.
    Para diluir esse risco o investidor deve aplicar em classes de ativos diferentes. Por exemplo, investir em ações juntamente com renda fixa.
  • Risco setorial: são os riscos inerentes ao negócio daquele setor. Por exemplo, empresas do setor de petróleo estão sujeitas a variação do preço do petróleo e sua queda resulta em menor receita.
    A recomendação é investir em setores diferentes e se possível com riscos complementares. Por exemplo, investir no setor de serviços e industrial, que possuem lógicas bem diferentes.

  • Risco de crédito: é importante de se analisar quando investimos em títulos emitidos por empresas. É o risco de não receber o retorno pela aplicação porque o emissor do título não pode pagar.
    A recomendação é ver qual é a nota dada pelas agências de classificação e risco aos títulos e escolher ativos com notas altas, ou seja, com baixo risco de crédito.
    No entanto, empresas com menor risco de crédito pagam menos. Para aumentar o retorno é preciso aumentar o risco, mas é possível diversificá-lo. Investir em vários títulos de dívida é muito menos arriscado do que investir em apenas um. A probabilidade de todas as empresas investidas darem calote é menor que uma só.
  • Risco de liquidez: é o risco de o investidor precisar inesperadamente resgatar investimentos rapidamente e não poder. Ao investir apenas em ativos sem liquidez corre-se o risco e não conseguir capital em um momento que seja necessário.
    A recomendação é investir em ativos com e sem liquidez. Apesar de os ativos com liquidez gerarem menores retornos são essenciais no portfólio para resguardar o investidor em caso de emergência. Por isso, investimentos em imóveis são considerados arriscados nesse sentido, já que podem demorar muito para serem vendidos.

Por fim, percebemos que o risco diversificável é diluído em um portfólio de investimento com grande variedade de ativos.

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

1 comentário

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  • Diogo 13 de junho de 2019

    Perfeita a sua explicação. Fácil de entender, simples e didático.

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