Veja quais foram as small caps que mais desvalorizaram em julho

Veja quais foram as small caps que mais desvalorizaram em julho
Algumas small caps ainda sentem o impacto da pandemia de covid-19 e caíram forte em julho

Em julho, o principal índice acionário da bolsa brasileira, o Ibovespa, enquanto as ações listadas no SMLL, índice que replica a carteira teórica de small caps da B3, registrou um alta de 9,5%, impulsionado pelas expectativas de retomada da economia e pela liquidez decorrente da taxa Selic a 2,5% ao ano.

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Mas, nem tudo são rosas. Não foram todas as empresas de menor capitalização de mercado que performaram bem no período e nem todas as small caps conseguiram retornar ao seu patamar pré-pandemia.

Mais, a crise do novo coronavírus aliada às preocupações dos investidores quanto ao resultados dessas companhias colocaram suas papéis para um nível ainda mais baixo do que o registrado do mês anterior.

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Segundo o analista da SUNO Research, Rodrigo Weinberg, os destaque fica com a AES Tietê (TIET11), em virtude de o mercado não ter gostado de que “a Eneva (ENEV3) acabou perdendo a disputa para comprar a participação do BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] e as ações da geradora haviam se valorizado por essa razão. Agora, a AES Corp. passou a controlar de fato a AES Tiete”.

Nesse sentido, salientando que esta matéria não é uma recomendação de investimento, veja quais foram as small caps que mais se desvalorizam em julho.

Dommo Energia

A primeira que aparece no ranking é a Dommo Energia (DMMO11), antiga OGX do empresário brasileiro Eike Batista. A companhia do setor de exploração de petróleo atua nos campos de Tubarão Martelo e de Tubarão Azul, além de possuir operações na Bacia de Santos.

O fundador da EBX chegou a ser um o homem mais rico do Brasil e o sétimo mais rico do mundo. O executivo, no entanto, foi acusado de manipular o mercado de capitais no caso de sua empresa petrolífera. Batista enganou os investidores sobre a capacidade de operação da OGX, estimada na época em “de bilhões de barris de petróleo potencialmente extraíveis em poços, ainda em fase de perfuração (…) de áreas do pré-sal localizadas na Bacia de Campos e de Santos”.

A fraude, todavia, foi descoberta e as ações da companhia, que chegou a ser mais negociada do que a Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3), foram parar na casa dos R$ 0,20. A OGX, então, mudou para Dommo Energia após um processo de recuperação judicial. Mais recentemente, a companhia vem acumulando quedas após realizar um grupamento de ações.

Cotada na base de centavos, a Dommo Energia registrou a maior queda no mês de julho, de 14,6%.

Grupo SBF

O Grupo SBF (CNTO3), dono das lojas Centauro, não teve resultado muito diferente. Embora a varejista já tenha recuperado parte de seu valor de mercado, a empresa ainda enfrenta um ambiente árido com as medidas de isolamento social e de restrição à circulação.

A companhia apresentou lucro líquido de R$ 8,1 milhões no primeiro trimestre deste anorevertendo o prejuízo de R$ 4,1 milhões registrado no primeiro trimestre de 2019.

Apesar disso, as ações da companhia, que chegaram a negociar suas ações acima dos R$ 50,00, estão cotadas a R$ 30,48. E, em julho, a controladora da Centauro anotou uma forte queda de 11%.

Tecnisa

Se por um lado a Tecnisa (TCSA3) se cravou como a empresa com maior valorização entre as small caps no mês de junho, hoje a situação já é bem diferente para a companhia do mercado imobiliário.

Uma das primeiras construtoras a abrir capital na bolsa de valores de São Paulo, a empresa iniciou suas atividades por meio de seu escritório de engenharia por mais de uma década e é conhecida por ter vencido diversos prêmios de atendimento ao cliente.

Fortemente afetada pela crise do novo coronavírus, a Tecnisa parecia estar em caminho de retomada e de recuperação de parte de sua valor. Contudo, julho foi duro para a empresa, que registrou uma baixa significativa de 9,4%.

BK Brasil

Como a Tecnisa, o BK Brasil (BKBR3) também estava presente na lista de junho, porém do outro lado da moeda. O máster-franqueado da Burger King apresentou uma das cinco maiores desvalorizações entre as small caps pela segunda vez consecutiva.

A rede de restaurantes vem enfrentando problemas com a pandemia do novo coronavírus, que obrigou a companhia a fechar temporariamente cerca de 60% de seus restaurantes. Além disso, com muitas localizadas em shoppings o BK Brasil sofreu com a ainda mais suspensão das atividades.

Apesar dos sinais de estabilização da epidemia no Brasil e de medidas de flexibilização da quarentena, a empresa continuo em forte queda em julho, desvalorizando 7,9%.

Copasa

Desde o final de maio até o fim de junho, a Companhia de Saneamento de Minas Gerais, Copasa, (CSMG3) vinha mostrando uma forte alta, acompanhando as expectativas com a aprovação do novo marco legal do saneamento básico.

Em julho, no entanto, a bonança da empresa mineira do segmento de água e saneamento encontrou seu fim. As ações da estatal, que chegaram a valer R$ 62,45 no seu pico em junho, caíram forte no mês passado, para R$ 54,55. Com isso, ainda que em quinto lugar, a Copasa entrou na lista de maiores desvalorizações entre as small caps, registrando uma queda acumulada de 6,3% em julho.

Arthur Guimarães

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