Negócios

Via Varejo (VVAR3) finaliza investigações; impacto de fraude é de R$ 1,1 bi

0

A Via Varejo (VVAR3) comunicou ao mercado, na noite da última quarta-feira (25), que as investigações sobre as fraudes contábeis da companhia terão impacto de R$ 1,190 bilhão nas demonstrações financeiras do quarto trimestre. O caso foi revelado com exclusividade pelo SUNO Notícias. A companhia também informou que encerrou seus trabalhos investigativos sobre o caso.

O valor é referente a manipulações da provisão de processos trabalhistas da companhia e até diferimento indevido na baixa de ativos e contabilização de passivos, conforme havia sido antecipado pelo SUNO Notícias.

Além disso, a varejista, que controla as Casas Bahia, Ponto Frio e Extra.com, também informou que identificou outros R$ 20,8 milhões em efeitos das fraudes contábeis identificadas.

Saiba mais: Bolsa em queda livre!? Aproveita as maiores oportunidades da bolsa brasileira com nosso acesso Suno Premium

“A administração da Companhia reitera sua avaliação de que, conforme já informado por meio do Fato Relevante de 12.12.2019, os ajustes contábeis descritos nos itens acima não impactarão de maneira adversa e relevante o seu fluxo de caixa, condição financeira e operacional ou sua capacidade de honrar compromissos”, informa a Via Varejo em seu fato relevante.

A Via Varejo atribui as evidências de fraude contábil à manipulação da provisão para processos trabalhistas da empresa e ao diferimento indevido na baixa de ativos e “contabilização de passivos fora de suas respectivas competências mensais”.

Além disso, a companhia cita falhas de controles internos que resultaram em erros nas contas de provisão para processos trabalhistas e garantias judiciais da própria empresa.

Saiba mais: EXCLUSIVO: Via Varejo investiga possível fraude em balanços da companhia

A empresa destaca também que não será necessária a reabertura de exercícios anteriores ao ano passado para a realização dos ajustes. Isso porque a empresa concluiu que os efeitos em relação as demonstrações financeiras do exercício que teve fim no dia 31 de dezembro de 2018 não são materiais que podem justificar a realização de ajustes anteriores, “sendo ajustados no próprio exercício de 2019”.

A Via Varejo encerra seu comunicado informando que, com o fim da investigação sobre as fraudes contábeis, poderá se voltar inteiramente aos esforços e aprimoramento de performance operacional que devem ser realizados para diminuir os efeitos negativos da pandemia de coronavírus.

Telegram Suno

Compartilhe a sua opinião

Juliano Passaro
Juliano Passaro escreve sobre política, economia e negócios para o portal da Suno Research. Antes da Suno, trabalhou no Portal da Band. É formado em jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.