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    Radar do Mercado: Gafisa (GFSA3) – Em nota, companhia enaltece sua estratégia de turnaroud e recuperação de valor

    Radar do Mercado: Gafisa (GFSA3) – Em nota, companhia enaltece sua estratégia de turnaroud e recuperação de valor

    A Gafisa emitiu ontem (27) a evolução do seu trabalho ao longo do mês de dezembro, o terceiro mês da nova gestão da companhia, tendo como base os quatro pilares que suportam a que chamou de sua “estratégia de turnaroud e recuperação de valor” da companhia.

    “Destacamos, por fim, o relevante desempenho da ação da Gafisa (GFSA3), que registrou valorização de 48,35% de 01.10.2018 (ingresso da nova administração) até 26.12.2018, quando a ação foi cotada em R$16,60 (preço de fechamento) ”, destacou a companhia em seu comunicado.

     

    No que tange o comunicado acima, a Gafisa ressaltou que, em relação a sua redução de custos, que identificou novas oportunidades de otimização da sua estrutura e, como consequência, encerrará o mês de dezembro com 354 colaboradores versus 375 colaboradores no final de mês de novembro, gerando uma economia adicional de R$8,3 milhões/ano.

    Nesta mesma linha de adequação estratégica, ressaltou que cancelou temporariamente as inscrições em determinadas entidades de classes, o que reduz o G&A em R$1,3 milhões/ano com as despesas correlatas.

    Em relação à mudança de sede da companhia, diante da readequação dos colaboradores e processos e por questões operacionais e fiscais, a sede da companhia permanecerá em São Paulo em um escritório menor, mais barato e, portanto, mais adequando ao seu momento atual, nas proximidades da sede atual.

    “Estamos em fase final de negociação da locação do novo escritório. Com esta medida, teremos uma redução de gastos com locação, condomínio e IPTU de aproximadamente R$4 milhões/ano”, salientou.

    A companhia destacou ainda que, desde o início da sua gestão, considerando todas as ações implementadas, auferiu uma economia de cerca de R$53 milhões/ano.

    “Atualmente, estamos na segunda onda do nosso plano de redução de custos, que contempla a revisão de processos e contratos em conjunto com fornecedores. Acreditamos que seja possível ainda reduzir de R$20 milhões a R$50 milhões por ano nesta fase”, ressaltou.

    Além disso, a companhia enfatizou que revisou a sua estratégia de vendas, concentrando seus esforços em onze empreendimentos mais relevantes, com o objetivo de aumentar a velocidade de vendas destas unidades, preservando a margem.

    Para tanto, reavaliou a comunicação dos produtos, priorizando o investimento em ferramentas digitais. Foram mapeados novos leads, observando a especificidade de cada empreendimento, bem como engajamos a equipe de vendas visando a excelência no atendimento ao cliente.

    “Estamos otimistas com a retomada do mercado a partir de 2019 e, com estas medidas, buscamos estar bem posicionados para capturar todas oportunidades que surgirão com a recuperação da economia. Importante lembrar que a Gafisa possui ótimos ativos, bem localizados e que atendem de forma muito satisfatória às necessidades de nossos clientes. De fato, hoje, 78% do VGV total em estoque é composto de unidades residenciais localizadas na cidade de São Paulo, onde continuaremos focando nossos futuros lançamentos”, destacou.

    Além disso, a companhia frisou que a Gafisa Serviços foi constituída e já está em andamento o processo de contratação de executivo que será responsável por esta unidade de negócio, incluindo locação e prestação de serviços de customização de unidades da companhia e de serviços pós-garantia.

    As unidades destinadas à locação foram mapeadas e já estão sendo ofertadas. O retorno (cap rate) estimado com a locação dessas unidades é de 8% ao ano.

    Ainda, os serviços de customização de unidades (house up) e pós garantia já estão contemplados em todos os estudos de viabilidade dos novos projetos a serem lançados pela companhia em 2019.

    Por fim, a empresa ressaltou que nesses três meses de gestão, analisou a companhia e constatou que a Gafisa é uma empresa viável, com R$3,4 bilhões de ativos versus uma dívida corporativa de R$960 milhões. Assim, segue focando na mitigação de descasamentos de fluxo.

    Enfatizou, ainda, que ao longo do mês de dezembro, ampliou o seu relacionamento com as instituições financeiras e avaliou alternativas de funding como securitização de carteira de recebíveis, venda de estoques e de ativos não core.

    Concluiu também a estruturação de um fundo de investimento imobiliário, com início de captação prevista para o primeiro semestre de 2019.

    “Com o objetivo de apresentar a nova gestão e o plano de turnaround da companhia, bem como estreitar o relacionamento com o mercado, dando maior visibilidade para Gafisa, visitamos também analistas e investidores locais, e no início do mês, fizemos um roadshow nos Estados Unidos, visitando investidores em Nova York, Chicago, Washington, Los Angeles e São Francisco”, complementou.

    Embora esse comunicado possa ser considerado uma notícia positiva para a Gafisa, isso não muda o fato de que a mesma segue sofrendo com dificuldades operacionais nos últimos anos, muito por conta da forte recessão econômica a qual o Brasil esteve submetido no período.

    Diante de tais fatos, achamos mais prudente esperar de fora para enxergar com maior racionalidade como será o desempenho da companhia nos próximos trimestres e se, realmente, a sua recuperação irá se consolidar de maneira satisfatória.

    Por fim, ressaltamos que, no segmento de construção e incorporação, avaliamos a EzTec como a principal companhia que apresenta condições satisfatórias para um investimento saudável, apesar da companhia não se encontrar atualmente a um preço interessante de entrada e também não fazer mais parte de nossas carteiras de recomendações.

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    Tiago Reis
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