repactuação

Por melhor que seja um planejamento financeiro, às vezes é impossível fugir de novos débitos, sendo preciso recorrer à sua repactuação.

Quem já contraiu alguma dívida, não ficou rico com a bolsa e não conseguiu quitá-la, pode apelar a uma repactuação.

Repactuação é uma negociação na qual o devedor pede ao seu credor novas condições para o pagamento do débito, como redução dos juros e isenção das multas de mora. Essa possibilidade existe até mesmo para quem já fez um primeiro acordo neste sentido, mas não conseguiu honrá-lo.

Com o desemprego em alta e uma economia instável, é normal que o número de inadimplência cresça.

Então as empresas cujos clientes deixaram de honrar com os pagamentos costumam ligar para estas pessoas oferecendo novas condições para quitação dos pagamentos pendentes.

Isso porque é de interesse dos credores receber este dinheiro devido, ainda que em parcelas e com menores acréscimos no valor original da compra.

Pior é não receber, não é verdade?

Mas é preciso ter em mente que o credor não é obrigado a aceitar o pedido de repactuação. Assim como o devedor não é obrigado a acatar ao parcelamento oferecido antes deste ser fechado.

Esta negociação só existirá se for de comum acordo.

Repactuação e o nome sujo

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Um dos principais impactos das dívidas é a redução do seu crédito no mercado.

Dificilmente alguém conseguirá um financiamento (sem taxas abusivas) se o seu nome constar nas listas de devedores, como o SPC/Serasa.

Afinal, emprestar dinheiro para alguém que já é um mau pagador é um risco alto. Com isso, as taxas de juros para este público são altíssimas.

Com isso, negociar a dívida existente pode fazer com que o crédito deste pagador volte a ser considerado bom pelas empresas.

Repactuar este débito é uma oportunidade de trocar uma dívida cara por uma mais barata, com menores juros e multas.

Isso sem falar nas facilidades para o pagamento.

Claro que isto depende da proposta feita pelo credor. Mas, em geral, são boas oportunidades de pagar o que se deve e ainda “limpar o nome”.

Repactuação em dívidas de impostos

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A repactuação é comumente vista nas empresas que deixaram de pagar algum imposto.

Tanto que o governo criou especialmente para este público programas de parcelamento de dívidas. E especial com as Secretarias da Fazenda, a Receita Federal e a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

Os chamados “Refis” ocorrem quase todos os anos a abordam tanto os devedores que nunca negociaram suas dívidas quanto os que já o fizeram anteriormente.

Estes programas são criados para ajudar o governo a aumentar a sua arrecadação. Especialmente em períodos nos quais os cofres públicos ficam cada vez mais vazios, por conta da inadimplência.

No entanto, os Refis podem virar uma bola de neve.

Isso porque diversas empresas aproveitaram a oportunidade para parcelar suas dívidas de impostos anteriores não quitados.

Só que, ao começarem a pagar as parcelas, deixaram de arcar com os impostos atuais, criando assim mais uma dívida, visando um próximo Refis para estes novos débitos.

Então, antes de assumir uma repactuação de dívida, vale a pena pensar bem se sua renda atual permitirá o pagamento destas parcelas e ainda as contas mensais, que não pararão de chegar.

Se tal possibilidade couber no orçamento, esta opção pode ajudar a solucionar este problema financeiro.

Com isso, a repactuação da dívida passa a ser uma oportunidade válida e interessante, tanto para pessoas físicas quanto jurídicas.

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Tiago Reis

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.