Estagflação é um processo que influencia a economia

A estagflação é um fenômeno macroeconômico que acontece quando ocorre uma recessão, ou seja, uma diminuição da econômica empresarial em conjunto com o aumento das taxas de inflação a patamares acima dos desejados.

Vale destacar que a palavra estagflação teve origem durante a crise que assolou a economia americana durante a década de 70.

Essa situação ocorreu após uma expansão excessiva do crédito e demanda agregada durante a década anterior, que fez elevar o endividamento tanto do governo americano quanto das empresas e dos consumidores.

O estopim dessa crise se deveu a partir de restrições impostas pelos países produtores de petróleo, levando ao aumento dos preços da matéria prima e deixando em dificuldades produtores que dependiam muito fortemente da commodity.

Por que ocorre uma estagflação?

Toda estagflação tem origem numa expansão desenfreada do crédito concedido pelos bancos de um país.

A teoria keynesiana de mercado diz que, para estimular uma economia a crescer, deve-se favorecer a oferta de crédito, pois através da “demanda agregada” é que as empresas voltam a investir e gerar empregos.

O que acontece é que, a política de crédito fácil e barato, não pode durar para sempre, ela sempre causa um aumento da base monetária (aumento da quantidade de dinheiro que circula em uma economia).

Como esse crédito, de forma nenhuma, está lastreado em poupança, e o Banco Central uma hora precisará aumentar a taxa de juros para controlar a inflação (aumentos na base monetária, desvalorizam a moeda de um país, pois agora haverá muito mais oferta da mesma), esse aumento da taxa de juros faz com que as diversas empresas e pessoas, agora, totalmente endividadas, precisem refinanciar suas dívidas, porém, agora com taxas bem maiores do que foi numa ocasião anterior.

Toda essa situação de tentativa de sobrevivência por meio de mais crédito (que agora se tornou mais escasso) para refinanciar dívidas, embocará em falência de empresas e desemprego para trabalhadores, principalmente os ligados à setores de bens de capital, pois são os que, geralmente, mais dependem de crédito e de uma situação econômica favorável para conseguirem realizar vendas.

O Brasil, nos últimos 2 anos, foi refém dessa situação caótica causada por políticas irresponsáveis de crédito fácil e subsidiados às empresas “amigas” do governo.

É importante perceber que essa armadilha de liquidez leva um tempo para acontecer e levar um país para uma estagflação, pois, inicialmente, o que ocorre é um falso senso de riqueza e prosperidade, experimentado por todos os setores de uma economia.

Toda a pujança de crédito barato faz com que quase todo tipo de empreendimento se torne viável, o que outrora poderia ser impossível.

Isto acontece pois, com isso, os retornos internos das companhias exigidos pela taxa livre de risco (taxa básica de juros) estão significativamente menores, o que estimula empreendimentos de longuíssimo prazo ou os de ROIC (retorno sobre capital investido) baixos a continuarem existindo.

Conclusão

Políticas econômicas governamentais quase sempre irão trazer inicialmente uma prosperidade artificial por um tempo, mas, no entanto, quando a realidade bater a porta e quando as pessoas menos esperarem esse tipo de fenômeno estará instalado no país.

A única medida que todo empresário ou investidor pode tomar quanto a isso é: nunca trabalhar com muita alavancagem.

Ser moderadamente conservador ajuda pessoas e empresas a passar pelos ciclos de estagflação econômicos relativamente melhor do que todos os concorrentes, e isso é o que importa.

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Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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