Provisão para contingências contábeis
Por: Tiago Reis

Como se comportar dentro deste mercado em alta? Hora de vender?

Um investidor nos perguntou recentemente através do Suno Respostas, nossa plataforma de perguntas e respostas sobre investimentos, a respeito do momento atual que o mercado vive, e se seria a hora de pensar na venda de suas ações.

Desta forma, dedicaremos o Suno Call de hoje a responder essa pergunta, que sabemos que encontra-se presente na mente de muitos investidores, sobretudo aqueles que estão iniciando a sua jornada.

Afinal, como se comportar dentro de um mercado altista? Vender seria uma boa opção neste momento, e simplesmente aguardar na renda fixa, até surgir uma “crise” ou volatilidade?

É evidente que o mercado em alta gera certa apreensão também nos investidores, que podem pensar que talvez seja o momento de liquidar suas posições ou realizar lucros e aguardar.

Porém, se por um lado o mercado pode realmente sofrer algum recuo (e certamente em algum momento ele irá) e viver um cenário de volatilidade, por outro lado a alta pode estar somente começando, e é simplesmente impossível tentar prever se já estamos no topo ou no início de uma grande escalada de preços.

Dito isso, nós geralmente  não incentivamos a venda de ações e dos fiis para realizar lucros, e esperar , especialmente quando falamos dos bons ativos.

Isso porque esses ativos, por mais que estejam se valorizando bastante nos últimos meses e anos, tendem a ser bastante beneficiados com a recuperação da economia, e visualizamos um crescimento no pagamento de dividendos e manutenção do crescimento dos resultados.

Vender ações pensando que o mercado já atingiu o “topo” pode ser um grande equívoco, já que os papéis podem se valorizar ainda muito mais no longo prazo, e o investidor acabar perdendo todo esse movimento ao longo dos anos.

Já pensou no investidor de VALE que resolveu, lá em 2003, vender suas ações, por acreditar que elas já tinham subido muito e a bolsa como um todo também?

Sem dúvidas esse investidor teria se arrependido bastante, afinal de contas, perderia um longo ciclo de valorização das ações da Vale nos anos seguintes, deixando de capturar todo o movimento de crescimento da empresa e expansão dos lucros.

Isso dá uma ideia de quanto pode ser “perigoso” vender suas ações, pois pode ser que você simplesmente nunca mais consiga comprar naqueles preços.

Além disso, um outro ponto importante é que girar a carteira acarreta custos e taxas, que prejudicam a rentabilidade do investidor e só beneficiam as corretoras.

Isso não significa que ações nunca devem ser vendidas.

Bem pelo contrário.

Se estamos falando de uma empresa que vem perdendo seus fundamentos, suas margens, e vem apresentando prejuízos, o melhor a se fazer sem dúvidas pode ser vender e realocar esses recursos em empresas sólidas, que remuneram o investidor de forma mais atraente.

Porém, de maneira geral, recomendamos que o investidor evite o giro da carteira, tendo em vista que acarreta custos operacionais e taxas que diluem sua rentabilidade no longo prazo, além do fato de que ele pode perder um grande upside daquele papel ao vendê-lo.

Nossa sugestão é: evite o giro, e apenas o faça quando realmente for uma situação totalmente óbvia e clara em que o giro faz total sentido.

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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