Por: Tiago Reis

Radar do Mercado: Banco do Brasil (BBAS3) – Companhia divulga resultados do exercício findo em 31 de dezembro de 2018

O Banco do Brasil S.A. comunicou ao mercado, nesta sexta-feira (22), que disponibilizou suas demonstrações contábeis consolidadas do exercício 2018 em seu site de relacionamento com investidores.

 

Entre os destaques anunciados pela administração, podemos citar o crescimento do lucro líquido ajustado em 22.2%, em relação a 2017. Boa parte desse resultado se deve ao aumento das rendas de tarifas e à redução do custo do crédito, associado a uma redução na taxa de inadimplência.

Os destaques do 4T18 e do ano de 2018 encontram-se na figura a seguir.

A melhoria dos resultados não se deve ao aumento da carteira de crédito, que vivenciou crescimento pouco expressivo. Em dezembro de 2018, a carteira contava com pouco mais de R$697 bilhões, crescimento de aproximadamente 1,82% em relação a dezembro de 2017.

Apesar do crescimento tímido, a qualidade do crédito melhorou significativamente e a taxa de inadimplência caiu consideravelmente, o que impactou positivamente o custo do crédito. A inadimplência, que em dezembro de 2017 era de 3.72%, atingiu mínima de 2018 em dezembro com a marca de 2.53%.

Tal queda se deve, majoritariamente, à melhora expressiva na taxa de inadimplência da carteira pessoa jurídica do banco. Ao final de 2017, a taxa era de 6.18% e passou, em dezembro de 2018, para 3.17%.

Este fato acarretou uma queda no custo do crédito que contribuiu para a melhora nos resultados da companhia. O gráfico a seguir apresenta a redução nas despesas de Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa (PCLD). O PCLD representa a parcela da dívida que a empresa não receberá, o que resulta em uma redução no valor dos títulos a receber.

Os resultados da companhia apresentaram melhora significativa principalmente em termos de eficiência na gestão do crédito, pois o crescimento do lucro não se deve ao aumento da carteira de crédito ou a uma maior exposição a risco, e sim, à melhora na qualidade do crédito com redução expressiva das taxas de inadimplência. Outro fato que contribuiu significativamente para a melhora nos resultados foi o crescimento da renda de tarifas.

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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