Private equity
Por: Tiago Reis

Private equity: entenda como funciona esse tipo de investimento

No mercado de capitais, existem diversas formas de se realizar um investimento em uma empresa. Dentre elas, uma das mais utilizadas é o chamado private equity.

Mas como o próprio nome sugere, o private equity é uma forma de investimento privado. Ou seja, ao contrário do investimento através do mercado de ações, esse tipo de aporte é feito de forma fechada, em empresas que não possuem capital aberto.

O que é o private equity?

O private equity é um tipo de investimento em empresas feito de forma privada. Nessa modalidade, os investidores aportam o capital diretamente na empresa, em troca de uma participação percentual no capital social das mesmas.

O private equity é um tipo de aplicação que pode ser feita diretamente por empresas, instituições, fundos de investimento ou até mesmo investidores individuais. Através deste investimento, as empresas recebem uma aporte de capital privado para financiar suas operações.

O investimento via private equity em uma empresa pode contar, em alguns casos, também com outros tipos de ajuda, como participação na gestão. Os investidores que realizam esse tipo de aporte costumam optar por negócios que tem grande possibilidade de crescimento. Além disso, alguns negócios de determinados setores têm preferência.

Quais são as diferenças entre private equity e outras opções de investimento?

O venture capital é mais voltado para empresas que estão iniciando. Isso é, startups que possuem um alto potencial de crescimento, mas estão iniciando no mercado. Essa opção é considerada um investimento de risco, isso porque a empresa não possui já um mercado formado.

Já a private equity é um modelo voltado para investimento privado em empresas já estabelecidas. Isso é, que possuem já um faturamento, clientes e um mercado estabelecido. Isso traz um risco muito menor para investimento.

Há também o Buy out, caracterizado quando os gestores compram parte da empresa. Nesta modalidade, os compradores, ou parte deles, já atuou na gestão do negócio.

Como funcionam os fundos de private equity?

Muitas vezes, o investimento direto nessas empresas é comandado por fundos especializados nesse tipo de operação: os fundos de private equity.

A ideia desse tipo de investimento é injetar capital em uma empresa com bom potencial de crescimento, ajudando a mesma a se valorizar e melhorar a gestão. Assim, quando o valor das ações deste negócio aumentarem, os investidores conseguem lucrar.

Desta forma, os fundos obtêm lucros que muitas vezes são investidos em outros negócios. Fundos de private equity costumam investir em empresas de diversos setores.

No longo prazo, o objetivo desses fundos é consolidar essas empresas no mercado, ao ponto em que elas consigam se tornar de capital aberto e participar da Bolsa de Valores. Em seguida, o fundo realiza a sua saída do investimento (exit), vendendo sua parte do negócio e lucrando.

Para entender melhor como funciona a dinâmica de negociar ações na Bolsa de Valores, baixe gratuitamente o nosso Manual do Novo Investidor e aprenda tudo sobre esse tipo de investimento.

Quais as vantagens de receber um investimento via private equity?

Além de receber capital privado, os investidores que fazem private equity podem auxiliar as empresas em diversos pontos. O fundo de private equity, por exemplo, também auxilia na gestão do negócio, contando com um grupo de gestores experientes para orientar melhor a empresa investida

Além do investimento privado existem outras vantagens do private equity, como:

  • Melhora da imagem perante o mercado;
  • Aumento de recursos
  • Abertura para novos mercados;
  • Diversificação do risco do negócio
  • Aumento da competitividade.

Em resumo, o private equity é uma forma de potencializar o crescimento e a rentabilidade de uma empresa. Além disso, é uma oportunidade para as empresas que querem entrar na Bolsa de Valores.

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

4 comentários

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  • Darlete Soares de Souza Silva 8 de setembro de 2019

    EU PRECISO FAZER ALGUMA COISA EM RELAÇÃO A MINHA VIDA FINANCEIRA.

    Responder
  • Carolline 22 de novembro de 2019

    Ótimo conteúdo. Conciso e direto.

    Responder
  • Carlos Santos 8 de janeiro de 2020

    Olá Dr. Tiago Reis!

    Tenho dúvidas sobre aporte de capital.
    Por exemplo: Um investidor que queira investir em uma empresa de pequeno porte de nicho de projetos culturais como: cinema, teatro, literatura…

    Tem que passar por todo o tramite burocrático do mercado de capitais da CVM , ou simplesmente… a empresa que recebe o investimento, pode administrar
    o aporte, abater os tributos e dividir os lucros se assim os tiverem?

    Responder
    • Suno Research 8 de janeiro de 2020

      Se a empresa não for de capital aberto ela não é de competência da CVM, por suas quotas não se tratarem de valores mobiliários.
      Nesse caso você pode discutir os termos do investimento diretamente com o dono (recomendo que tenha auxílio de um advogado) e passar por algumas outra burocracia mais simples, como alteração do capital social e registros em cartório.

      Responder
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