conclusão JBS
Por: Tiago Reis

Radar do mercado: JBS (JBSS3) divulga apresentação a analistas, referente a seus resultados do 1T19

A JBS S.A. divulgou apresentação a analistas e agentes do mercado informando a respeito de seus resultados referentes ao 1T19.

A companhia reportou no 1T19 um aumento de 11,5% em sua receita líquida, chegando a R$ 44,4 bilhões.

 

A receita de exportações no 1T19 foi de US$ 2,9 bilhões, de modo que a Ásia correspondeu a 47,2% do total das exportações da companhia.

Além disso, seu lucro bruto foi de R$ 5,8 bilhões, um aumento de 13,3% em relação ao mesmo período do ano passado, configurando também, um aumento de 0,2 p.p. na margem bruta, que chegou a 13,2% no 1T19.

O EBITDA, por sua vez, alcançou R$ 3,2 bilhões, um valor 14,4% superior ao reportado no 1T18. Houve também aumento da margem EBITDA de 7,0% no 1T18, para 7,2% no 1T19.

Impulsionado pela valorização do dólar, a JBS reportou lucro líquido de cerca de R$ 1,1 bilhão no 1T19, o que representa mais que o dobro do lucro líquido registrado no primeiro trimestre de 2018. Além disso, o lucro líquido por ação subiu para R$ 0,41.

No trimestre, a despesa financeira líquida foi de R$ 1.326,7 milhões, dos quais R$ 832,7 milhões se referem a despesas de juros sobre empréstimos e financiamentos. Tal valor corresponde a US$ 220,8 milhões, representando uma redução de US$ 46,2 milhões quando comparado ao 1T18, considerando as cotações do dólar nos respectivos períodos.

O fluxo de caixa operacional foi de R$ 749,6 milhões, valor 359% maior que o mesmo período do ano anterior.

Já o fluxo de caixa livre foi de R$ 711,8 milhões negativos. Segundo a companhia, o primeiro trimestre do ano tem, sazonalmente, a característica de consumir caixa, devido a concentração de pagamentos de fornecedores e recomposição de estoques.

Além disso, o 1T18 apresentou R$ 924 milhões a mais em vendas de ativos. Excluindo os desinvestimentos, o 1T19 apresenta consumo de caixa menor em relação ao 1T18.

O valor total das atividades de investimentos foi de R$ 579,1 milhões. O CAPEX totalizou R$ 754,1 milhões.

No que tange ao endividamento da companhia, a JBS encerrou o período com R$ 7.413,2 milhões em caixa. A JBS USA, por sua vez, possui US$ 1.899,5 milhões disponíveis em linhas de crédito rotativas e garantidas. Deste modo, a disponibilidade total da JBS é de cerca de R$ 14,8 bilhões, quase cinco vezes o valor da dívida de curto prazo. As contas da dívida estão discriminadas na tabela a seguir:

Houve, portanto, leve redução na alavancagem.

Vale notar que a dívida está bastante concentrada no longo prazo, além de ser, grande parte, em dólar. Além disso, o prazo médio de vencimento passou de 4,3 para 6 anos, conferindo solidez à posição financeira da empresa.

A JBS atualmente está presente em mais de 15 países, com mais de 400 unidades e escritórios.

De fato, os resultados apresentados pela JBS foram bastante positivos. Preferimos agir com cautela e, portanto, no momento ainda permaneceremos distantes de JBSS3.

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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