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    Radar do Mercado: Eletrobras (ELET3) – Novela sobre desestatização apresenta novos contornos

    Radar do Mercado: Eletrobras (ELET3) – Novela sobre desestatização apresenta novos contornos

    A Centrais Elétricas Brasileiras – Eletrobras – comunicou ontem (21) ao mercado que a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), através de despacho, decidiu atestar o cumprimento pelas empresas Amazonas Geração e Transmissão de Energia S.A. – Amazonas GT e Amazonas Distribuição de Energia S.A. – AmD da exigência do envio de documentação, anuindo com o processo de desverticalização da Amazonas Distribuição de Energia S.A – AmE.

    “A Eletrobras manterá o mercado informado acerca do assunto objeto do presente comunicado ao mercado”, finalizou a companhia.

     

    Em outras palavras, o comunicado acima referenciado pela Eletrobras repassa a informação de que a Aneel aprovou o processo de desverticalização, ou seja, de separação de operações, na Amazonas Energia, subsidiária do Grupo Eletrobras.

    Com isso, na prática, a empresa será dividida em duas partes:  a Amazonas GT, que atuará na geração e transmissão de energia, e a Amazonas D (ou AmD) que atuará oferecendo o serviço de distribuição de energia.

    Dessa maneira, o processo viabiliza a venda da parte de distribuição à iniciativa privada em leilão marcado para 26 de setembro.

    É interessante destacar, também, que ainda ontem a Eletrobras, por meio de outro comunicado ao mercado, ressaltou que a sua Diretoria Executiva aprovou edital para alienação de 71 participações societárias em Sociedades de Propósito Específico – SPE, reunidas em 18 lotes, com previsão de realização no dia 27 de setembro desse ano, na B3.

    Segundo a própria Eletrobras destacou no seu informativo, a iniciativa de venda das participações nas SPEs integra o pilar de “Disciplina Financeira”, um dos cinco pilares estabelecidos no Plano Diretor de Negócios e Gestão da companhia referente ao quinquênio 2018-2022, aprovado pelo seu Conselho de Administração em dezembro de 2017.

    “Tal operação tem por objetivo permitir que a Eletrobras e suas controladas reduzam sua alavancagem financeira, reduzindo seus indicadores de Dívida Líquida/EBITDA à patamares usualmente praticados pelo mercado”, ressaltou a estatal.

    Atualmente, conforme é possível perceber abaixo, o seu indicador Dívida Líquida/EBITDA encontra-se em 6x, de fato bem acima do nível o qual consideramos ser saudável para qualquer companhia.

    Ademais, ainda no âmbito do comunicado feito pela estatal, as participações serão agrupadas em 18 lotes, que incluem ativos de geração eólica e linhas de transmissão. Foi estipulado um valor mínimo de R$ 3,1 bilhões para a totalidade dos lotes.

    O banco Credit Suisse foi contratado pela Eletrobras para prestar serviço de assessoria para a venda das participações societárias.

    Em nossa visão, esse fato pode ser interpretado de maneira positiva pelos investidores que apreciam a estratégia do Value Investing, dado que, de acordo com os dados e fatos históricos do mercado de capitais, empresas que passam por um processo de desestatização tendem a apresentar resultados melhores no decorrer do tempo.

    Contudo, enquanto não há nada ainda consolidado, preferimos aguardar de fora o desenrolar dos fatos acerca da companhia e de suas subsidiárias.

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    Tiago Reis
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