d+0, d+1

O investidor se depara com uma variedade de características e informações diferentes ao procurar por uma aplicação financeira. Dentre tais condições, certamente uma das mais importantes diz respeito ao prazo de resgate do dinheiro aplicado. É nessa hora que aparecem os famosos termos “D+0, D+1, D+2, D+3″ – e assim por diante.

Como o tempo de resgate é o que determina a liquidez de uma aplicação – como por exemplo, um fundo de investimento, entender o que significa D+0, D+1, D+2 é essencial para definir se o produto é adequado para os objetivos do investidor.

O que é D+0, D+1, D+2?

As siglas “D+0, D+1, D+2” indicam o tempo para que uma transação financeira seja efetuada. Elas mostram, de forma resumida, quantos dias úteis vão levar para a operação ser processada e realizada pela instituição.

O termo é uma abreviação para “Dia Atual + X” – onde o dia atual é a data em que a solicitação é feita, e X é o número de dias úteis até ela ser completada.

Em uma aplicação D+1, por exemplo, o resgate do dinheiro será completado em um dia útil após a sua solicitação. Logo, se o investidor pedir o saque hoje, o dinheiro será depositado em sua conta no dia útil seguinte. Dessa forma, em um D+2, o dinheiro será depositado dois dias depois. No D+3, três dias úteis – e assim sucessivamente.

O D+X é utilizado não só para investimentos, mas também para compensações bancárias e qualquer outra transferência de valores no mercado. Ou seja, o tempo para um cheque ser sacado, ou para o crédito de um DOC sair de uma conta para outra, por exemplo, também são contabilizados dessa forma.

Por que os prazos de resgate existem?

Normalmente, a maioria das operações financeiras precisam passar por uma série de etapas até serem concluídas.

Para descontar um cheque, por exemplo, o processo é longo, Tudo começa com a solicitação do cliente – e logo após, o banco emissor recebe o comunicado sobre a compensação, a assinatura e demais dados do cheque são conferidas e a conta do emissor é verificada para ver se existe saldo suficiente para cobrir o valor. Apenas depois de completar todo esse trâmite que o banco consegue concluir a transação, transferindo o dinheiro de uma pessoa para a outra.

Em uma aplicação financeira, como um fundo de investimento ou um CDB, a situação é a mesma. Na maioria das vezes, a instituição precisa “desinvestir” parte da sua carteira para devolver o dinheiro solicitado pelo cliente. Por ser um processo complexo e que envolve diversas partes, o saque normalmente leva alguns dias úteis para ser efetuado.

A relação entre a liquidez da aplicação e o prazo de resgate

A liquidez, definida como a facilidade de transformar um ativo em dinheiro, é um das características mais importantes de qualquer investimento. Logo, em uma aplicação financeira – onde o capital fica sobre a responsabilidade de um terceiro, o que determina a liquidez do produto é o seu prazo de resgate.

Por isso, é importante prestar atenção nos prazos apresentados pelo investimento em questão. Esse período irá variar de acordo com o tipo de aplicação.

Ou seja, fundos e produtos mais focados em longo prazo costumam ter prazos mais longos. Da mesma forma, investimentos de curto prazo permitem resgates mais rápidos, como D+0, D+1, D+2. No caso das aplicações D+0, por exemplo, é oferecida a chamada “liquidez diária”, onde o dinheiro pode ser sacado pelo cliente no mesmo dia.

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Tiago Reis

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.