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Compra da TAG, da Petrobras, faz parte de estratégia de diversificação da Engie

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A compra de 90% da Transportadora Associada de Gás (TAG), unidade de gasodutos da Petrobras, faz parte da estratégia da Engie de diversificar os negócios no país. Segundo o presidente da empresa no Brasil, Maurício Bähr, em entrevista ao Terra, a Engie quer se concentrar exclusivamente em energia renovável.

“A gente vem desenvolvendo uma estratégia ligada ao que queremos ser como empresa global, de melhorar o clima, de melhorar o ambiente e fazer negócio que ajuda os nossos clientes a reduzir a sua pegada de geração de carbono”, disse o executivo da Engie, em relação à compra da empresa da Petrobras. “Com isso, temos focado em algumas linhas de negócios. A primeira delas é a energia renovável, que somos líderes no Brasil”.

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A companhia francesa se juntou ao fundo canadense Caisse de Depot et Placement du Québec para comprar a TAG, numa operação de quase US$ 9 bilhões. O acordo foi fechado após ambas vencerem a última rodada de ofertas, de acordo com fonte ouvida pela revista Exame. Nenhuma das empresas, no entanto, comentou o processo, tratado como confidencial. Dados da Bloomberg indicam ser a maior venda de ativos já concretizada pela estatal brasileira.

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“Dois anos atrás decidimos entrar em linhas de transmissão e ganhamos o primeiro leilão para construir uma linha de mil km no Paraná. Além de transmitir energia elétrica, agora vamos transmitir gás”, disse Bähr. “Então essa entrada na área de infraestrutura de gás aqui no Brasil faz parte de uma estratégia global em que a gente tem hoje ativo nas áreas concentradas na Europa e a gente quer diversificar para outras geografias”.

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Os outros 10% da TAG continuam com a Petrobras. A parte negociada com as empresas estrangeiras compreendem cerca de 4,5 mil quilômetros da rede de gasodutos e dez estados do Norte e do Nordeste. A TAG dispõe de uma capacidade firme contratada de movimentação de gás natural de 74,67 milhões m³/dia, gerindo importante parcela dos ativos de transporte de gás natural do Brasil.

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Guilherme Caetano
Formado em jornalismo pela Escola de Comunicações e Artes da USP, Guilherme Caetano escreve para o portal de notícias da Suno Research. Passou pelas redações da Folha de S.Paulo e da revista Época.