juros do cheque especial
Por: Gabriela Mosmann

Juros do cheque especial: saiba como funcionam e os seus perigos

Pagar juros do cheque especial não é uma boa opção. Isso porque o uso dessa modalidade representa muitas vezes uma falta de planejamento financeiro.

Os juros do cheque especial, em geral, são os mais caros do mercado de crédito. Dessa forma, antes de utilizar esse recurso é importante conhecer a taxa e como é realizado seu cálculo.

Como funcionam os juros do cheque especial?

Os juros do cheque especial são a taxa cobrada pela utilização dessa modalidade de crédito. Esses juros costumam ser cobrados uma vez ao mês e os valores são proporcionais à quantidade de dias utilizados.

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Dessa forma, o cálculo é feito de forma diária e utilizando a lógica de juros compostos:

  • Taxa diária = [(Taxa Mensal + 1/30) -1]

Usar com frequência o cheque especial é um perigo  para saúde financeira das famílias. Isso ocorre principalmente devido aos altos juros do cheque especial. E também à facilidade do acesso, que pode incentivar estouros no orçamento. Essas taxas estão entre as mais altas do Brasil, com valores mensais normalmente acima dos 10%.

Como esse valor fica sempre disponível na conta, não é incomum as pessoas utilizarem-no como se fosse uma renda a mais. Todavia, assim como o uso do crédito rotativo vai gerando juros recorrentes mês a mês, dívidas no cheque especial pode impactar de forma nociva o orçamento.

Como funciona o cheque especial?

O cheque especial funciona como um empréstimo pré-aprovado que fica disponível para a maior parte dos correntistas do banco a todo momento. Esse valor costuma ser utilizado quando o cliente precisa realizar um pagamento maior do que o saldo que ele possui em conta.

Por esse motivo, é um crédito fácil de ser acessado. Apesar da comodidade, há um limite do cheque especial. Geralmente, ele está atrelado à renda do correntista. O banco colhe as informações das movimentações bancárias e calcula o valor que disponibilizará para cada cliente.

Por que os juros do cheque especial são tão altos?

A facilidade do acesso ao cheque especial é um dos principais motivos para esses juros serem tão altos. Como o aquisição dessa modalidade de crédito não depende de uma avaliação minuciosa ou garantias por parte do tomador do crédito, os bancos aplicam uma taxa mais elevada.

Outros fatores também podem influenciar nessa conta, como um agravamento na situação econômica do país. Isso pode ser exemplificado por um aumento no desemprego ou queda no ritmo da economia.

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O cheque especial é uma modalidade utilizada tanto por pessoas mais cautelosas quanto por pessoas que realmente gastam mais do que ganham. Todavia, os bancos balizam suas taxas de juros pensando no segundo grupo, pois esses oferecem mais risco de inadimplência.

Os juros do cheque especial fazem com que essa modalidade seja um tipo de crédito caro. Os juros desse tipo de crédito estão entre os mais altos do mercado, ao lado dos juros do rotativo do cartão de crédito.

Quando se deve utilizar o cheque especial?

Diante das altas de juros, é recomendável evitar o uso do cheque especial. Todavia, há situações de urgência nas quais pode não haver alternativa que não essa, como em emergências médicas, por exemplo.

Dessa forma, é importante conhecer quais são as condições do cheque especial utilizado. É importante saber qual a taxa mensal cobrada e também se o banco em questão concede alguns dias de isenção  para utilização desse crédito.

Portanto, mesmo quando for imprescindível a utilização desse crédito especial, é importante se planejar para quitá-lo o quanto antes. No caso da utilização recorrente e em altos valores dessa modalidade, recomenda-se até mesmo buscar um crédito mais barato para não depender dessa modalidade. O ideal, contudo, é analisar se o uso frequente não significa um orçamento mal planejado.

Esse artigo ajudou você a entender melhor sobre os juros do cheque especial? Deixe suas dúvidas e comentários abaixo.

Gabriela Mosmann

Gabriela Mosmann é analista de investimentos na Suno Research. É economista, mestre e doutoranda em Finanças pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Possui também certificação CNPI.

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