Economia

Governo estuda lançar novos produtos no Tesouro Direto, diz secretário

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O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, afirmou, nesta quinta-feira (17), que o governo federal estuda oferecer novos títulos públicos do Tesouro Direto aos investidores no Brasil. Segundo ele, esses títulos de renda fixa de menor risco serão focados em prazos mais longos e com taxas menores.

“Os indexadores serão os mesmos. Mas o foco será no longo prazo e estarão disponíveis, talvez, a partir do próximo ano. A taxa de custódia também será próxima de zero ”, disse Mansueto sobre os novos produtos do Tesouro Direto, durante o evento Brasil Financial Summit, em São Paulo.

Segundo o secretário, os novos produtos ainda estão em estudo pelo Tesouro Nacional e deverão, em breve, ser discutidos também pelo Ministério da Economia, mas não há certeza sobre o período de lançamento. A possibilidade, porém, é para 2020.

“Ainda estamos discutindo novos produtos, que devemos levar para o ministro [Paulo Guedes, da economia], mas possivelmente teremos novos produtos de renda fixa no Tesouro Direto no próximo ano”, disse.

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Apesar do estudo de novos produtos de renda fixa, Mansueto Almeida afirmou que o período de juros altos e rendimento sem risco acabou no Brasil.

Segundo o secretário, o novo ciclo, com a taxa básica de juros (Selic) em patamares historicamente baixos, é o início de uma nova fase onde será necessário tomar riscos em troca de rendimento.

“Título público não vai dar mais o rendimento de três, quatro anos atrás. Se você quer ganhar dinheiro, agora no Brasil, você vai ter que se arriscar”, afirmou.

“Quem quiser ganhar vai ter que olhar essas análises e ver onde alocar seu dinheiro. Aquela fase de NTN-B de 50 anos, com 6% de juro real por ano, que você comprava e ficava no sofá ganhando dinheiro, acabou. Esse país acabou. Agora, se você quiser ganhar dinheiro, vai ter que tomar risco”, completou Almeida.

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Vinicius Pereira
Vinicius Pereira foi repórter de economia da Folha de S.Paulo, stringer do jornal no Canadá e colaborador de VEJA. Já escreveu também para BBC Brasil, The Intercept Brasil e UOL.