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    Hiperinflação: entenda como funciona esse fenômeno econômico

    Hiperinflação: entenda como funciona esse fenômeno econômico

    O tema hiperinflação já foi muito debatido entre os brasileiros que viveram no século XX. Sem dúvidas essa é uma condição que não deixará saudades no imaginário do povo desse país.

    Hiperinflação é o nome dado ao fenômeno inflacionário que ultrapassa os níveis considerados como adequados. De forma mais objetiva, situações onde os índices de inflação atingem mais de 50% ao mês podem ser considerados como hiperinflação.

    Muitos sabem que essa é, normalmente, uma condição rara de se encontrar, no entanto ela ocorreu algumas vezes em países como China, Brasil, Rússia, Argentina, Hungria, entre outros.

    Os efeitos nocivos de uma inflação extremamente alta são bastante concentrados na corrosão do poder de compra da classe baixa e média de um país.

    Desse modo, uma inflação muito elevada pode causar uma recessão econômica afetando de forma generalizada a economia de um país.

    Entendendo a melhor o fenômeno da hiperinflação

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    Entendendo a melhor o fenômeno da hiperinflação

    Normalmente uma hiperinflação acontece quando há um aumento significativo na oferta monetária não suportada pelo crescimento do produto interno bruto.

    Esse fenômeno acontece todas as vezes que há um desequilíbrio na oferta e na demanda pelo dinheiro.

    Quando vem em conjunto com guerras, essa elevação da inflação ocorre devido à perda de confiança na capacidade da moeda em manter o seu valor no mercado.

    Desse modo, os negociadores de moeda normalmente exigem um prêmio de risco para que possam aceitar a moeda a ser transacionada, aumentando assim, os preços cobrados.

    Outro propulsor da inflação alta é a liberação de crédito de forma intensa e indiscriminada, irrigando assim a economia com dinheiro “fácil”. Essa política foi muito vista através da concessão de empréstimos subsidiados realizada pelo BNDES.

    Além disso, uma inflação extremamente elevada pode ser acentuada, pela prática de acumular mercadorias por parte da população de modo que haja escassez de itens básicos nas prateleiras, criando assim uma espiral ascendente de inflação.

    Efeitos nocivos da hiperinflação

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    Efeitos nocivos da hiperinflação

    Um dos piores efeitos desse fenômeno é a escassez de alimentos devido à acumulação de bens não duráveis por grande parte da população, como alimentos e itens básicos de higiene.

    Desse modo, o sistema econômico tal como conhecemos hoje torna-se totalmente inútil e inviável, tanto para os consumidores quando para os empreendedores.

    Outro fator prejudicial são as receitas fiscais amealhadas pelo governo. Esse item fica bastante deteriorado, o que significa que os governos necessitarão imprimir cada vez mais dinheiro, tornando assim, a inflação ainda maior.

    Ao longo do ultimo século tivemos alguns exemplos de inflação extremamente elevada, logo abaixo listamos alguns deles:

    • Brasil: o nosso país já foi vítima de uma inflação muito elevada. Por exemplo, somente no mês de março do ano de 1989, a inflação no país chegou a 81%.
    • Alemanha: o caso de inflação elevada alemão ocorreu no pós Primeira Guerra Mundial, entre os anos de 1918 e 1924. Nessa época o marco alemão desvalorizou tanto que para comprar itens básicos era necessário levar dinheiro em sacolas.
    • Antiga Iugoslávia: esse país provavelmente palco da maior inflação da história. Ela ocorreu nos anos 90, e a inflação nesse país chegou a inacreditáveis 300 milhões por cento ao mês.

    Portanto, podemos concluir que a hiperinflação é um fenômeno extremamente nocivo para as pessoas que convivem com ela. No entanto, é preciso compreender que ela sempre será consequência de atitudes imprudentes por parte de várias classes dominantes de uma nação.

    Tiago Reis
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    2 comentários

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    • Ricardo Danés 20 de outubro de 2020

      Comprar ações nessa época era uma maneira de proteger o capital da perda do poder de compra?

      Responder
      • Suno Research 21 de outubro de 2020

        Olá novamente, Ricardo!!
        Sim, era uma maneira de se proteger da inflação. No entanto, se olharmos a relação risco x retorno, era algo que não compensava, haja visto a remuneração dos títulos de renda fixa da época.
        Atenciosamente, Equipe Suno.

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