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    Deemed cost: entenda o que é o custo atribuído de um ativo

    Deemed cost: entenda o que é o custo atribuído de um ativo

    Será que todos os bens de uma empresa valem o quanto o mercado acha? Nem sempre. Para verificar isso, existem vários indicadores financeiros a disposição dos analistas. Entre eles, está o deemed cost.

    Isso porque a importância de apresentar o valor real dos seus ativos leva diversas empresas a recorrerem ao deemed cost.

    O que é o deemed cost?

    Deemed cost, ou custo atribuído, é o valor justo de um ativo, recalculado pelo empreendimento para que ele reflita a realidade. Em geral, com este recurso, o valor do bem ou direito é reduzido ou aumentado em comparação à análise anterior.

    E esta atualização é informada no balanço patrimonial do empreendimento posterior à alteração.

    Por que fazer uso do deemed cost?

    Como foi dito, o deemed cost pode ser utilizado tanto para aumentar o valor de um ativo quanto para reduzi-lo. Pode não ficar claro em um primeiro momento o motivo de uma empresa querer “desvalorizar” um dos seus bens.

    Porém, analisando a questão, é possível perceber dois pontos:

    • O primeiro deles é que o custo atribuído é utilizado para ajustar um valor que não corresponderia à realidade.
    • O segundo é que a expectativa de uma empresa sobre seus ativos é que, em algum momento, eles gerem um benefício financeiro.

    Se o valor dele estiver incorreto no balanço patrimonial, essas expectativas podem ser frustradas. Daí o uso deste recurso.

    Regras do deemed cost

    Entretanto, não basta apenas a empresa querer fazer o ajuste do valor dos seus bens. É preciso atender a alguns requisitos para isso:

    • Fazer o ajuste na adoção inicial;
    • Não ultrapassar o valor justo do bem;
    • Contratar um avaliador confiável para este trabalho.

    Acontece que o ajuste do valor do bem escolhido pela empresa só pode ser feito na adoção inicial das Normas Internacionais de Contabilidade (IFRS).

    Ou seja, isso ocorre apenas quando a empresa passar a atender às normas do Comitê de Pronunciamento Contábil (CPC) 27, 37 e 43. Após este momento, não serão admitidas revisões de tais valores.

    Além disso, em caso de aumento de valor do bem em virtude do deemed cost, este não poderá ser superior ao valor justo do ativo.

    Lembrando que valor justo é aquele pelo qual o ativo poderia ser negociado no mercado, em uma venda sem favorecimentos.

    Por fim, o valor do ativo seria estabelecido após a análise e elaboração de um laudo de um profissional especializado no segmento em questão.

    Até porque seria muito fácil se o dono da empresa simplesmente ditasse o quanto vale determinado bem ou direito.

    Impactos do deemed cost

    Após a análise ser feita, os dados novos deverão ser computados na conta de Ajustes de Avaliação Patrimonial, no patrimônio líquido. Inclusive o custo atribuído ao ativo imobilizado.

    Com a alteração, o valor do bem é de fato atualizado, passando a constar assim no balanço.

    É comum que estas atualizações sejam explanadas nas notas explicativas da demonstração contábil, para que o mercado entenda o que houve ali.

    A mudança afeta também as estimativas de resultados futuros. Até porque o valor da depreciação do bem também precisará ser ajustado.

    Para compreender melhor temas como este, os investidores podem participar de um minicurso de valuation e precificação de ativos, preparado especialmente para eles, pela Suno Research.

    Até porque assuntos como o deemed cost interferem diretamente no valor dos rendimentos de diversas aplicações.

    Tiago Reis
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