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Venda de carros elétricos supera a de tradicionais pela 1ª vez na Noruega

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No Brasil os carros elétricos ainda são raros, mas o cenário é completamente diferente na Noruega. No país nórdico, a venda de carros elétricos superou pela primeira vez a venda de carros tradicionais. Segundo a Associação Norueguesa de Veículos Elétricos, 58,4% dos carros vendidos no país em março foram modelos elétricos.

No acumulado de 2019, porém, as vendas de veículos a combustão de gasolina e outros combustíveis fósseis ainda estão na frente. A margem é pequena – 51,60%, e deve se inverter ao longo deste ano, de acordo com previsões. A quantidade de carros elétricos vendidos em 2019 chegou a 10.732. O Model 3, fabricado pela Tesla, contribuiu para essa marca.

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“A Noruega mostra ao mundo todo que o carro elétrico pode substituir aqueles movidos por gasolina ou diesel e contribuir de modo relevante com a briga pela redução na emissão de CO2“, diz a líder da associação, Christina Bu.

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O país de 5,3 milhões de habitantes no norte da Europa tem contribuído para incentivar o aumento nas vendas de carros elétricos. O governo retirou as pesadas taxas de importação e reduziu impostos de registro e venda para compradores de veículos elétricos para aumentar as vendas. Além disso, os proprietários desses modelos não pagam pedágio e podem usar faixas de ônibus para escapar em centros congestionados. Essas vantagens, implementadas para incentivar o desenvolvimento do mercado, devem acabar em 2021.

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O parlamento da Noruega, inclusive, votou para obrigar que todos os novos veículos vendidos no país até 2025 sejam carros elétricos. Outros governos ao redor do mundo tentam encorajar mais pessoas a comprar esse tipo de veículo, num esforço para reduzir as emissões de carbono e combater o aquecimento global. Até mesmo a China, que tem o maior mercado global de veículos e também é a maior poluidora do planeta, têm dado incentivos para purificar o ar de suas cidades e liderar as novas tecnologias nesse setor.

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Guilherme Caetano
Formado em jornalismo pela Escola de Comunicações e Artes da USP, Guilherme Caetano escreve para o portal de notícias da Suno Research. Passou pelas redações da Folha de S.Paulo e da revista Época.