Veja as 10 empresas que mais cresceram durante o coronavírus

Veja as 10 empresas que mais cresceram durante o coronavírus
Farmacêutica. tecnologia e varejo online. Veja as 10 empresas que ganharam com a crise novo coronavírus (covid-19). Clique aqui e saiba mais.

Farmacêutica. tecnologia e varejo online. Estes são os três setores que saíram vitoriosos da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus (covid-19). E as empresas que atuam nesses setores registaram um forte crescimento em sua capitalização durante esse período de pandemia.

No primeiro caso graças a corrida para a desenvolver vacinas contra o coronavírus. No segundo para a repentina disseminação do home office em nível mundial. E no terceiro porque as gigantes das vendas digitais permitiram comprar bens de primeira necessidade online.

Muitas das empresas listadas desses setores experimentaram um boom de suas cotações desde o início do ano. Mas, segundo o Financial Times, em muitos começam a acreditar que poderia ter surgindo uma nova bolha.

Suno One: o primeiro passo para alcançar a sua independência financeira. Acesse agora, é gratuito!

Entretanto, a alta dos papeis dessas ações parece não ter fim, graças também as políticas monetárias expansivas iniciadas pelos principais bancos centrais do mundo, como o Federal Reserve (Fed). O que ajudou a aumentar a capitalização das empresas cotadas na Bolsa de Valores de Nova York.

Veja quais foram as 10 empresas que mais ganharam em valor de mercado durante a pandemia do novo coronavírus.

1. Amazon

A gigante varejista viu sua capitalização aumentar US$ 401,1 bilhões (cerca de R$ 2,4 trilhões) durante a pandemia. Enquanto os líderes mundiais ordenavam para seus cidadãos de permanecer dentro de casa, a Amazon se tornou a unica forma para muitas pessoas adquirir bens indispensáveis para sobreviver.

Muitos desesperados começaram até a estocar bens considerados fundamentais. Uma corrida às compras que levou a empresa a fechar temporariamente seus armazéns para produtos “não essenciais”.

Durante a pandemia a Amazon (NASDAQ: AMZN) registrou receitas recordes, mas também custos crescentes. O fundador e CEO Jeff Bezos alertou que até US$ 4 bilhões poderiam ser gastos para proteger seus funcionários do contágio, com instrumentos e aparelhos de uso cotidiano – como câmaras térmicas e laboratórios para testes – que poderiam se tornar permanentes. Potencialmente levando a Amazon para sua primeira perda trimestral desde 2015

Ainda assim, a mudança acelerada para as compras on-line e a crescente relevância de sua divisão de armazenamento de dados em nuvem na era do trabalho remoto levaram as ações da Amazon a níveis mais altos de todos os tempos.

2. Microsoft

A empresa de Bill Gates ganhou US$ 269,9 bilhões em termos de capitalização graças ao boom do aplicativo de comunicação Teams. Para ter uma ideia desse aumento, em um único dia 75 milhões de pessoas o utilizaram, contra 20 milhões no final de 2019.

Saiba mais: Coronatraders: como o coronavoucher criou novos traders em Wall Street

A gigante tecnológica liderada por Satya Nadella acertou a mudança de core business, posicionando seu foco estratégico para o armazenamento de dados na nuvem com o Azure, que se tornou a parte mais importante da base digital de muitas empresas. Além disso, 90 milhões de pessoas – outro recorde – jogaram Xbox Live em abril. Com ganhos para toda a Microsoft (NASDAQ: MSFT).

3. Apple

A produtora de iPhones aumentou seu valor de mercado em US$ 219,1 bilhões. Isso graças também aos US$ 58,3 bilhões obtidos em receita no primeiro trimestre do ano, apesar de ter fechado todas suas lojas 500 físicas.

Saiba mais: Apple fechará 11 lojas devido ao aumento de casos de coronavírus

A Apple (NASDAQ: AAPL) conseguiu lançar um novo iPhone, iMac e MacBook Air, atraindo mais usuários. Os executivos da Apple previram que as vendas de alguns itens chegariam a acelerar, já que milhões de consumidores que trabalham em casa optariam por trocar seus eletrônicos para modelos mais atualizados. Os investidores coroaram a Apple como a primeira empresa com um valor de mercado de US$ 1,5 bilhão.

4. Tesla

A empresa fundada por Elon Musk chegou a ganhar US$ 108,4 bilhões em valor de mercado. Isso graças também aos resultados do carro elétrico modelo Tesla S, que alcançou 646 quilômetros sem precisar recarregar suas baterias. Um feito que reforçou a liderança tecnológica da Tesla (NASDAQ: TSLA) sobre seus concorrentes.

Enquanto isso, Musk promete prometer substituir o inteiro modelo econômico que prevê a propriedade de um carro com frotas de carros-robôs autônomos que cobrariam o transporte por milha.

Entretanto, mesmo com esse resultado positivo, o próprio Musk disse no Twitter, em 1º de maio, que “o preço das ações da Tesla é muito alto”. Todavia, desde então, continua crescendo.

5. Tencent

A empresa tecnológica chinesa ganhou US$ 93 bilhões em valores de mercado, graças as receitas dos jogos online que aumentaram 31% no primeiro trimestre.

O povo chinês isolado em casa se voltou para o mundo virtual da Tencent. Em seus jogos de sucesso, como Honor of Kings, os usuários compram novas armas e roupas.

