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Telefônica pode fazer oferta por ativos da Oi

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O vice-presidente de operações da Telefônica, Angel Villa, afirmou, nesta terça-feira (5), que a empresa está estudando um possível acordo envolvendo ativos da Oi (OIBR3;OIBR4). A informação foi veiculada pela “Reuters” após a divulgação dos resultados trimestrais da operadora espanhola, que registraram um declínio na comparação com trimestres anteriores.

O diretor da Telefônica afirmou que muitos pontos ainda precisam ser alinhados, mas desta vez o negócio “parece estar caminhando bem”. Vila também assegurou que o acordo pode ajudar o lado financeiro de sua empresa com possíveis economias.

A Telefônica ocupa o quarto lugar em valor de mercado na Europa e está buscando aumentar seus lucros com diferentes estratégias. “Acreditamos que o foco estará na Espanha, onde a recuperação é muito mais lenta do que o necessário para conseguir um reaquecimento das receitas e melhorar o desempenho financeiro de 2019”, disseram especialistas.

Apesar das declarações anteriores, o presidente da Telefônica afirmou que nenhum dos principais grupos de telecomunicações do Brasil poderiam fazer uma oferta pelos ativos da Oi sozinhos.

Lucro da Telefônica

A espanhola Telefónica reverteu o lucro líquido de 1,1 bilhão de euros no terceiro trimestre do ano passado para o prejuízo de 443 milhões de euros (R$ 1,9 bilhão) neste ano.

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De acordo com a empresa, o resultado negativo foi afetado em 1,4 bilhão de euros por custos de reestruturação no período. O lucro recorrente, que exclui os custos de reestruturação e ganhos de capital, ficou em 806 milhões de euros. A despesa financeira líquida totalizou 540 milhões de euros. Por sua vez, a receita registrou avanço de 1,7%, para 12 bilhões de euros.

Lucro da empresa no Brasil

No Brasil a Telefônica teve lucro líquido de R$ 965,1 milhões no terceiro trimestre deste ano. Em comparação ao mesmo período no ano passado, esse valor representa queda de 69,62%. Isso porque no ano passado foram registrados R$ 3,1 bilhões de lucro. De acordo com a empresa, a queda se deve ao “maior pagamento de impostos, relacionado à menor declaração de Juros sobre Capital Próprio (JSCP) no período.”

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Juliano Passaro
Juliano Passaro escreve sobre política, economia e negócios para o portal da Suno Research. Antes da Suno, trabalhou no Portal da Band. É formado em jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.