Harry Markowitz

  • Nome Completo: Harry Max Markowitz
  • Data de Nascimento: 24/08/1927
  • Local de Nascimento: Chicago, Estados Unidos
  • Idade: 91
  • Nacionalidade: Americano
  • Formação: Economista
  • Ocupação: professor de finanças e economia
  • Conhecido como: criador da Teoria Moderna do Portfólio
  • Site Oficial: https://rady.ucsd.edu/people/faculty/markowitz/
  • Redes Sociais:

Quem é Harry Markowitz?

Você já ouviu falar de Harry Markowitz?

A teoria criada por Markowitz até hoje influencia a elaboração de carteiras de investimentos.

Markowitz é o criador da teoria moderna do portfólio, também conhecida como teoria de Markowitz em sua homenagem. Esta teoria revolucionou o método de elaboração de carteira de investimentos. Por esta criação, ele recebeu o prêmio Nobel de Economia em 1990.

Ele dedicou seus estudos sobretudo a qual seria a melhor maneira de criar uma carteira com o maior retorno e o menor risco possível.

Se baseando na correlação entre os ativos, Markowitz conseguiu de forma empírica comprovar que existem carteiras com os maiores retornos possíveis para certos níveis de volatilidade (considerada como medida de risco).

Essas carteiras estão todas presentes na chamada “fronteira eficiente“. Ou seja, todas as carteiras presentes na fronteira eficiente são carteiras otimizadas pela teoria de Markowitz. Portanto, possuem uma otimização de risco e retorno.

Fatores levados em conta por Markowitz

Fatores levados em conta por MarkowitzA elaboração do estudo de Markowitz leva em consideração complexas fórmulas matemáticas.

No entanto, a sua base teórica é acessível de entender mesmo para os investidores iniciantes.

Os 3 principais pontos levados em conta na elaboração da teoria moderna do portfólio são:

  • Retornos esperados
  • Risco (Desvio padrão)
  • Correlação

Retornos esperados

Cada ativo possui um retorno esperado. Isto é, o quanto o investidor espera ganhar ao comprar aquele ativo.

Este retorno esperado é diferente para cada ativo. E ele costuma variar diretamente com o risco esperado.

Ou seja, ativos com menores riscos possuem retornos esperados pequenos.

Enquanto ativos com maiores riscos possuem retorno esperado também maiores.

Por exemplo, suponha que um investidor resolva investir na poupança, a aplicação mais popular no Brasil.

Esta é uma aplicação considerada de baixíssimo risco. Visto que, além de contar com a segurança do crédito de um banco conta também com a garantia do FGC, o fundo garantidor de crédito.

Porém, este baixo risco vem acompanhado com uma má noticia para o investidor: O retorno esperado também é baixíssimo.

Em 2018, por exemplo, a poupança rendia apenas 0,37% ao mês, ou 4,44% ao ano. Ou seja, abaixo até do centro da meta de inflação do governo brasileiro.

Agora compare o investimento na poupança com o investimento em ações.

As ações possuem um retorno esperado muito acima da poupança. O retorno médio do índice de ações brasileiro, por exemplo, é de 7,5% acima da inflação. Considerando uma inflação de 4,5%, isto da um retorno absoluto de 12% ao ano.

Este maior retorno, porém, vem acompanhado de uma maior volatilidade. O retorno das ações podem variar bastante, oscilando anos negativos e anos muito positivos.

Risco

Como visto, o risco está diretmente associado ao retorno esperado. Quanto menor o risco, menor o retorno, e vice-versa.

Este risco é medido pelo desvio padrão.

O desvio padrão mede qual o desvio médio do centro da média de retornos. Este desvio pode ser para mais ou para menos.

Um alto desvio padrão está associado a uma maior volatilidade, ou seja, uma maior incerteza.

As ações, por exemplo, apresentam um desvio padrão muito alto. Portanto, os seus retornos no curto prazo podem oscilar bastante da sua média de 7,5% mais inflação ao ano.

Por exemplo: Em 2015 o Ibovespa rendeu -13,3%. Enquanto que em 2016 rendeu +38,9%.

Já a poupança possui rendimentos que apresentam variações mínimas. Em 2015, por exemplo, a aplicação rendeu 8,15%, e em 2016 8,3%.

Correlação

No tema da correlação é onde acontece a revolução representada pela fronteira eficiente.

A correlação de ativos mede o quanto estes ativos se movem conjuntamente e varia de +1 a -1.

+1 são os ativos que se movem de forma exatamente iguais. Na prática isto é muito difícil de ocorrer, mas ocorrem correlações muito próximas a 1.

Por exemplo, as ações ordinárias da Petrobras se movem de maneira muito similar às suas ações preferencias, possuindo uma correlação quase igual a +1.

Já os ativos que se movem de maneira completamente oposta possuem a correlação igual a -1. Na prática isto é também muito difícil de ocorrer, mas existem ativos que se movem de maneira oposta, embora não perfeitamente.

Um exemplo é o Ibovespa e o dólar. Quando o Ibovespa cai, o dólar sobe, e vice-versa.

Ou seja, estes dois ativos possuem uma correlação negativa.

A teoria moderna do portfólio revolucionou ao comprovar os benefícios de acrescentar ativos que se movem de forma diferente em um só portfólio.

Através de modelos matemáticos ficou comprovado que o melhor portfólio não seria um composto apenas de renda fixa, ou apenas de ações, mas sim de uma composição mista entre essas duas classes de ativos.

Obviamente que o portfólio também deve se adequar ao perfil de risco do investidor.

Lição de Markowitz

Lição de Markowitz

O principal legado da frontera eficiente foi demonstrar para todos o poder da diversificação.

Pode-se dizer que do estudo de Markowitz se deriva uma máxima popular dos investimentos: Não coloque todos os seus ovos em uma cesta só.

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