ciclo econômico

A sociedade atual, devido a sua alta complexidade, vive de contínuas mudanças estruturais das quais são representadas por um ciclo econômico.

É importante ressaltar que esse ciclo econômico sempre aconteceu na história da humanidade, pois é um fato intrínseco à economias complexas onde ocorrem transações diárias dos mais diversos tipos de produtos e serviços.

O ciclo econômico pode ser caracterizado pela flutuação natural que ocorre numa economia de tempos em tempos. Isso acontece porque o cenário econômico de um país nunca terá uma uma dinâmica estável o tempo todo.

A economia de todo país está baseada na produção de bens e serviços produzidos de forma agregada, de modo que cenários de expansão e contração da atividade econômica sempre acontecerão.

Normalmente, quando falamos de investimentos, em épocas de expansão econômica os investidores buscam sempre adquirir mais companhias de tecnologia, bens de capital e commodities.

Já em períodos recessivos, os investidores sempre darão mais preferência para setores mais defensivos, tais como companhias de serviços públicos e saúde.

Entendendo os ciclos econômicos

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Entendendo os ciclos econômicos

Todo ciclo econômico é formado por quatro estágios principais: expansão, boom, contração e recessão. A seguir iremos detalhar as características de cada um deles:

  1. Expansão: nesse período, a economia de um país experimenta uma fase de crescimento consistente da produção de mercadorias e serviços. Normalmente as taxas de juros estão num patamar baixo o que posteriormente pode estimular pressões inflacionárias.
  2. Boom: esse é conhecido como sendo o pico do ciclo, fase da qual a produção de bens e serviços alcança o seu ponto máximo. Nesses picos normalmente acontecem desequilíbrios econômicos tais como aumento da inflação e necessidade de elevação da taxa de juros.
  3. Contração: ocorre quando é percebida uma diminuição da atividade econômica e as taxas de desemprego se encontram em tendência de elevação constante.
  4. Recessão: ela acontece quando atingimos o ponto mais forte da crise macroeconômica, onde é caracterizado por alto desemprego, sobras relevantes de capacidade instalada e taxas de juros elevadas.

Os ciclos normalmente seguem sua dinâmica exatamente nessa ordem, porém, os períodos de duração de cada fase são completamente desconhecidos e imprevisíveis.

A causa dos ciclos econômicos

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A causa dos ciclos econômicos

Segundo a escola monetarista de economia, os ciclos econômicos estão diretamente ligados ao ciclo de crédito.

Mudanças nas taxas de juros têm efeito direto sobre a atividade de crédito de um país. O que pode tornar os empréstimos para as famílias e empresas mais ou menos caros e contribuir positiva ou negativamente para a economia.

De forma geral, quando as taxas de juros se encontram em um patamar baixo, a atividade de crédito se encontra bastante aquecida, o que naturalmente acrescenta muito mais dinheiro em uma economia, fazendo com que a inflação suba.

O contrário acontece quando os juros estão altos. O credito se encontra escasso, o que faz com que as empresas deixem de investir em mais bens de capital, além das famílias também preferirem adiar o seu consumo de mercadorias e serviços.

É por esse motivo que a existência de um banco central independente das motivações governamentais é muito importante para a condução responsável da política monetária.

Isso porque essa postura permite uma atuação mais eficaz dessa autarquia federal.

Por fim, podemos concluir que o ciclo econômico sempre foi um fato existente na história da economia mundial. A sua compreensão pode ser de grande valia para a consciência de que a atividade econômica pode sempre surpreender àqueles que dependem substancialmente de metas de curto prazo.

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Tiago Reis

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.