Investimentos de longo prazo

Os investimentos de longo prazo são altamente recomendado para aquele investidor que pensa realmente em obter rendimentos de forma a suprir a sua aposentadoria futura.

Pensar no que está por vir é uma necessidade humana e não há melhor forma pra isso do que aplicar os recursos em investimentos de longo prazo que geram bastante fluxo de caixa.

Para adequar as suas expectativas à realidade, os investimentos de longo prazo devem ser muito bem planejados, de forma que nenhum “passo” seja grande demais o bastante para gerar perigosos prejuízos.

Os investimentos de longo prazo são aqueles investimentos que investidor realiza pensando em obter resultado em um futuro muito distante. São, por exemplo, investimentos que, no futuro, irão prover renda passiva ao investidor, permitindo a ele viver apenas dos seus investimentos. Exemplos de investimento de longo prazo são: Ações, fundos imobiliários, fundos de renda fixa e tesouro direto.

Obviamente, quem irá definir o prazo de um investimento será o próprio investidor. Portanto, ele pode aplicar em investimento como as ações visando o curto prazo.

No entanto, é altamente recomendado que o investidor assuma uma perspectiva de investidor de longo prazo, pois no curto prazo o mercado pode oscilar bastante.

Dessa forma, será tratado aqui das aplicações pela ótica dos investimentos de longo prazo.

  1. O que seriam os investimentos de longo prazo?
  2. A rentabilidade e o longo prazo
  3. Exemplos de investimentos de longo prazo
  4. Conclusão sobre investimentos de longo prazo

O que seriam os investimentos de longo prazo?


Quais são os investimentos de longo prazo?
Antes de tudo, temos que definir o que seria o investimento de longo prazo.

Em nossa opinião, para que qualquer investimento seja classificado como de longo prazo, ele precisa passar pelo teste do tempo, ou seja, ter sobrevivido a longos períodos de crescimentos e recessões para que finalmente sejam minimamente seguros para se carregar no longo prazo.

O tempo mínimo para um período como esse, seria por volta de 10 anos ou mais, a depender da exigência do investidor.

Por exemplo, para os investidores que desejam obter sua independência financeira por meio de dividendos ele precisará ter no mínimo uma década de investimentos constantes para poder obter a tão sonhada liberdade financeira.

Independência financeira

Muitos investidores iniciam os seus investimentos de longo prazo sonhando atingir a independência ou liberdade financeira.

Mas o que é a independência financeira?

Diz-se que alguém atingiu a independência financeira quando o rendimento dos seus investimentos são o suficiente para cobrir todas as despesas da pessoa.

Mais ainda, as pessoas que atingiram a independência financeira, comumente, conseguem ainda fazer com que sobrem recursos mensalmente para investir ainda mais.

Assim, o “bola de neve” dos investimentos se torna cada vez maior.

Com o investidor recebendo cada vez mais dividendos e juros de suas aplicações.

Um exemplo de investimento de longo prazo visando a independência financeira é a formação de uma carteira previdenciária.

Uma carteira previdenciária é um portfólio de ativos que tem como objetivo proveram renda durante a aposentadoria.

É muito comum investidores ao longo de toda uma vida comprarem ações de dividendos para formar uma carteira previdenciária.

Durante um longo período de acumulação, de digamos 20 a 30 anos, o investidor chegará em sua idade de aposentadoria com uma carteira previdenciária que cobrirá com folga todas as suas despesas.

Ainda, é comum algumas pessoas atingiram a independência financeira antes da idade pretendida para se aposentar.

Assim, é possível que a pessoa deixe de trabalhar, ou passe a focar somente nas partes mais prazerosas do trabalho.

Atingir a independência financeira é, sem dúvidas, o sonho de muitos. Porém, é a realidade de poucos.

Pessoas que iniciam nos investimentos de longo prazo estão dando um grande passo rumo à sua liberdade financeira.

Com aportes constantes e crescentes ao longo do tempo, é praticamente impossível que o investidor de longo prazo não atinja a sua liberdade financeira no decorrer do tempo.

Dividendos

Os dividendos são os frutos da independência financeira.

Algumas pessoas buscam viver de renda através do investimento em renda fixa. No entanto, isto é difícil pois os proventos pagos costumam ser inferiores aos de ações de dividendos e fundos imobiliários.

Isto inclusive levou alguns grandes investidores, como Luiz Barsi, a apelidar a renda fixa como “perda fixa”.

Ao invés de focar em investimentos de renda fixa, Barsi percebeu que o caminho para a independência financeira seria o de investir em ações de dividendos.

