Tereza Cristina: acordo UE-Mercosul sai pois é vantajoso para os dois lados

Tereza Cristina: acordo UE-Mercosul sai pois é vantajoso para os dois lados
Tereza Cristina: acordo UE-Mercosul sai pois é vantajoso para os dois lados

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, declarou nesta terça-feira (29), em entrevista ao Fórum Valor Reconstrução Sustentável, acreditar que o acordo entre a União Europeia (UE) e o Mercosul será realizado apesar do possível “vai e volta” do texto.

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“O acordo é muito vantajoso para os dois blocos. A agricultura da Europa não cresce há muitos anos. Eles vão ser cada vez menos competitivos em comparação ao Brasil e isso assusta o produtor europeu”, afirmou Tereza Cristina.

Em agosto deste ano, a chanceler alemã, Angela Merkel, anunciou ter “sérias dúvidas” sobre a efetivação do acordo entre os dois blocos, em função dos conflitos referentes à Amazônia.

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Em resposta à pressão exercida pelo mercado externo diante das questões ambientais brasileiras, a ministra afirmou: “Um país gigante como o nosso é muito difícil você dizer que vai resolver isso em um curtíssimo prazo, são diversas variáveis”, pontuou, citando como exemplo o uso de queimadas por produtores.

De acordo com a ministra, o ponto mais sensível não são as críticas dos Estados europeus, mas possíveis impactos nas vendas. “Minha preocupação é que essa propaganda negativa não atinja de maneira devastadora os consumidores”, completou.

Tereza Cristina criticou ainda políticas ambientais do continente. “A Europa hoje tem uma matriz energética que vem do carvão, do petróleo. Eu sei que eles estão trabalhando nisso, mas a nossa matriz energética é muito mais limpa”, disse, destacando que as cidades e não o campo são os principais problemas.

Segundo a ministra, a agricultura mundial impacta apenas cerca de 20% no problema de emissão de gases de efeito estufa.

Amazônia: Tereza Cristina defende juros baixos a produtores sustentáveis

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, declarou no dia 19 de agosto que aqueles agricultores e pecuaristas que produzem na região amazônica de maneira sustentável e conforme a lei ambiental brasileira, deveriam contar com incentivos, como juros bancários mais baixos ou perto de zero. A declaração foi proferida durante um evento do Itaú BBA, quando a ministra foi questionada sobre o dever da sociedade para o desenvolvimento sustentável da Amazônia.

“Temos de dar respaldo para aqueles produtores que estão naquela região [Amazônia], para que eles tenham alguma vantagem para poder produzir de maneira sustentável — eles têm vantagens, mas também desvantagens. À medida que eles crescerem nesses manejos e sistema sustentáveis, eles têm de ter premiação, por que só ter o ônus?”, destacou a ministra na ocasião.

Tereza Cristina ainda defendeu que aqueles produtores que estão abrindo uma área da maneira correta, com ferramentas mais modernas e dentro do arcabouço legal das leis ambientais, deviam ter um financiamento de quase zero de juros.

Segundo a ministra, isso poderia ajudar a “fazer uma imagem muito boa, que o Brasil está precisando neste momento”. Além disso, ela reforçou que o País conta com 66% da vegetação nativa preservada ao longo de todo o seu território.

Durante o evento online, ela comentou sobre a rastreabilidade na pecuária e salientou que é algo muito importante a se fazer. Ela ainda defendeu que pecuaristas rastreados deveriam arcar com juros menores, e os frigoríficos deveriam pagar mais por esse gado.

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Além disso, a ministra apontou que “dizem que vamos fazer a MP da grilagem. Sou uma pessoa prática, temos de colocar o dedo na ferida e resolver. Quem estiver de maneira irregular, tem de cumprir a lei, mas tem de resolver quem está lá há muitos anos esperando regularização, gente que foi para lá com promessas do governo federal e que está lá abandonada, e vocês não podem nem financiar”.

Sobre o processo de regularização, a Tereza Cristina explicou que “o sujeito para poder se regularizar é tanto documento… O que precisamos fazer é simplificar a maneira de fazer, mas ele vai ter de entregar os documentos e registrar no cartório”.

Com informações do Estadão Contéudo.

Rafaela La Regina

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