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State Grid teria aceitado reduzir preço da ação em follow on da CPFL

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State Grid teria concordado com a redução da faixa de preço das ações da CPFL Energia (CPFE3). A informação foi divulgada nesta terça-feira (11) pelo jornal “Valor Econômico”.
Segundo o veículo, a State Grid teria aceito um valor entre R$ 27 e R$ 29 na oferta subsequente de ações da CPFL.  O processo de coleta de intenções de investimentos junto a investidores (“bookbuilding”) termina na quarta-feira (12).
Cerca de 116,8 milhões de ações da subsidiária da State Grid no Brasil estão sendo vendidas nesse follow on. A faixa de preço anterior, apresentada no dia 30 de maio, estava entre R$ 29,30 a R$ 35,30 por ação.
Na nova faixa de preço, a emissão de 116,8 milhões de ações da CPFL deve fazer com que a State Grid arrecade um valor entre R$ 3,15 bilhões a R$ 3,4 bilhões. A quantia levantada pode subir para R$ 4,25 bilhões a R$ 4,5 bilhões, ao considerar os lotes adicional e suplementar.

O montante será utilizado para comprar a participação que a State Grid hoje possui na CPFL Renováveis. A parcela da empresa chinesa na elétrica paulistana é de 48,3%, com preço fixado de R$ 16,85, somando cerca de R$ 4,1 bilhões.
As ações da CPFL terminaram a terça-feira em alta de 0,85%, cotadas em R$ 28,54.

Investidores pediram mais desconto

Nos últimos dias o follow on realizado pela CPFL Energia estava registrando uma demanda abaixo da faixa indicativa de preço. Os investidores interessados em adquirir ações da elétrica na oferta subsequente pediram mais descontos.

Saiba mais: CPFL Energia aprova distribuição de dividendos de 50% do lucro anual 

O mercado estava precificando R$ 27 por cada ação da CPFL. Um valor abaixo da faixa indicativa de preço estabelecida pela empresa. Considerando a correção do valor do negócio pelo juro do período, os chineses pagaram mais do que esse valor no momento da compra da companhia de Campinas (SP), há mais de dois anos.

A elétrica possui um valor de mercado estimado em R$ 30 bilhões.

Empresa apresenta lucro líquido em alta

A CPFL Energia apresentou lucro líquido de R$ 570 milhões no primeiro trimestre de 2019. Sobre o mesmo período de 2018, quando o lucro tinha sido de R$ 419 milhões, a alta foi de 36%. O Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization (Ebitda) dos três primeiros meses deste ano foi de R$ 1,531 bilhão, alta de 12,1% na comparação entre janeiro e março do ano passado, quando o Ebitda foi de R$ 1,366 bilhão.

A receita operacional bruta da companhia foi de R$ 10,788 bilhões no primeiro trimestre de 2019. Ao passo que a receita operacional líquida foi de R$ 7,127 bilhões em igual período.

Saiba mais: CPFL Energia tem lucro líquido 36% maior e Ebitda de R$ 1,531 bilhão 

Ante o mesmo trimestre de 2018 a alta foi de:

  • 11,9% sobre R$ 9,637 bilhões na receita operacional bruta;
  • e 11,8% sobre 6,375 bilhões, na receitas operacional líquida.

“Seguimos trabalhando em iniciativas de valor e em nosso plano de investimentos (cerca de R$ 11,9 bilhões para os próximos cinco anos, sendo R$ 2,2 bilhões para 2019), com disciplina financeira, empenho e comprometimento de nossas equipes. Investimos R$ 445 milhões no 1T19”, afirmou em comunicado o CEO da CPFL Energia, Gustavo Estrella.

“A administração da CPFL segue otimista em relação aos avanços do setor elétrico brasileiro. E continua confiante em sua plataforma de negócios, cada vez mais preparada e bem posicionada para enfrentar os desafios e oportunidades no país”, completou o presidente da companhia afirmando as expectativas da CPFL Energia para 2019.

CPFL Energia deve distribuir dividendos

No final de maio, o Conselho de Administração da CPFL Energia anunciou a aprovação da adoção de uma política de distribuição de dividendos.

Saiba mais: CPFL Energia negocia com a State Grid a compra da CPFL Renováveis 

De acordo com a empresa, no mínimo 50% do lucro líquido ajustado deve ser repassado aos acionistas na forma de dividendos anualmente.

A companhia de energia também informou que a política de dividendos “estabelece os fatores que influenciarão nos valores das distribuições, dentre os quais destacam-se:

  • a condição financeira da sociedade anônima;
  • suas perspectivas futuras;
  • as condições macroeconômicas;
  • revisões e reajustes tarifários;
  • mudanças regulatórias;
  • e a estratégia de crescimento da CPFL Energia”.

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Carlo Cauti
Editor-chefe da SUNO Notícias. Formado em Ciências Políticas pela universidade LUISS G. Carli de Roma e mestre cum laude em Relações Internacionais, Jornalismo Internacional e de Guerra e em Economia Internacional. No Brasil, teve passagem por veículos de comunicação como O Estado de S.Paulo, G1, Veja e EXAME. Também trabalhou nas agências de notícias italianas ANSA e NOVA.