Assim, iniciou a montagem de sua carteira previdenciária. E com muita disciplina ao longo do tempo se tornou um mega investidor bilionário.

Barsi recebe milhões todo ano na forma de dividendos das empresas sobre o qual investe.

Já se sabe que os dividendos são os frutos da independência financeira. No entanto, o investidor iniciante pode se perguntar o que são os dividendos no aspecto financeiro.

Os dividendos nada mais são do que uma parcela do lucro da companhia.

Eles são distribuídos aos acionistas da empresa como forma de recompensa por o investidor ser um sócio do empreendimento.

No Brasil, as empresas são obrigadas por lei a distribuir dividendos na ocasião em que dão lucro.

A empresa deve fixar um percentual mínimo do lucro a ser distribuído, que geralmente é de 25%.

Ou seja, se uma empresa lucra R$ 100 milhões, R$ 25 milhões é o mínimo que será distribuído aos acionistas.

Dessa forma, cada investidor da empresa terá direito a uma parcela de acordo com sua participação no capital da empresa.

Por isso, investir em empresas lucrativas pode ser um ótimo negócio para quem busca viver de renda.

Afinal, não é preciso vender os ativos para usufruir da renda gerada por eles.

O investidor pode simplesmente manter uma ação durante vários anos e aproveitar os dividendos recebidos.

A rentabilidade e os investimentos de longo prazo


rentabilidade dos investimentos de longo prazoExistem diversos estudos feitos pela Suno Research que mostram que o investimento de longo prazo pode ser bastante recompensador para aquele indivíduo que possui paciência de esperar e reinvestir todos os lucros obtidos por suas aplicações.

A grande vantagem de obter lucros no longo prazo é a sua notável previsibilidade ao longo do tempo.

Ao contrário de investimentos de curto prazo, que podem ser altamente especulativos, totalmente imprevisíveis e sujeitos a volatilidade do mercado.

Ainda, os juros compostos são um fator decisivo para transformar um pequeno montante de dinheiro em uma quantia verdadeiramente grande no longo prazo.

Como a taxa de juros sempre incide sobre o montante anterior por vários anos sucessivamente, o seu capital crescerá cada vez mais ao longo dos anos.

Exemplo de juros compostos

Muitos investidores não possuem a real noção da força dos juros compostos.

Muitas pessoas adiam a decisão de começar a investir pois acreditam que possuem poucos recursos para isso.

No entanto, a verdade é que mesmo uma pequena quantia, se investida no longo prazo pode se tornar muito grande no longo prazo.

Para que um investidor possa ter a real noção do poder que possui os juros compostos, segue um exemplo:

Um investidor irá investir, todo mês, durante 40 anos, R$ 500 em uma aplicação.

Considera-se uma taxa de 15% ao ano como a rentabilidade obtida por este investidor.

R$ 500 pode parecer pouco no início. No entanto, o resultado que este investidor chegará, ao fim dos 40 anos, é de expressivos R$ 11,32 milhões.

Ou seja, um investidor com apenas R$ 500 disponíveis todo mês consegue chegar a um resultado milionário com investimentos de longo prazo.

Obviamente, a rentabilidade de 15% é uma taxa considerada alta. No entanto, mesmo com uma taxa menor o resultado ainda seria bastante expressivo.

R$ 500 é um valor que muitas pessoas, com esforço, conseguem poupar mensalmente. No entanto, muitas não poupam e investem pois não apresentam o foco dos investimentos de longo prazo.

Este exemplo ainda foi feito com o aporte fixo mensal de R$ 500.

É comum imaginar que um investidor, ao longo de sua jornada, elevará substancialmente o valor de seus aportes.

Pois é comum que ao longo da vida adulta pessoas tenham aumentos no salário e assim, na capacidade de poupança.

Portanto, um aumento no valor dos aportes potencializa ainda mais o efeito dos juros compostos.

Assim, para um investidor que realiza aportes cada vez maiores o resultado dos investimentos de longo prazo são ainda mais expressivos.

No longo prazo é mais difícil perder dinheiro

investimentos de longo prazo tempo

Chance de perder dinheiro em ações por tempo de investimento

O gráfico acima mostra as probabilidades de se perder dinheiro investindo em ações americanas de acordo com o tempo aplicado.

