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Vale (VALE3) registra prejuízo de US$ 1,683 bilhão em 2019

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A Vale (VALE3) registrou um prejuízo de US$ 1,683 bilhão em 2019. Em 2018 esse resultado tinha sido de um lucro líquido de US$ 6,860 bilhões. A mineradora divulgou nesta quinta-feira (20) seu balanço do ano passado.

Segundo a Vale, essa redução de US$ 8,543 bilhões deveu-se, principalmente:

  • a provisões e despesas incorridas relativas a ruptura da barragem de Brumadinho, incluindo a descaracterização de barragens e acordos de reparação (US$ 7,402 bilhões);
  • ao registro de impairment e contratos onerosos sem efeito caixa, principalmente relacionados aos segmentos de Metais Básicos e Carvão (US$ 4,202 bilhões);
  • a provisões relacionadas à Fundação Renova e à descaracterização da barragem de Germano (US$ 758 milhões), que foram parcialmente compensados por uma menor perda com variações cambiais no ano (US$ 2,555 bilhões)

No 4T19, o EBITDA (Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) pró-forma da Vale totalizou US$4,677 bilhões, ficando US$ 151 milhões abaixo do 3T19. O impacto do menor preço de referência do minério de ferro foi largamente compensado por:

  • maiores volumes de venda de finos de minério de ferro;
  • menores custos unitários do minério de ferro entregue nos portos chineses que alcançaram o EBITDA break-even de US$37,6/t no 4T19, US$2,5/t menor do que no 3T19, principalmente pela redução nos custos caixa C1 e de frete e pela maior contribuição das pelotas;
  • maiores preços realizados de Metais Básicos

O EBITDA ajustado foi de US$ 10,585 bilhões em 2019, contra US$ 16,593 bilhões em 2018. Uma queda de 36,2% na comparação ano a ano. A margem EBITDA ajustada passou de 45% em 2018 para 28% em 2019.

A receita operacional líquida da mineradora foi de US$ 37,570 bilhões em 2019, um aumento de 2,7% em relação a quanto registrado em 2018, quando esse valor tinha sido de US$ 36,575 bilhões.

Vale registra queda na produção de minério

A Vale já tinha informado nas últimas semanas a produção de minério de ferro em 2019 tinha sido 21,5% menor do que a do ano de 2018, em 301,972 milhões de toneladas. Um dos maiores fatores responsáveis por isso foi o rompimento da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais, no início de 2019.

Saiba mais: Vale registra queda de 21,5% na produção de minério de ferro em 2019

No quarto trimestre, a Vale registrou uma produção de minério de 78,344 milhões de toneladas. O número corresponde a uma baixa de 22,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Na comparação entre terceiro e quarto trimestre de 2019, a baixa foi de 9,6%.

A produção de pelotas no ano passado foi de 41,794 milhões de toneladas, número 24,4% menor do que o de 2018. No último trimestre de 2019, a produção de pelotas atingiu 9,415 milhões de toneladas, 40,5% menor do que a do quarto trimestre de 2018. O valor ficou 15,4% abaixo do terceiro trimestre de 2019.

Vendas de minério de ferro da Vale

A Vale também comunicou que as vendas de minério de ferro chegaram a 269,306 milhões de toneladas no ano passado. Esse valor foi 12,8% menor do que o registrado em 2018.

Entre outubro e dezembro do ano passado, as vendas de minério de ferro totalizaram 77,907 milhões de toneladas. O número representa uma queda de 3,2% em relação ao mesmo trimestre de 2018. Entretanto, é 5,2% maior do que o registrado no terceiro trimestre do ano passado.

As vendas de pelotas da Vale em 2019 chegaram a 43,199 milhões de toneladas, número 23,7% menor do que o registrado no ano de 2018. No último trimestre do ano passado, foram vendidas 10,966 milhões de toneladas de pelotas, uma queda de 31,4% em comparação ao mesmo período de 2018. O valor, entretanto, foi apenas 1% inferior ao do terceiro trimestre do ano passado.

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Carlo Cauti
Editor-chefe do SUNO Notícias. Italiano, formado em Ciências Políticas pela universidade LUISS G. Carli de Roma e mestre cum laude em Relações Internacionais, Jornalismo Internacional e de Guerra e em Economia Internacional. Concluiu também um MBA em Finanças na B3. No Brasil, teve passagem por veículos de comunicação como O Estado de S.Paulo, G1, Veja e EXAME. Também trabalhou nas agências de notícias italianas ANSA e NOVA.