Fluxo de caixa direto
Por: Tiago Reis

Fluxo de caixa direto: conheça esta análise financeira

Em contabilidade, o fluxo de caixa direto é um método usado para o cálculo dos recursos que a empresa tem à sua disposição.

O fluxo de caixa direto pode ser empregado na gestão financeira empresas como um aliado na busca de soluções .

O que é fluxo de caixa direto?

Fluxo de caixa direto é um método de estruturação da Demonstração de Fluxo de Caixa (DFC), na qual são registradas as entradas e saídas de recursos do negócio. Assim, a organização pode ser diária, semanal ou mensal, a depender da escolha do gestor.

Contabilidade para Investidores

O método direto o mais utilizado atualmente, apesar de ser mais trabalhoso. Isso porque ele funciona como um instrumento de trabalho para a empresa.

O conceito de fluxo de caixa direto permite que o gestor perceba se faltarão recursos no caixa ou não. Se faltarem, ele terá como se planejar para busca novas fontes de dinheiro. E se sobrarem, ele poderá projetar novos investimentos no negócio.

Estrutura do fluxo de caixa direto

O fluxo de caixa direto precisa ter uma estrutura clara e prática para que, ao vê-lo, o gestor consiga compreender os dados ali. Dentro desta estrutura, é possível dividir os dados por períodos.

Nesta metodologia, é preciso demonstrar de onde vem e para onde vai cada recurso. Para isso, utiliza-se os registros de entradas e saídas do caixa e dos equivalentes de caixa.

Então, em geral, ele é composto por:

  • Saldo inicial de caixa;
  • Recebimentos;
  • Pagamentos;
  • Saldo operacional de caixa;
  • Saldo final de caixa.

O saldo inicial é o valor com o qual o empreendimento fechou o último caixa – seja ele positivo ou negativo. Os recebimentos são os valores que a empresa recebeu no período. Ele costuma ser composto pelo pagamento pelos seus serviços ou produtos. Os pagamentos são os valores que foram gastos pela organização.

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Valuation e precificação de ativos

Já o saldo operacional é a diferença entre os valores recebidos e os pagos. O saldo final de caixa é a soma de todos os valores presentes no fluxo de caixa direto.

Digamos que a empresa X tenha um saldo de caixa de R$ 300. Os recebimentos do período foram de R$ 2.000, enquanto seus pagamentos foram de R$ 1.200. Com isso, o saldo operacional foi de R$ 800. Logo, seu saldo final de caixa é de R$ 1.100.

Fluxo de caixa direto e indireto

O fluxo de caixa indireto é um instrumento de análise, inclusive para investimentos. Com ele, chega-se ao valuation do negócio. Para saber como fazer fluxo de caixa indireto, primeiro é preciso conhecer a Demonstração de Resultado do Exercício (DRE).

DRE é um relatório contábil no qual constam os dados financeiros necessários para mostrar se a empresa teve lucro ou prejuízo em um determinado período. Aqui, o objetivo é explicitar a relação que o caixa da empresa tem com o seu lucro líquido.

Então, para fazer o fluxo de caixa indireto, é preciso excluir do valor do lucro líquido da empresa as antecipações de gastos e recebimentos. A ideia é que alterações futuras de caixa não entrem nesta conta. O mesmo vale para a depreciação.

Ainda é preciso retirar do lucro líquido os valores referentes aos investimentos ou financiamentos. Este procedimento é menos utilizado do que o método direto, mas possui vantagens próprias.

Foi possível saber mais sobre fluxo de caixa direto com este artigo? Deixe suas dúvidas nos comentários a seguir.

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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