TikTok não será roubado, diz imprensa estatal da China

TikTok não será roubado, diz imprensa estatal da China

A imprensa estatal da China entendeu como um “roubo” as condições do presidente Donald Trump para que o TikTok venda suas operações nos Estados Unidos. Na última segunda-feira (3), o governo norte-americano disse que está aberto a um acordo de qualquer empresa nacional na compra do aplicativo chinês, mas quer receber um pagamento por isso.

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O jornal “China Daily” posicionou-se em defesa da ByteDance, controladora do TikTok. “A China não aceitará o roubo de uma empresa chinesa de tecnologia”, disse a mídia estatal. Além disso, o jornal salientou que Pequim possui várias formas de retaliar os Estados Unidos caso prossiga com a ideia.

O TikTok encerrará as atividades em território norte-americano até o dia 15 de setembro, “a menos que a Microsoft ou alguém possa comprá-lo e concluir um acordo”, disse Trump na última segunda-feira, referindo ao aplicativo que possui mais de 1 bilhão de usuários em todo o mundo.

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A Microsoft afirmou estar interessada em comprar operações do TikTok nos Estados Unidos, Canadá, Nova Zelândia e Austrália, deixando outras partes do negócio sob propriedade chinesa. Em conversa com o CEO da companhia, Satya Nadella, Trump disse que “se você o comprar, uma parte muito substancial desse preço terá de ser transferida para o Tesouro dos Estados Unidos, porque estamos possibilitando que esse acordo aconteça. Vocês não tem nenhum direito, a menos que lhes concedamos”.

Embora assuma que a venda da operação do TikTok seja uma opção viável para a ByteDance, o “China Daily” comparou as declarações de Trump a um assalto, concepção reiterada pelo jornal estatal chinês “Global Times”.

“Isso é um ato bárbaro de um governo desonesto e mais uma cena sombria da luta de Washington pela supremacia dos Estados Unidos. A ideia de hegemonia como segurança nacional, aplicada além das leis e das regras comerciais, é a natureza da caça ao TikTok que estamos vendo hoje”, afirmou o “Global Times” em editorial.

O Ministério das Relações Exteriores chinês endossou o discurso e repetiu as críticas, dizendo que a pressão norte-americana sobre a empresa asiática é uma prova dos “duplos padrões” da Casa Branca. O ministério sugeriu que Pequim retribua da mesma forma às companhias estadunidenses.

“Se seguirem o exemplo errado dado pelos Estados Unidos, todos os países poderiam usar a segurança nacional como desculpa para atingir empresas norte-americanas”, afirmaram as autoridades chinesas em referência ao ataque de Trump ao TikTok.

Jader Lazarini

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