Por: Tiago Reis

Radar do mercado: Petrobras (PETR4) comunica elevação de nota de crédito pela Moody’s

Na última sexta-feira (23), a Petróleo Brasileiro S.A (Petrobras) comunicou, ao mercado e aos seus acionistas, que, na mesma data, a agência de classificação de risco Moody’s elevou a sua nota de crédito stand-alone (risco intrínseco).

A nota foi elevada em um nível, de “ba3” para “ba2” e manteve o nível de risco (rating) da dívida corporativa da companhia em “Ba2”, com perspectiva estável.

A Moddy’s destacou que a elevação da nota stand-alone reflete o contínuo sucesso da Petrobras em melhorar suas métricas de crédito e liquidez, sua capacidade de refinanciar e alongar dívidas.

 

Outro ponto destacado no racional da nota diz respeito à estabilidade nas políticas operacionais e financeiras, além de disciplina na competição lucrativa no mercado local de combustíveis.

Desde 2015, a Petrobras vendeu cerca de US$ 30 bilhões em ativos, com receitas direcionadas, principalmente, para reduzir a dívida.

E, mais recentemente, a companhia mudou sua estratégia de negócios para se concentrar em Exploração e Produção (E&P) e aumentar o retorno sobre o capital empregado.

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A Moody’s estima que, após 2021, a contribuição da E&P para o EBITDA aumentará para cerca de 90% em relação aos 79% de junho de 2019.

Os ratings da Petrobras são suportados pelo domínio da empresa no setor de petróleo brasileiro e sua importância para a economia brasileira.

Além disso, as classificações refletem as reservas consideráveis da empresa, equivalentes a mais de 11 anos de vida, além de sua reconhecida alta experiência tecnológica no exterior, bem como seu potencial de crescimento contínuo da produção a longo prazo.

Por outro lado, os ratings da Petrobras são limitados por níveis ainda elevados de dívida e despesas financeiras em relação à geração de caixa, risco de execução do plano de negócios e possível interferência governamental contrária aos interesses comerciais e financeiros da empresa.

A agência de classificação considera como estável a perspectiva dos ratings da Petrobras e, em sua visão, o perfil de crédito da empresa continuará a melhorar gradualmente no futuro próximo.

Por último, a Petrobras destacou que, com a revisão da classificação na categoria stand-alone, iguala o rating da companhia em escala global, que acompanha a nota da República Federativa do Brasil.

Acreditamos que a nota atribuída à Petrobras é reflexo de seu posicionamento em relação aos negócios nos quais possui maior expertise. Dessa forma, espera-se que a companhia consiga melhores resultados a longo prazo. No entanto, mantemos o nosso racional a respeito do ativo, de modo a não considerar um investimento.

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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