Por: Tiago Reis

Radar do mercado: AMBEV (ABEV3) divulga resultados do 3T19

Ambev publicou, na última sexta-feira (25), antes da abertura do mercado, seus resultados trimestrais.

A companhia apresentou um crescimento de receita líquida de 5,9%, comparado ao mesmo período de 2018.

O lucro bruto foi de R$ 6,697 bilhões, para R$ 6,727 bilhões, aumento de 0,4%. Já o lucro líquido teve queda de 12%, ficando em R$ 2,49 bilhões. Segundo a empresa, o lucro foi pressionado por maiores despesas com imposto de renda. É importante não ressaltar que houve um não recorrente positivo de R$ 170 milhões.

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Os custos também aumentaram, o CPV da Ambev cresceu 21,8%. A hiperinflação na Argentina, alto preço das commodities e o Dólar bastante apreciado atrapalharam a operação da companhia. As despesas com vendas, gerais e administrativas cresceram 7,2%

O ambiente competitivo no Brasil tem mudado, e se intensificado nos últimos anos. As concorrentes têm segurado os preços e sacrificado margens, mas roubado market share que outrora pertencia à Ambev. O volume de cervejas no país caiu 2,8%.

Na América Latina Sul (LAS), a receita líquida orgânica aumentou 22% e a ROL/hl cresceu 15,3%. O EBITDA na região cresceu 7,9%. Destaque para o segmento premium no Chile, e Argentina, que apresentou crescimento de 2 dígitos. O bom desempenho da região não foi suficiente para compensar as perdas no mercado brasileiro.

O volume consolidado tem se mantido razoavelmente estável, como podemos ver abaixo:

O Caribe os resultados também foram positivos. O EBITDA apresentou crescimento de 20,1% graças à operação na República Dominicana. No Canadá, a receita líquida teve leve queda de 3,2% e o EBITDA diminiu 14,9%, com ganho de market share da marca Bud Light e a Michelob Ultra tem sido a marca de cerveja com maior ritmo de crescimento do país.

A companhia permanece caixa líquido, ou seja, com mais caixa do que dívidas, com R$ 10,9 bilhões em caixa a mais que sua dívida bruta, ante a R$ 7,37 bilhões no final do ano de 2018.

No pregão do mesmo dia, as ações sofreram desvalorização de 8,29%, fechando em R$ 17,60 por ação.

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

6 comentários

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  • Juscelino Miguel 28 de outubro de 2019

    Se fosse 15% ai poderíamos ir as compras!!!

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  • Carlos André Barrozo do Amaral 28 de outubro de 2019

    Sugestão a Ambev para recuperar sua posição: a exemplo da Coca-Cola, poderia executar uma promoção com códigos promocionais em suas embalagens. De posse dos códigos, o consumidor os inseriria em site específico cujo processamento resultaria em sorteios efetivamente de qualidade. Entenda-se aqui qualidade, premiações de cunho relevante, sobretudo em significativo valores a ser decidido pelo consumidor nas modalidades em dinheiro ou até em ações da própria Ambev e não bugigangas e quinquilharias tais como smartphones, etc. Também sugiro não sortear automóveis justamente como já aprendido ser um tremendo passivo. Quem sabe até poderia sortear um curso completo e ultra-focado da Suno Research.

    Responder
    • Pedro 28 de outubro de 2019

      Não acho que seja uma boa vincular a imagem de bebida alcoólica com sorteio de carros especificamente mas sim com viagens.

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  • William Bandini 28 de outubro de 2019

    Certo. Vale a pena continuar com esta empresa na carteira? Imagino que ela, no mínimo, siga acima do DI. O que pensa?

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  • João 29 de outubro de 2019

    Você não comenta se compra ou não???

    Responder
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