Não importa se você é um investidor iniciante ou bastante experiente. Na hora de decidir onde colocar o seu dinheiro, vai ter que lidar com um agente de custódia.

Mas antes de entender o que é isso, é importante saber o que significa o termo custódia. No vocabulário financeiro, essa palavra se refere à atividade de manter e atualizar ativos e papéis que sejam negociados no mercado. De forma resumida, custódia é a guarda de títulos que foram adquiridos por alguém. E o agente de custódia faz justamente este trabalho.

O que é agente de custódia?

Agente de custódia

Agente de custódia é uma instituição que se responsabiliza pela guarda e pelas movimentações dos ativos financeiros comprados por seus clientes. São empresas de diversos tipos que possuem autorização dos órgãos responsáveis para manter contas em nome de terceiros com objetivo de atuar no mercado financeiro.

Essas entidades, portanto, atuam como uma espécie de intermediador. Elas são uma ponte entre o investidor e aquelas instituições que são capazes de fazer a liquidação financeira de valores mobiliários ou títulos, as centrais de custódia ou clearing houses.

Entre algumas das funções dos agentes de custódia está a realização de cadastro de investidores no sistema da bolsa de valores e a alocação de recursos para compra e liquidação de títulos.

Quem pode ser um agente de custódia?

Diversas instituições podem atuar como agentes de custódia. Podem ser responsáveis por essas contas os bancos comerciais, os bancos de investimento, os bancos múltiplos e ainda as corretoras e distribuidoras de títulos.

Agentes de custódia e o Tesouro Direto

O Tesouro Direto vem ganhando cada vez mais adeptos. Relatórios recentes mostram que já são quase 3 milhões de investidores cadastrados, sendo que 700 mil são usuários ativos. Os números são do Ministério da Fazenda. Graças a isso, mais pessoas tem percebido a necessidade de trabalhar com um agente de custódia.

É que o Tesouro Direto é uma das formas mais democráticas de se ter acesso a uma carteira de investimentos diversificada. O investimento inicial é baixo, mas deve ser feito via agente.

Com a popularização dessa modalidade de investimento, corretoras e bancos têm feito ações para incentivar a adesão mais correntistas. Um exemplo é a eliminação das taxas de custódia.

No site do tesouro direto, pelo menos 30 corretoras já não fazem essa cobrança.

Além disso, muitas dessas instituições também já são agentes de custódia integrados. Isso quer dizer que o sistema de acesso delas é totalmente interligado ao do Tesouro Direto. Dessa forma, os investidores podem comprar e vender os títulos no próprio portal do Tesouro.

Como escolher um agente de custódia

Alguns pontos para escolher o melhor banco ou corretora para investimentos:

  • Taxas: quanto menos taxas cobradas, maior pode ser a rentabilidade alcançada. Avalie o custo beneficio
  • Canais de atendimento: telefone, redes sociais, aplicativos. Investidor deve avaliar se os canais atendem as suas expectativas
  • Site: verifique se o agente de custódia fornece as informações adequadas para que você decida onde e quanto investir. Também é importante que o ambiente de compra e venda seja intuitivo.

Agente de custódia é seguro?

Essa é uma duvida comum, principalmente de investidores iniciantes. O temor é perder seu dinheiro caso o agente de custódia, seja ela uma corretora ou um banco, tenha problemas como falência, concordata ou então liquidação extrajudicial.

A boa notícia é que mesmo que algum desses fatos ocorra, os títulos do governo comprados no Tesouro Direto, por exemplo, se mantêm em nome do investidor.

Ou seja, mesmo que o agente de custódia quebre, o investimento feito não é perdido. Em um caso como esse, será apenas necessário encontrar uma nova corretora e transferir suas informações para o novo agente.

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Tiago Reis

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.