ciclo econômico
Por: Tiago Reis

Ciclo econômico: compreenda como funciona esse interessante conceito

A sociedade atual, devido a sua alta complexidade, vive de contínuas mudanças estruturais das quais são representadas por um ciclo econômico.

É importante ressaltar que esse ciclo econômico sempre aconteceu na história da humanidade, pois é um fato intrínseco à economias complexas onde ocorrem transações diárias dos mais diversos tipos de produtos e serviços.

O ciclo econômico pode ser caracterizado pela flutuação natural que ocorre numa economia de tempos em tempos. Isso acontece porque o cenário econômico de um país nunca terá uma uma dinâmica estável o tempo todo.

A economia de todo país está baseada na produção de bens e serviços produzidos de forma agregada, de modo que cenários de expansão e contração da atividade econômica sempre acontecerão.

Normalmente, quando falamos de investimentos, em épocas de expansão econômica os investidores buscam sempre adquirir mais companhias de tecnologia, bens de capital e commodities.

Já em períodos recessivos, os investidores sempre darão mais preferência para setores mais defensivos, tais como companhias de serviços públicos e saúde.

Entendendo os ciclos econômicos

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Entendendo os ciclos econômicos

Todo ciclo econômico é formado por quatro estágios principais: expansão, boom, contração e recessão. A seguir iremos detalhar as características de cada um deles:

  1. Expansão: nesse período, a economia de um país experimenta uma fase de crescimento consistente da produção de mercadorias e serviços. Normalmente as taxas de juros estão num patamar baixo o que posteriormente pode estimular pressões inflacionárias.
  2. Boom: esse é conhecido como sendo o pico do ciclo, fase da qual a produção de bens e serviços alcança o seu ponto máximo. Nesses picos normalmente acontecem desequilíbrios econômicos tais como aumento da inflação e necessidade de elevação da taxa de juros.
  3. Contração: ocorre quando é percebida uma diminuição da atividade econômica e as taxas de desemprego se encontram em tendência de elevação constante.
  4. Recessão: ela acontece quando atingimos o ponto mais forte da crise macroeconômica, onde é caracterizado por alto desemprego, sobras relevantes de capacidade instalada e taxas de juros elevadas.

Os ciclos normalmente seguem sua dinâmica exatamente nessa ordem, porém, os períodos de duração de cada fase são completamente desconhecidos e imprevisíveis.

A causa dos ciclos econômicos

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A causa dos ciclos econômicos

Segundo a escola monetarista de economia, os ciclos econômicos estão diretamente ligados ao ciclo de crédito.

Mudanças nas taxas de juros têm efeito direto sobre a atividade de crédito de um país. O que pode tornar os empréstimos para as famílias e empresas mais ou menos caros e contribuir positiva ou negativamente para a economia.

De forma geral, quando as taxas de juros se encontram em um patamar baixo, a atividade de crédito se encontra bastante aquecida, o que naturalmente acrescenta muito mais dinheiro em uma economia, fazendo com que a inflação suba.

O contrário acontece quando os juros estão altos. O credito se encontra escasso, o que faz com que as empresas deixem de investir em mais bens de capital, além das famílias também preferirem adiar o seu consumo de mercadorias e serviços.

É por esse motivo que a existência de um banco central independente das motivações governamentais é muito importante para a condução responsável da política monetária.

Isso porque essa postura permite uma atuação mais eficaz dessa autarquia federal.

Por fim, podemos concluir que o ciclo econômico sempre foi um fato existente na história da economia mundial. A sua compreensão pode ser de grande valia para a consciência de que a atividade econômica pode sempre surpreender àqueles que dependem substancialmente de metas de curto prazo.

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

4 comentários

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  • Hamilton 10 de junho de 2019

    Qual sera a Intervenção do estado, quando um País encontra-se ciclo economico em recessão?

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    • Suno Research 15 de agosto de 2019

      Cada caso é um caso, mas o normal é que se tomem medidas para reaquecer a economia, como por exemplo corte dos juros e aumento dos gastos públicos, principalmente com setores que geram bastante emprego, como a construção civil.
      Abraço.

      Responder
      • João Victor Martins Xavier 19 de outubro de 2019

        Meu caro, Certamente nunca ouviu falar das recessões causadas por interferencia do governo na quantidade monetaria , examinada pela Escola Autríaca de economia, pois nem houveste falado ou citado leis praxeológicas; e neste artigo minusculo, onde apenas cita alguns conceitos e diz o que é crise economica, relfetida na depreesão que se dá de tempos em tempos, em causa dos booms macraeconomicos, já afirma que é necessaria uma intervensão sem nem cogitar o que uma interveção poderai acarretar. Presumindo desde logo que a economia é simplismente controlável por um orgão central, que um orgão central( Estado, governo) pode através de uma canetada, causar uma melhora economica na produção geral de todos os individuos. pois lhe digo, não é possivel tal acontecimento, uma vez que a impreesão de dinheiro, no objetivos de implementar capital não existente para afetar o preço da taxa de juros pra baixo, não fornece dinheiro para todos os proprietarios e credores que tem capitais depositados e investidos em empresas de todos os tipos. E mesmo que tivessemos uma distribuição equitativa, certamente não teriamos uma diferença na produção de imediata, pois apenas teriamos que ajustar os preços. Apenas como uma produção maior e efetiva para a demanda, teriamos um crescimento economico genuíno capaz de influenciar na renda de significante parte dos individuos investidos no mercado. Investimentos que não de fato possam ter um reflexo no mercado, em função de um efetivo crescimento na economia, podem causar uma melhoria na vida de todos os vinculados ao mercado. Portanto, nã me venha com esta historia de capital injetado artificalmente por orgão autoritario estatal irá ser melhor para a coletividade, que, na verdade não irá acarrtear nenhuma um mudança, pois capital novo, não significa cresmento em um equilibrio de oferta e demanda, mas uma necessidade de reajuste de preços que, em função da disseminação desequilibrada do novo dinheiro impresso, tende causar enormes desempregos no caminho do reajuste economico, causando, então grandes crises ou depreesões econômicas. (desculpe os impradões de normas gramaticais).

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        • Suno Research 21 de outubro de 2019

          Interessante esta sua teoria, mas é fato de que em momentos de crise o crédito tende a sumir, e também é fato que o fim do crédito pode gerar um efeito dominó que desencadeia uma verdadeira crise humanitária (aumento descomunal do desemprego e da criminalidade) como aconteceu durante a grande depressão. Eu e você poderíamos passar uma eternidade discutindo qual teórico está certo, mas no fim só teríamos uma resposta teórica. Se quiser sair do campo teórico acho que vale estudar os efeitos da crise nos sistemas financeiros em 1929 e em 2008. Talvez na mais recente tenhamos tido a sensação de que os responsáveis não foram “devidamente punidos”, e pode até ser uma sensação válida, mas vale lembrar que em 29 não foram só os responsáveis que sofreram, milhões ficaram desempregados, muita gente morreu inclusive.
          No final das contas é uma questão de o que você valoriza, tem gente que é idealista e acha que uma boa ideia deve ser seguida a qualquer custo, seja uma ideia de um economista austríaco como Mises seja a ideia de revolucionário como Lênin. Minha sugestão? leia o máximo possível de opiniões divergentes e leia bastante de pontos de vista diferentes. Você parece gostar bastante de teoria economica, dê uma lida sob re analises do ponto de vista social e politico, acho que vai te trazer algumas reflexões interessantes.
          Segue um texto que eu gostei bastante sobre a forma que pensamos, vale muito a pena ler:
          https://www.collaborativefund.com/blog/appealing-fictions/

          Responder
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