O Ibovespa encerrou a última sexta-feira (09) registrando 80.899 pontos, o que representou uma queda de -0,78% no dia e -3,74% na semana. No acumulado de 2018, entretanto a alta do índice segue positiva, acumulando +5,89%.

Vale destacar que, durante a semana, a variação do índice se fez de maneira bastante intensa, registrando conjunturas alternadas de altas e baixas sem nenhum grande motivo aparente que pudesse explicar tal movimentação.

Esse é um dos fatores que tornam o mercado de capitais um ambiente tão fascinante. Por retratar diretamente resultados naturais do comportamento humano, muitas vezes sem fundamentos coerentes, janelas interessantes de entradas em bons ativos podem ser abertas, como pôde ser observado nesses últimos dias.

Já no que diz respeito ao Ifix – índice atrelado ao desempenho médio dos Fundos Imobiliários – o que se confirmou foi a nossa convicção de que, apesar de serem ativos bastante interessantes para investidores que buscam renda através dos dividendos, a volatilidade dessa classe se mostra bastante inexpressiva no decorrer do tempo, o que pode ser considerado um fator de bastante relevância para investidores mais conservadores.

Na última semana, por exemplo, o Ifix apresentou uma variação negativa de apenas -0,19%, ao passo que, no acumulado do ano, a sua valorização vem sendo positiva em +1,89%. No pregão de ontem (09) sua alta foi de +0,06, fechando o dia apresentando 2.269 pontos.

Em relação aos destaques da semana, o principal fator relevante se fez por conta da redução – já esperada pelo mercado – da taxa básica de juros da economia (a Selic), que passou de 7% para 6,75% ao ano, feita pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central na última quarta-feira (7).

Esse cenário tende a reduzir o retorno de diversos investimentos de renda fixa, como por exemplo os CDBs (Certificados de Depósitos Bancários) com taxas pós-fixadas, os fundos DI e o Tesouro Selic (título público negociado pelo Tesouro Direto que paga ao investidor a variação da taxa básica).

É possível, com isso, que uma migração de investidores desta categoria de ativos – que historicamente, no Brasil, apresentou uma rentabilidade bastante atrativa ao longo dos anos – seja observada em direção à renda variável, em especial para as ações e aos fundos imobiliários.

Caso a tendência se confirma, é natural esperar que a liquidez e a volatilidade dos ativos negociados em bolsa possam vir a aumentar, podendo surgir, com isso, interessantes oportunidades de investimentos para os investidores focados no Value Investig.

Ademais, as companhias abertas seguiram, na semana que se encerrou ontem, divulgando seus resultados operacionais relativos ao quarto trimestre de 2018, através dos quais foi possível perceber uma performance interessante da maioria das empresas, o que demonstra que a economia, de fato, parece estar confirmando o seu reaquecimento iniciado em meados da metade de 2017.

Seguiremos acompanhando os resultados das companhias que ainda não lançaram os seus números, que devem voltar a serem divulgados após a abertura do próximo pregão, que ocorrerá após o feriado de carnaval, ou seja, na próxima quarta-feira (14), a partir das 13:00.

Seguiremos atentos às melhores oportunidades de investimentos, sempre em busca de indicar bons ativos a preços descontados a nossos assinantes.


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