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Taxa de custódia do Tesouro Direto vai cair para 0,25% em janeiro

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A taxa de custódia dos títulos do Tesouro Direto vai cair de 0,30% para 0,25% a partir de janeiro de 2019. A informação foi dada pelo Tesouro Nacional na última quinta (27).

Segundo o secretário-adjunto do Tesouro Nacional, Otavio Ladeira, a mudança negociada com a B3 vai proporcionar um grande ganho anual. Como o total investido no programa é de aproximadamente R$ 53 bilhões, o Tesouro projeta que a redução de 0,05% na taxa provocará um aumento total de R$ 26 bilhões a mais em rendimentos para os investidores do Tesouro Direto.

Ladeira diz que a redução pode incentivar pequenos investidores. No mês passado, houve recorde de participação das aplicações em valores inferiores a R$ 1.000 no Tesouro Direto. Eles representam 64% do total. Ele afirmou também que, além da taxa de custódia, instituições financeiras vêm reduzindo as taxas de administração para o Tesouro Direto.

Corretoras já trabalham com taxas de 0% para administrar os títulos. Agora, grandes bancos também baixaram o percentual de 0,5% para 0%. Neste caso, a soma das taxas, que chegava a 0,8% ao ano, ficará em 0,25% a partir do próximo mês.

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Sobre o Tesouro Direto

O Tesouro Direto é um programa do governo federal para investimento em títulos públicos. Hoje, são 2,9 milhões de investidores cadastrados e um estoque de R$ 53,158 bilhões aplicados.

Considerado um investimento conservador, visto que os riscos (calote) são baixos, o Tesouro Direto é uma opção de investimento em renda fixa. O valor mínimo de aplicação é R$ 30,00.

Os títulos são divididos em três categorias principais:

As aplicações podem ser feitas no próprio site do Tesouro Nacional, via cadastro do usuário. Então, basta o investidor abrir uma conta em uma corretora para intermediar as transações.

O pregão do Tesouro Direto funciona das 9h30 às 18h.

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Guilherme Caetano
Formado em jornalismo pela Escola de Comunicações e Artes da USP, Guilherme Caetano escreve para o portal de notícias da Suno Research. Passou pelas redações da Folha de S.Paulo e da revista Época.