O Ibovespa encerrou a primeira semana de 2019 – que teve apenas três dias de negociações na bolsa de valores – registrando 91.841 pontos (+0,30%), alcançando, com isso, uma nova marca histórica. No acumulado da semana, a alta do índice foi de +4,50%.

Já o Ifix – índice representativo aos Fundos Imobiliários – fechou a última sexta-feira aos 2.388, o que representou uma alta +0,02% no dia. Em 2019, o índice apresenta uma alta de +1,57% até então.

Dentre os acontecimentos da semana, é interessante destacar que foi divulgado também nesta sexta-feira o resultado da inflação de 2018. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 3,75%, porcentagem abaixo da meta fixada pelo Banco Central (BC), estabelecida em 4,5%.  Para 2019, os analistas entrevistados pelo BC preveem a taxa de inflação em 4,01%, número pouco abaixo da meta fixada em 4,25%.

Outro ponto de destaque na semana se fez com a divulgação feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quinta-feira (10) do resultado da pesquisa sobre o temor dos brasileiros com o desemprego. Segundo os dados, o índice que mede o medo com o desemprego caiu 10,7 pontos entre setembro e dezembro e atingiu 55 pontos no último mês do ano passado. Foi a maior mudança observada desde o início da série, em maio de 1996. Porém, o resultado continua abaixo da média histórica de 49,8 pontos.

De acordo com a CNI, as mudanças no governo trouxeram esperança para os brasileiros. A pesquisa ocorreu entre 29 de novembro e 2 de dezembro e ouviu 2 mil pessoas em 127 municípios. Mesmo apresentado variações, a queda no índice foi observada em todas as regiões do Brasil. A maior retração foi no Sul, com 45,8 pontos ante os 62,7 pontos de setembro, uma queda de 16,8 pontos. Em sequência estão as regiões: Norte e Centro-Oeste, analisadas conjuntamente, com 12,9 de queda; Nordeste, com queda de 9,8 pontos; Sudeste, com queda de 8,3 pontos

A CNI atribui o resultado às mudanças políticas, verificadas com as eleições de outubro. Isso teria deixado o brasileiro mais otimista com a recuperação da atividade econômica do País. Na prática, a queda do medo do desemprego pode contribuir para o aumento do consumo e, consequentemente, elevar a produção.

Além disso, nessa semana foi divulgado também que os percentuais de famílias endividadas e inadimplentes fecharam 2018 em queda, segundo dados emitidos na quarta-feira (9) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). As famílias com dívidas (não necessariamente em atraso) eram 59,8% em dezembro de 2018, abaixo dos 60,3% de novembro e dos 62,2% de dezembro de 2017. Já os inadimplentes, ou seja, aqueles com dívidas ou contas em atraso, somaram 22,8% em dezembro do ano passado, abaixo dos 22,9% do mês anterior e dos 25,7% de dezembro de 2017.

Diante de tais fatos, acreditamos que os próximos meses podem demonstrar um período de otimismo e, por consequência, um cenário altista no que diz respeito ao mercado financeiro e aos ativos negociados em bolsa. Se, por um lado, uma conjuntura de alta represente um aumento patrimonial aos investidores, por outro lado significa também uma escassez no que diz respeito às oportunidades de investimentos com boas margens de segurança. Diante disso, seguiremos bastante vigilantes, sempre no intuito de procurar entender a conjuntura econômica e mercadológica, de modo a continuar proporcionando boas oportunidades de investimentos àqueles que apreciam e confiam em nossas teses.

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