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Radar do Mercado: Fibria (FIBR3) no caminho certo

By 21 de agosto de 2017 No Comments
Fibria FIBR3

A Fibria, empresa brasileira com forte presença no mercado global de produtos florestais, com grande ênfase na produção de celulose branqueada de eucalipto, divulgou ao mercado, no último dia 25 de julho, os seus resultados referentes ao segundo trimestre do 2017.

Os destaques dos seus números ficaram para as vendas de celulose, que totalizaram 1.534 mil toneladas no período, 17% e 14% superior ao 1T17 e ao 2T16, respectivamente.

Como consequência, a empresa apresentou uma receita líquida de R$ 2.775 milhões. O mesmo resultado no primeiro trimestre do ano havia sido de R$ 2.074 milhões, enquanto que no segundo trimestre do ano passado foi de R$ 2.386 milhões.

Com isso, o Ebitda ajustado trimestral da Fibria foi de R$ 1.071 milhões, 66% e 16% superior ao 1T17 e ao 2T16, respectivamente.

Mesmo com a melhora no desempenho operacional, a companhia fechou o segundo trimestre do ano com prejuízo de R$ 259 milhões, resultado este contrário aos observados no 1T17 e 2T16, os quais apresentaram lucros de R$ 329 milhões e R$ 745 milhões, respectivamente.

A dívida da companhia também apresentou números crescentes, se encontrando no montante de US$ 3.810 milhões, 6% e 26% superior ao 1T17 e ao 2T16, respectivamente, e que representa pouco menos que o dobro de sua posição de caixa – US$ 1.869 milhões – incluindo valor justo dos instrumentos de derivativos.

Muito desse resultado insatisfatório se fez por conta resultado financeiro negativo – parcialmente compensado, diga-se de passagem, por um maior resultado operacional no período – e também pelo efeito negativo da alta de 4% do dólar no fim de junho sobre a parcela da dívida que está denominada em moeda estrangeira, o que reduziu as receitas financeiras da companhia.

Seguiremos acompanhando o posicionamento da companhia ao longo do ano diante do cenário o qual se encontra no momento.

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Tiago Reis

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.