brax11
Por: Tiago Reis

BRAX11: conheça o ETF das 100 empresas mais negociadas da bolsa

O investimento em bolsa de valores até hoje provou ser uma estratégia de investimento vencedora, tendo sua rentabilidade superado a de títulos públicos e da renda fixa. Em muitos países, a renda variável é utilizada como um caminho para atingir a independência financeira, e investidores se aposentam após as décadas investindo. Nesse sentido, o BRAX11 talvez seja uma das formas mais simples de se investir na bolsa brasileira.

Mas será que o BRAX11 é um bom investimento? Para responder essa pergunta, é importante entender o que ele é, como ele funciona, e quais são suas vantagens e desvantagens em relação a outras estratégias de investimento na bolsa.

O que é o BRAX11?

O BRAX11 é um ETF (Exchange Traded Fund) que segue a rentabilidade do índice IBrX-100 — o qual, por sua vez, representa o desempenho das 100 empresas mais negociadas na bolsa brasileira. Portanto, ele é um ativo que replica a rentabilidade de uma carteira teórica composta por essas cem empresas.

Além do BRAX11, existem outros ETF’s que acompanham o desempenho de ações da bolsa, como o BOVA11, o BOVV11 e o PIBB11. Contudo, o BRAX11 é o único que se espelha no índice IBrX 100.

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Como funciona o BRAX11?

Por ser administrado por uma gestora, o BRAX11 tem funcionamento semelhante a um Fundo de Investimentos. Além disso, como foi dito, a rentabilidade desse ETF dependerá exclusivamente da valorização das 100 empresas mais negociadas na bolsa.

Ainda, a metodologia de seleção das ações de empresas que estarão no índice IBrX-100 também segue alguns outros critérios, como:

  • As ações devem ocupar, no período de três carteiras anteriores, em ordem decrescente de volume transacionado, as 100 primeiras posições;
  • Devem ter presença em pelo menos 95% dos pregões;
  • Não podem ser classificadas como penny stocks.

É importante ressaltar também que empresas em recuperação judicial ou extrajudicial e companhias em regime especial de administração não são incluídas no índice, bem como também não fazem parte da carteira teórica os BDR’s negociados na bolsa.

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Vantagens do BRAX11

Algumas vantagens do BRAX11 como investimento são:

Diversificação

Por causa da metodologia da carteira teórica do IBrX-100, ao comprar cotas do BRAX11 o investidor está, na realidade, diversificando seu investimento em diversas empresas negociadas na bolsa.

Baixo custo

Apesar de funcionarem de forma semelhante aos Fundos de Investimento, os ETF’s possuem taxas de administração muito inferiores. Além disso, não há cobrança de taxas de performance nesse tipo de investimento.

A gestora do BRAX11, por exemplo, cobra 0,20% ao ano pela administração desse ETF. Portanto, a terceirização desse investimento em renda variável possui um custo baixo para os investidores, afinal, os ETF’s, via de regra, possuem gestão passiva.

Desvantagens do BRAX11

Apesar das vantagens colocadas, também existem as desvantagens do BRAX11, que podem ser, por exemplo:

Especulação

Como foi colocado, a composição do BRAX11 dependerá, exclusivamente, do volume negociado das ações da bolsa. Por isso, ao investir nesse ETF, o investidor pode acabar se expondo a companhias que estão reféns de muita especulação no mercado. Logo, esse fato que aumenta o volume transacionado das ações dessas empresas.

Existência de taxas

Não há dúvida que as taxas cobradas pelas administradoras dos ETF’s são baixas. Contudo, acreditamos que o investidor deve tentar evitar ao máximo o desembolso de capital para encargos dos seus investimentos.

Isso porque a taxa de administração que é recolhida pelo fundo poderia estar sendo reinvestida pelo investidor caso estivesse fazendo seus investimentos individualmente, sem a terceirização pelo ETF.

Valuation e precificação de ativos

Falta de fundamentos

Por conta da metodologia do índice IBrX-100, representado pelo BRAX11, a inclusão de ativos na carteira teórica do fundo depende, exclusivamente, de critérios quantitativos. Dessa forma, é possível afirmar que os critérios fundamentalistas de análise de empresas são desconsiderados.

Por isso, aspectos fundamentais, como a situação financeira, a qualidade da administração, bem como valuation das companhias que determinam o rendimento desse ETF são ignorados nesse investimento. Nesse sentido, a falta de filtros qualitativos, sem dúvida, prejudicará o retorno para os investidores.

Então, para auxiliar investidores que querem entender como analisar os fundamentos de uma companhia com ações listadas na bolsa, de forma a potencializar a rentabilidade dos investimentos, preparamos esse eBook gratuito. Nele, explicamos melhor os principais passos e cuidados na hora de analisar uma ação.

Falta de controle

Por ser um investimento terceirizado, o investidor cede seu poder de decisão para uma gestora profissional. Por isso, mesmo que a estratégia do ETF não esteja trazendo resultados e dando certo, ou mesmo que o investidor discorde de alguma posição do fundo, é impossível controlar o investimento, a não ser vendendo as cotas.

Por outro lado, quando o investidor monta sua própria carteira de investimentos, é possível encerrar posições ou incluir novas ações que fazem sentido para a estratégia definida.

Caso uma empresa esteja enfrentando grandes dificuldades, basta vender suas ações, sem depender do seu volume transacionado – o que não pode ocorrer no caso do BRAX11.

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Vale a pena investir no BRAX11?

Enfim, não resta dúvida de que o BRAX11 é um ativo extremamente simples. Além disso, o seu baixo custo e alta diversificação também são pontos positivos.

Entretanto, acreditamos que o BRAX11 pode deixar a desejar. Isso porque os critérios fundamentalistas de análise de investimento são completamente desconsiderados no que se refere à inclusão de ativos na sua carteira teórica.

Por isso, a rentabilidade do BRAX11 tende a ser menor; e o risco, maior. Para evitar essa situação, o investidor pode fazer seu próprio filtro de investimento. Considerando, obviamente, empresas saudáveis, lucrativas e com boa governança.

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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