UE limitará suas exportações à Hong Kong por repressão chinesa

UE limitará suas exportações à Hong Kong por repressão chinesa
UE limitará suas exportações à Hong Kong por repressão chinesa

A União Européia anunciou que limitará as exportações de tecnologia para Hong Kong, já que o bloco econômico acredita que elas podem ser usadas para repressão ou vigilância por parte do governo chinês. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (24) pela “Reuters”.

Trata-se da primeira reação concreta da União Europeia à lei de segurança chinesa em Hong Kong. Expressando “grave preocupação” pela lei de segurança nacional abrangente imposta pela China à ex-colônia britânica, os 27 estados da UE concordaram na sexta-feira com uma série de sanções, incluindo restrições comerciais e uma revisão dos acordos de vistos com o território.

Em um documento, apoiado pelos embaixadores da UE, o bloco indica que “examinará e limitará mais as exportações de equipamentos e tecnologias específicas para uso final em Hong Kong, em particular onde há motivos para suspeitar de uso indesejável relacionado à repressão interna, comunicações internas ou segurança cibernética”.

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O documento deve entrar em vigor na próxima terça-feira (28).

Os críticos da lei temem que ela esmague as amplas liberdades prometidas a cidade autônoma quando retornou ao domínio chinês em 1997, incluindo o direito de protestar e um sistema jurídico independente.

Os defensores da lei dizem que ela trará estabilidade após os violentos movimentos sociais antigovernamentais e anti-China do ano passado.

Hong Kong tem piora nas relações internacionais

A União Européia também se comprometeu a “considerar as implicações da legislação de segurança nacional para a política de asilo, migração, vistos e residência”, diz o documento.

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O bloco não iniciará nenhuma nova negociação com a cidade por enquanto e revisará as implicações da lei de segurança nos acordos existentes. A União Europeia também reiterou seu apoio à autonomia de Hong Kong e a seus cidadãos, comprometendo-se a se envolver ainda mais com a sociedade civil da cidade asiática.

Daniel Guimarães

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