Dele, é possível extrair as seguintes informações para cada horizonte de tempo:

  1. Um dia: Probabilidade de aproximadamente 50% de se perder dinheiro
  2. Um mês: Probabilidade de aproximadamente 40% de se perder dinheiro
  3. Um trimestre: Probabilidade de aproximadamente 30% de se perder dinheiro
  4. 3 anos: Probabilidade de aproximadamente 20% de se perder dinheiro
  5. 5 anos: Probabilidade de aproximadamente 10% de se perder dinheiro
  6. 10 anos: Probabilidade de aproximadamente 5% de se perder dinheiro
  7. 20 anos: Probabilidade 0 de se perder dinheiro

Portanto, é possível concluir que o investimento em ações se torna menos arriscado conforme a pessoa aumenta o seu horizonte de tempo.

Chama atenção o fato de que quem comprou o índice ações americanas e o manteve durante 20 anos jamais perdeu dinheiro.

É possível assumir que uma realidade bastante similar ocorre com o investimento em ações no Brasil.

Pois o mercado brasileiro, embora sofra altos e baixos, no longo prazo sempre caminhou para cima.

20 anos, ainda, é um prazo que pode até ser considerado curto para uma parte dos investidores de longo prazo.

Visto que muitos deles possuem horizontes de investimento de 40 ou mais anos.

Dessa forma, realizar investimentos de longo prazo, além de ser ótimo para atingir a independência financeira, é bem menos arriscado do que investir visando o curto prazo.

Investir em ações pode ser considerado arriscado no curto prazo. Porém, não investir em ações é arriscado no longo prazo.

Visto que, ao não investir nesses ativos, a pessoa corre o risco de perder toda uma possível valorização de património, que costuma ocorrer no longo prazo.

Exemplos de investimentos de longo prazo


exemplos de investimento
Existem vários tipos de investimentos que podem ser classificados como de longo prazo, a seguir, citaremos alguns desses principais tipos:

Fundos de renda fixa e Tesouro Direto

Os títulos do Tesouro Direto são papéis emitidos pelo governo com o objetivo de fomentar alguma de suas atividades.

Pode ser considerada a aplicação financeira mais segura dentro do país, pois é garantido pelo Tesouro Nacional, órgão financeiro mais importante do Brasil.

Existem diversos títulos disponíveis no Tesouro Nacional, e os investidores podem ter dúvidas sobre as diferenças entre eles.

Os títulos disponíveis para pessoas físicas são:

  • Tesouro Selic
  • Tesouro prefixado
  • Tesouro IPCA+

Tesouro Selic

O Tesouro Selic é considerado por muitos o título menos arriscado do Tesouro Direto.

Isto ocorre pois a sua taxa de juros é pós fixada. A rentabilidade de investidor que adquirir este título será o rendimento da Selic acumulado durante todo o período de manutenção do título.

Desta forma, o investidor que adquire este título não está exposto a variações bruscas no valor de mercado do ativo. Pois a sua rentabilidade está indexada à taxa de juros de mercado.

O mesmo não ocorre, por exemplo, com o título prefixado e com o indexado à inflação.

O Tesouro Selic, até por ser o menos arriscado, é historicamente o título com menor rendimento entre os títulos públicos disponíveis.

Por ser uma aplicação que não paga cupons de juros, e pela rentabilidade baixa, ela não costuma ser recomendada para compor os investimentos de longo prazo.

Pelo contrário, o Tesouro Selic costuma ser recomendado para compor, por exemplo, uma reserva de emergência.

Ou então para ser mantido valores neste título como liquidez até que surjam oportunidades melhores em outros mercados.

Tesouro prefixado

O tesouro prefixado, como o próprio nome indica, possui a sua rentabilidade definida previamente.

Ou seja, no momento da aplicação o investidor sabe exatamente quanto sua aplicação irá render ao ano.

Por exemplo, ao comprar um título com remuneração de 10% ao ano com prazo de 5 anos, o investidor terá 10% ao ano acrescido ao valor do título durante estes 5 anos.

Embora a rentabilidade seja conhecida, o valor do título pode oscilar no mercado. Isto ocorre devido às oscilações na taxa de juros.

Por isso, só tem garantida a rentabilidade contratada quem carregar o investimento até a data de vencimento.

Por estar muito exposto às oscilações na taxa de juros, este título é considerado por muitos o mais arriscado do Tesouro Direto.

Este título também está disponível com o pagamento de juros semestrais.

Tesouro IPCA+

Este título possui uma parcela pós fixada e outra parcela pré fixada.

A rentabilidade é composta uma parcela pelo IPCA (inflação do consumidor) e outro parcela pré fixada no momento da compra.

Por exemplo, se o investidor adquiriu um título IPCA+ 6% ao ano, ele terá como rentabilidade a variação do IPCA +6% ao ano. Então, se o IPCA for, por exemplo, 4% em um determinado ano, o investidor terá uma rentabilidade de 10%.

