Por: Tiago Reis

Radar do Mercado: Banco ABC (ABCB4) – Perspectiva segue positiva no longo prazo

O Banco ABC Brasil divulgou na última sexta-feira (04) ao mercado os seus resultados referentes ao primeiro trimestre do ano de 2018, através do qual informou um lucro líquido recorrente que atingiu R$ 108,5 milhões no período, redução de 1,9% em relação aos R$ 110,6 milhões apresentados no trimestre anterior e de 2,4% em relação aos R$ 111,2 milhões apresentados no mesmo período do ano anterior.

De acordo com a companhia, esse resultado é explicado, principalmente, pela redução da margem financeira, principalmente pelo desempenho da margem financeira com mercado, que apresentou um forte resultado no trimestre anterior, e por menores contribuições da receita do Patrimônio Líquido Remunerado a CDI e da margem financeira com clientes; pelo arrefecimento da receita de serviços, resultado do desempenho das receitas geradas pelo Banco de Investimento, que apresentou um forte resultado no quarto trimestre de 2017, além de uma menor contribuição da receita com tarifas, parcialmente compensado pelo crescimento verificado da receita com garantias prestadas; e também pela queda das despesas relacionadas à Provisão para Devedores Duvidosos e Pessoal & Outras Administrativas.

No mesmo período, a companhia apresentou, também, um Retorno Anualizado Sobre o Patrimônio Líquido (ROAE) recorrente de 13,0% a.a., o que representou uma redução de 0,6 p.p. em relação ao trimestre anterior e de 2,1 p.p. comparado com o primeiro trimestre de 2017.

Paralelamente, a Carteira de Crédito Expandida (que inclui as carteiras de empréstimos, garantias prestadas e títulos privados) encerrou março de 2018 com saldo de R$ 24.855 milhões, crescimento de 1,3% no trimestre e de 8,4% em 12 meses.

No segmento Large Corporate, (empresas com faturamento anual acima de R$ 800 milhões), a carteira de crédito expandida atingiu saldo de R$ 20.342 milhões, redução de 0,2% no trimestre e crescimento de 4,2% em 12 meses, representando 82% da carteira.

Já no segmento Corporate (empresas com faturamento anual entre R$ 100 milhões e R$ 800 milhões), a carteira de crédito expandida atingiu saldo de R$ 4.513 milhões, crescimento de 8,8% no trimestre e de 32,0% em 12 meses, representando 18% da carteira.

Ainda, no que tange a qualidade da carteira do Banco ABC, 95,3% das operações com empréstimos e 98,8% das operações com garantias prestadas estavam classificadas entre AA e C ao final de março de 2018, de acordo com a Resolução 2.682 do Banco Central. Considerando as duas carteiras, o índice foi de 97,0%.

Vale aqui ressaltar que as operações de crédito são classificadas de acordo com seu nível de risco e seguindo critérios que levam em consideração a conjuntura econômica, a experiência passada e os riscos específicos em relação às operações, aos devedores e garantidores, de acordo com tal Resolução 2.682 do Banco Central do Brasil – BACEN. O saldo da carteira de empréstimos ao final de março de 2018 era de R$ 11.925,6 milhões, com um saldo de PDD de R$ 329,7 milhões.

É interessante mencionar, ainda, que a companhia apresentou um Índice de Eficiência recorrente de 36,4% no primeiro trimestre de 2018, variando +3,3 p.p. em relação ao trimestre anterior e +6,5 p.p. se comparado ao mesmo período de 2017.

Comentaremos com maior profundidade os resultados do Banco ABC nos próximos relatórios Suno Dividendos.

No mais, este é um ativo o qual apreciamos bastante, muito por conta de o consideramos ser de nicho, rentável e bem operado.

Um outro ponto de destaque e que consideramos ser de bastante relevância no Banco ABC é o fato banco ser controlado pelo Bank ABC, banco sediado em Manama, no Bahrein, e que possui operações no Oriente Médio, Europa, Norte da África e Ásia, além de ser controlado pelo Banco Central da Líbia e que possui mais de US$ 30 bilhões em ativos.

Dessa maneira, seguimos admirando o Banco ABC e acreditando na sua capacidade de geração de valor para seus acionistas no longo prazo.

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Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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