UE corta tarifas aplicadas sobre produtos importados dos EUA

UE corta tarifas aplicadas sobre produtos importados dos EUA
Em troca, disse a Comissão, os EUA reduzirão em US$ 160 milhões por ano impostos sobre alguns produtos exportados pela UE

A Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia (UE), anunciou nesta terça-feira (8) cortes em tarifas aplicadas sobre produtos importados dos Estados Unidos, visando expandir o comércio entre as partes em cerca de 200 milhões de euros por ano (cerca de R$ 1,2 bilhão). “A iniciativa é um primeiro passo para reduzir a tensão comercial bilateral”, diz um despacho do órgão.

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Em troca, disse a Comissão, os EUA reduzirão em US$ 160 milhões (cerca de R$ 861,6 milhões) por ano impostos sobre alguns produtos exportados pela UE para o mercado norte-americano, colocando em vigor o acordo tarifário firmado entre bloco e país no mês passado. As medidas serão aplicadas com efeito retroativo a partir de 1º de agosto de 2020.

“Este acordo oferece a ambos os lados um verdadeiro resultado ganha-ganha, ajudando-nos a fortalecer ainda mais nossa parceria”, diz o vice-presidente executivo da Comissão, Valdis Dombrovskis. “A redução de tarifas em ambos os lados melhora o acesso de nossos exportadores e reduz o custo dos produtos importados. Esses são fatores criticamente importantes nesta época de crise econômica relacionada ao coronavírus”, acrescenta.

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Entre os produtos, a UE eliminou a tarifação de lagosta importada dos EUA. Washington, por sua vez, deve responder isentando refeições preparadas, alguns copos de cristal e cigarros exportados pelo bloco europeu.

Em outubro do ano passado, a Organização Mundial de Comércio (OMC) autorizou os EUA a imporem tarifas alfandegárias de  US$ 7,5 bilhões sobre produtos europeus. A entidade regulatória considerou como ilegal os subsídios concedidos pela UE à Airbus. O governo norte-americano listou os produtos que são atingidos por tarifas de até 100%. As mercadorias variam de peças de avião à produtos alimentícios

Entenda a relação entre UE e EUA

No dia nove de abril do ano passado, os EUA ameaçaram impor tarifas sobre os produtos europeus devido aos subsídios que a UE fornecia para a Airbus.

O Escritório do Representante de Comércio dos EUA, informou que a OMC concluiu que em diversas ocasiões os subsídios europeus tiverem efeitos adversos sobre a economia americana.

“Esse caso esteve litígio durante 14 anos, e chegou a hora de agirmos. Nosso objetivo primordial é chegar a um acordo com a UE para pôr fim a todos os subsídios inconsistentes com a OMC a aeronaves de grande porte. Quando a UE encerrar esses subsídios prejudiciais, as tarifas adicionais impostas pelos EUA poderão ser removidas”, disse o representante do comércio americano, Robert Lighthizer.

Com informações do Estadão Conteúdo

Poliana Santos

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