Por proteger o investidor do risco da inflação, o tesouro IPCA+ é considerado por muitos menos arriscado do que o Tesouro Prefixado.

No entanto, os títulos IPCA+ podem possuir vencimentos mais longos, tais quais 2045.

Assim, por possuir um prazo maior, a volatilidade perante mudanças na taxa de juros pode ser também muito maior.

Este título, assim como o prefixado, também possui uma versão disponível com juros semestrais.

Outros títulos de renda fixa disponíveis

Além dos títulos públicos existem outras aplicações em renda fixa, como CDB, LCI, LCA, entre outras, que nada mais são do que aplicações que visam gerar fundos para as instituições financeiras, de forma a permitir que as mesmas se capitalizam para realizar seus empréstimos.

Ainda, outra opção para o investidor que queira em investir em renda fixa é fazer isto através de fundos de investimento.

As aplicações em renda fixa historicamente tem dado bastante retorno para os investidores ao longo das últimas décadas no Brasil.

No entanto, existe uma tendência de que esse histórico de altos retornos se reduza gradativamente com a queda das taxas de juros, o que abre espaço para que outras opções se tornem possíveis.

Ações – investimentos de longo prazo

Apesar de aqui no Brasil a enorme maioria das pessoas acharem que as ações são uma modalidade de investimentos de alto risco, estes ativos podem ser excelentes aplicações quando o investidor está munido com a mentalidade correta.

As ações são pequenas parcelas de participação no capital de uma empresa e, dessa forma, é como se o investidor fosse dono de uma parte de uma companhia, e como tal, tem o direito de receber os lucros auferidos pela empresa na proporção de sua participação.

O grande risco das ações não está na volatilidade de mercado propriamente dita, mas sim, na qualidade dos lucros obtidos pela empresa.
Caso uma companhia passe do lucro para o prejuízo, é natural que o investidor sofra perdas de capital nessa situação.

Porém o contrário também é verdadeiro, se a companhia ganha muito dinheiro, o investidor será o maior beneficiado dessa bonança.

E muitas empresas brasileiras foram, e ainda são bastantes eficientes em apresentar altos lucros.

Por isso que muitos investidores recomendam que, para investimentos de longo prazo, invista-se investir em ações de boas empresas.

Luiz Barsi, neste vídeo, explica como ele fez para acumular recursos significativos na bolsa de valores.

Como pode ser visto, somente através de compras, no longo prazo, Barsi conseguiu gerar uma carteira bilionária.

Assim, Luiz Barsi prova que as ações são uma ótima opção para o investidor de longo prazo.

Mas, ao contrário do que muitos pensam, as ações não se mostram uma boa opção para realizar especulações. Mas sim, como mostra Luiz Barsi, para comprar e auferir renda passiva de boas empresas.

Fundos imobiliários

fundos imobiliários no longo prazo
Os fundos imobiliários são uma classe de ativos relativamente recente no Brasil.

No entanto, eles já se mostram uma ótima opção para compor os investimentos de longo prazo de um investidor.

Os fundos imobiliários são uma comunhão de recursos para investir para investir em ativos relacionados ao mercado imobiliário, como por exemplo: Edifícios corporativos, shoppings centers, lajes corporativas, galpões logísticas, títulos de dívida imobiliária.

Através destes recursos, os fundos obtêm renda que por sua vez é distribuída para o cotista na forma de dividendos.

Ainda, muitos dos imóveis presentes nos fundos imobiliários valorizam ao longo do tempo.

Sendo assim, o investidor pode contar com uma renda do aluguel dos ativos e ainda com uma valorização dos imóveis.

Portanto, embora seja uma classe de ativos ainda em expansão, os fundos imobiliários já mostram que devem compor um espaço em uma carteira de investimentos de longo prazo.

O ifix, índice dos fundos imobiliários, apresenta historicamente uma rentabilidade superior às ações e aos ativos de renda fixa.

Conclusão sobre investimentos de longo prazo


conclusão investimentos de longo prazo
Como vimos, uma diversificação consciente será necessária para que perdas permanentes de capital sejam evitadas, pois elas são, de maneira geral, uma das principais causas da erosão dos resultados no longo prazo.

Além disso, a paciência e disciplina serão os fatores mais preponderantes para que o investidor tenha sucesso nessa empreitada de investimentos de longo prazo, que podem ser bastante lucrativos, apesar de muitos pensarem o contrário.

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Tiago Reis

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.