A margem de lucro repassa muita informação

Uma das métricas mais importantes e mais utilizadas por analistas e investidores é a margem de lucro. É muito comum utilizá-la para medir o grau de produtividade de uma companhia quanto a sua capacidade de gerar lucros após descontar todos seus custos e despesas.

Neste contexto, a margem de lucro é definida como a divisão entre o lucro de uma empresa pela sua receita de vendas no período em questão, proveniente da sua operação institucional.

Analisar essa importante métrica de uma empresa é fundamental para investidores e empreendedores, pois a partir dela, podemos obter conclusões importantes sobre o grau de competitividade que uma empresa tem em relação às outras empresas de seu setor (em geral empresas com margens mais elevadas possuem mais vantagens competitivas) e, além disso, a partir dela é possível quantificar qual a eficiência da empresa em gerar lucros.

Neste contexto, muitos devem se perguntar:

Mas afinal, qual a diferença entre lucro e margem de lucro?

A resposta é muito simples.

O lucro é o valor total que a empresa ganha em cada venda descontada todos os custos e despesas de produção, enquanto que a margem de lucro é um percentual no qual ele mede o quanto a empresa ganha em relação a suas vendas.

Para exemplificar

Suponha que uma empresa obteve uma receita a partir da venda de seus produtos no total de R$ 100 mil, enquanto que seus custos totalizaram um montante de R$ 80 mil.

Então, subtraindo-se a receita dos custos, obteremos o lucro dessa operação, que totalizará R$ 20.000,00.

E qual seria a margem de lucro?

É simples.

Para se chegar a este valor, basta dividir o lucro pela receita de vendas obtida na comercialização dos produtos, o que, neste caso, resultará num valor de 20%.

Assim, a margem de lucro dessa empresa, no período, terá sido de 20%.

Um ponto importante de ressaltar na diferenciação do lucro líquido da margem de lucro líquido é que uma companhia pode apresentar um crescimento muito expressivo do lucro em um período e mesmo assim reportar uma margem muito pequena.

Essa dinâmica, muito comum, acontece nos casos em que uma companhia gira muito seu estoque (faz vendas recorrentes em alta velocidade), ao mesmo tempo em que ganha um percentual bastante baixo por cada venda (margem baixa).

Nesses casos, o aumento do giro favorecerá o lucro da companhia, mas não necessariamente a sua margem.

Diante disso, é possível perceber que a determinação da margem de lucro de uma companhia se dará por vários fatores, como a aceitação de um produto e o grau de competição de um setor em específico.

Por exemplo, o mercado de varejo, no geral, possui margens baixas, pois a maioria das empresas lança mão de estratégias promocionais e de até preços permanentemente baixos para poder ganhar fatia de mercado dos seus competidores.

Por outro lado, caso uma companhia possua um produto altamente inovador, ou disponha de algum tipo de monopólio, geralmente, essas empresas apresentam margens mais elevadas, pois dispõem, com mais facilidade, de capacidade de aumentar seus preços sem ter a preocupação constante com a concorrência.

Conclusão

Analisar a margem de lucro é muito importante como mais uma ferramenta que nos diz muito sobre a eficiência de uma empresa, mas não é o suficiente.

Para se obter um bom diagnostico mais completo sobre uma empresa, é necessário analisar um leque bem mais extenso de fatores relevantes para os resultados de um empreendimento, como por exemplo o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE), histórico da gestão, histórico de resultados, entre outros dados importantes.

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Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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