Além disso, números de assinantes dos vídeos da Tencent aumentaram para 112 milhões, as assinaturas de música saltaram para 43 milhões e os usuários mensais de seu aplicativo de mídia social, o famoso WeChat – indispensável para comprar noodles e verificar a saúde dos usuários durante o período do coronavírus – atingiu 1,2 bilhão de pessoas.

Com todo esse caixa, a Tencent foi as compras: recentemente adquiriu a desenvolvedora norueguesa de jogos Funcom, uma participação na desenvolvedora alemã Yager e investiu em uma série de startups de tecnologia financeira.

6. Facebook

Mark Zuckerberg deve estar satisfeito dos US$ 85,7 bilhões de valor de mercado adicional obtidos pelo Facebook (NASDAQ: FB) desde o começo da pandemia. Entre outras coisas, contribuíram para esse resultado o aumento de 39% das impressões de publicidade no Facebook no primeiro trimestre do ano

Saiba mais: Coronavírus: por que o papel higiênico desapareceu das prateleiras de meio mundo?

Além disso, com 2,6 bilhões de usuários ativos famintos por entretenimento durante a pandemia, os níveis de engajamento na plataforma explodiram. Isso compensou a queda nos gastos de propaganda decidido por muitas empresas.

O Facebook lançou novos recursos de bate-papo por vídeo e transmissão ao vivo, além de uma plataforma de comércio eletrônico para rivalizar com a Amazon, conhecida como Facebook Shops.

Os recursos de moderação de conteúdo foram ampliados por causa do contraste as teorias da conspiração e as notícias falsas relacionadas ao coronavírus. Zuckerberg foi criticado por funcionários por não sinalizar declarações incendiárias ou enganosas do presidente dos EUA, Donald Trump.

7. Nvidia

A produtora de placas de vídeo Nvidia (NASDAQ: NVDA) ganhou US$ 83,3 bilhões em valor de mercado graças ao aumento de 50% das horas gastas em videogames em suas plataformas durante a quarentena.

As placas Nvidia se tornaram um dos pilares dos videogames e dos sistemas de aprendizado a distância, isolando a empresa do pior da crise. As vendas para o setor de jogos foram prejudicadas pelo fechamento de cibercafés na China. Além disso, a indústria automotiva, um grande cliente, sofreu um colapso nas vendas.

Mas os negócios da Nvidia foram sustentados pela crescente importância do comércio eletrônico na venda de novas placas gráficas, juntamente com uma mudança de hábitos das pessoas para os jogos online. A empresa também está registrando um boom na demanda por chips de data center de grandes empresas digitais, à medida que a IA se torna um componente mais importante de seus serviços, propiciando ganhos globais de atividade digital.

8. Alphabet

A holding controladora do Google (NASDAQ: GOOGL) ganhou US$ 68,1 bilhões em valor de mercado, mostrando uma extraordinária resiliência. Mesmo com o colapso da propaganda on line registrado no final de março, a receita do YouTube ainda cresceu quase 10%.

Setores como viagens e serviços locais podem ter secado, mas em outras áreas o Google – que fornece praticamente toda a receita da Alphabet – mostrou que a demanda está se mantendo melhor do que o esperado.

A publicidade que aparece nas buscas se estabilizou no início da crise, depois de chegar ao fundo no final de março. A plataforma de computação em nuvem do Google, o aplicativo Meet video e a loja de aplicativos Play se beneficiaram da mudança de trabalho e entretenimento on-line.

9. PayPal

A plataforma de pagamentos on line ganhou US$ 65,4 bilhões em valor de mercado, graças aos 7,4 milhões de novos usuários registrados em abril.

A empresa pioneira dos pagamentos on-line ganhou uma maior relevância durante a pandemia, graças aos novos recursos criados para que os vendedores possam gerir seus pagamentos sem que os clientes entrem em lojas físicas.

Além disso, o PayPal (NASDAQ: PYPL) se mostrou indispensável durante a emergência, favorecendo a transferência de mais de US$ 1 bilhão em empréstimos federais como parte do Programa de proteção de Pequenas Empresas lançado pelo governo dos EUA.

Seu aplicativo de transferência de dinheiro Venmo, que já era popular antes do coronavírus entre os amigos que dividiam as contas do jantar, ganhou ainda mais espaço no mercado.

10. T-Mobile

A empresa de telecomunicações norte-americana T-Mobile (NASDAQ: TMUS) ganhou US$ 59,7 bilhões em valor de mercado, graças aos 452.000 novos assinantes de planos de telefone pós-pago no primeiro trimestre.

A empresa de telefonia móvel dos EUA se beneficiou seja pelas quarentenas, que tornaram as pessoas mais dependentes de seus telefones para conexão, assim como pela conclusão da tão esperada fusão com a rival Sprint. O acordo fez da T-Mobile o terceiro maior player no mercado de telecomunicações dos EUA, atrás da AT&T e da Verizon. E isso deve conceder às grandes empresas de telefonia mais poder de mercado.

Outras empresas beneficiadas pela pandemia do coronavírus

Além dessa dez empresas, outras centenas ganharam valor de mercado graças as mudanças de hábitos provocadas pela pandemia do novo coronavírus. Entre elas, o Netflix, que está em 12º posição, com um ganho de US$ 55,1 bilhões no período, graças a um aumento de 23% dos assinantes. E também o Zoom, que ganhou US$ 47,9 bilhões, graças aos 300 milhões de participantes que todos os duas usaram a plataforma em abril.

Carlo Cauti

Compartilhe sua opinião