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Superávit comercial da China cai para US$ 34,8 bilhões em agosto

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A China registrou um superávit comercial de US$ 34,8 bilhões em agosto. Um resultado em queda em relação aos US$ 45,1 bilhões registrados em julho.

Os dados sobre o resultado comércio exterior foram divulgados pela Administração Geral das Alfândegas da China neste domingo. Os analistas esperavam um resultado superior, por volta de US$ 44,2 bilhões.

O resultado negativo da balança comercial ocorreu no meio ao agravamento das tensões comerciais entre China e Estados Unidos. As exportações chinesas caíram 1% no mês passado em relação ao ano anterior.

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Mais uma tendência negativa, que reverteu o ganho de 3,3% registrado em julho. Os analistas previam um crescimento de 3% nas exportações da China.

Por sua vez, em agosto as importações caíram pelo quarto mês seguido, recuando 5,6% em relação ao ano anterior. Uma porcentagem idêntica a aquela registrada em julho. Os analistas previam uma queda de 6,2% nas importações.

Em termos de yuan, os resultados da balança comercial chinesa aparecem diferentes. As exportações da China aumentaram 2,6% em agosto, enquanto as importações caíram 2,6%.

Guerra comercial China – Eua

Na semana passada, em mais um capítulo de guerra comercial, os representantes e negociadores dos Estados Unidos e da China, informaram que retornarão as negociações no início de outubro.

Mesmo após a imposição de tarifas entre ambos os países, fomentando ainda mais a guerra comercial, o vice-premier chinês, Liu He, e o representante americano, Robert Lighthizer, e o secretário do Tesouro, Steven Mnunchin, conversaram por telefone na última quinta-feira (5).

De acordo com o comunicado, os dois países concordaram em “trabalhar juntos visando sanções práticas para criar confissões favoráveis para as consultas”, além disso, informaram que  “manterão uma estreita comunicação”, antes das negociações iniciarem.

China ativa a OMC

O Ministério do Comércio chinês informou que o país asiático entrará com um processo na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as tarifas impostas pelos Estados Unidos.

As novas tarifas, de US$ 300 bilhões sobre produtos chineses, impostas pelo governo norte-americano entraram em vigor no último domingo (1). A OMC deverá analisar o pedido da China com base no contexto da guerra comercial.

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“Em acordo com as regras relevantes da OMC, a China vai salvaguardar firmemente os seus direitos e interesses legítimos e defender resolutamente o sistema de comércio multilateral e a ordem internacional do comércio”, diz o comunicado divulgado pelo país asiático.

O país ressalta ainda que as tarifas violam o acordo realizado entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, em Osaka. Os dois mandatários se encontraram no Japão durante a cúpula do G20, no dia 29 de junho.

Retaliação de Pequim

Em resposta às novas tarifas impostas pelo governo de Trump sobre produtos chineses, o país asiático irá impor tarifas adicionais sobre US$ 75 bilhões de produtos norte-americanos.

O ministério de Economia da China informou que as taxas entre 5% e 25%, atingindo principalmente os automóveis. A implementação deve ocorrer em duas etapas. A primeira teve início no último domingo (1) e a próxima valerá a partir de 15 de dezembro.

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As datas anunciadas pelo governo da China são as mesmas que Donald Trump escolheu para as tarifas dos Estados Unidos sobre os produtos chineses.

O mercado nacional e internacional está atento ao desdobramento da guerra comercial.

No final de agosto o presidente Trump tinha afirmado que pretende concluir o acordo comercial com a China. Entretanto, as tensões entre as duas principais economias do mundo continuam.

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Carlo Cauti
Editor-chefe da SUNO Notícias. Formado em Ciências Políticas pela universidade LUISS G. Carli de Roma e mestre cum laude em Relações Internacionais, Jornalismo Internacional e de Guerra e em Economia Internacional. No Brasil, teve passagem por veículos de comunicação como O Estado de S.Paulo, G1, Veja e EXAME. Também trabalhou nas agências de notícias italianas ANSA e NOVA.