d+0, d+1
Por: Tiago Reis

Entenda o que é D+0, D+1, D+2 e como é feito o resgate de uma aplicação

O investidor se depara com uma variedade de características e informações diferentes ao procurar por uma aplicação financeira. Dentre tais condições, certamente uma das mais importantes diz respeito ao prazo de resgate do dinheiro aplicado. É nessa hora que aparecem os famosos termos “D+0, D+1, D+2, D+3″ – e assim por diante.

Como o tempo de resgate é o que determina a liquidez de uma aplicação – como por exemplo, um fundo de investimento, entender o que significa D+0, D+1, D+2 é essencial para definir se o produto é adequado para os objetivos do investidor.

O que é D+0, D+1, D+2?

As siglas “D+0, D+1, D+2” indicam o tempo para que uma transação financeira seja efetuada. Elas mostram, de forma resumida, quantos dias úteis vão levar para a operação ser processada e realizada pela instituição.

O termo é uma abreviação para “Dia Atual + X”. O dia atual é a data em que a solicitação é feita, e X é o número de dias úteis até ela ser completada.

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Em uma aplicação D+1, por exemplo, o resgate do dinheiro será completado em um dia útil após a sua solicitação. Logo, se o investidor pedir o saque hoje, o dinheiro será depositado em sua conta no dia útil seguinte.

Dessa forma, em um D+2, o dinheiro será depositado dois dias depois. No D+3, três dias úteis – e assim sucessivamente.

O D+X é utilizado não só para investimentos, mas também para compensações bancárias e qualquer outra transferência de valores no mercado.

Ou seja, o tempo para um cheque ser sacado, ou para o crédito de um DOC sair de uma conta para outra, por exemplo, também são contabilizados dessa forma.

Por que os prazos de resgate existem?

Normalmente, a maioria das operações financeiras precisam passar por uma série de etapas até serem concluídas.

Para descontar um cheque, por exemplo, o processo é longo, Tudo começa com a solicitação do cliente. Logo após, o banco emissor recebe o comunicado sobre a compensação.

Em sequência, a assinatura e demais dados do cheque são conferidas e a conta do emissor é verificada para ver se existe saldo suficiente para cobrir o valor.

Apenas depois de completar todo esse trâmite que o banco consegue concluir a transação. Sendo assim, o processo é finalizado com a transferência do dinheiro de uma pessoa para a outra.

Em uma aplicação financeira, como um fundo de investimento ou um CDB, a situação é a mesma. Na maioria das vezes, a instituição precisa “desinvestir” parte da sua carteira para devolver o dinheiro solicitado pelo cliente.

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Logo, por ser um processo complexo e que envolve diversas partes, o saque normalmente leva alguns dias úteis para ser efetuado.

A relação entre a liquidez da aplicação e o prazo de resgate

A liquidez, definida como a facilidade de transformar um ativo em dinheiro, é um das características mais importantes de qualquer investimento.

Logo, em uma aplicação financeira – onde o capital fica sobre a responsabilidade de um terceiro, o que determina a liquidez do produto é o seu prazo de resgate.

Por isso, é importante prestar atenção nos prazos apresentados pelo investimento em questão. Esse período irá variar de acordo com o tipo de aplicação.

Ou seja, fundos e produtos mais focados em longo prazo costumam ter prazos mais longos. Da mesma forma, investimentos de curto prazo permitem resgates mais rápidos, como D+0, D+1, D+2.

No caso das aplicações D+0, por exemplo, é oferecida a chamada “liquidez diária”, onde o dinheiro pode ser sacado pelo cliente no mesmo dia.

Esperamos que você tenha entendido o conceito por trás das siglas D+0, D+1, D+2. Para esclarecer alguma dúvida ou questão que tenha restado sobre o tema, deixe seu comentário abaixo e compartilhe conosco a sua opinião.

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

11 comentários

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  • Vitor 31 de maio de 2019

    Mas se por que eu deixe o dinheiro rendendo durante um mes e la estiver D+0 /2eu posso deixar ou eu irei perder o dinheiro investido?

    Responder
  • Clea 9 de julho de 2019

    Onde encontro essa informação?

    Responder
  • Marcelo Tschumi 13 de agosto de 2019

    Tenho um a aplicação D+16 em multimercado. Se eu peço resgate hoje, o valor da cota é de hoje ou de 16 dias pra frente?

    Responder
    • Suno Research 15 de agosto de 2019

      Você recebe o valor correspondente ao dia do resgate. (no caso daqui a 16 dias)

      Responder
  • Bruno 1 de setembro de 2019

    Muito boa a explicação

    Responder
  • carlindo Claro 19 de setembro de 2019

    Parabens Tiago bem objetivo, era o que procurava

    Responder
  • Ricardo Braga 26 de setembro de 2019

    Fundo imobiliário é D+1 ? Obrigado

    Responder
    • Suno Research 4 de outubro de 2019

      Você vende as cotas via mercado secundário, ou seja, vende na bolsa como se fosse uma ação.

      Responder
  • Ellem 19 de dezembro de 2019

    ola eu vendi um lote de acao. e esta no extrato D2. eu posso comprar outra ação? mesmo que o dinheiro não esteja no soldo? não quero pedir resgate quero reinvestir. posso?

    Responder
  • Alexandre Marton 20 de dezembro de 2019

    Complementando seu artigo lhe coloco uma dúvida menos óbvia e mais importante: Quando eu peço para retirar dinheiro de um fundo d+3 e ele tem rendimento negativo nesses três dias meu saldo é só a perda do d0 (dia do pedido de resgate), do d1 ou somada de todos até o do d3?

    Responder
  • Bill 23 de janeiro de 2020

    Obrigado esclareceu minha dúvida

    Responder
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