Finanças pessoais

SPC libera monitoramento do CPF gratuitamente por 30 dias

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Após a divulgação de que a clonagem de cartões de crédito foi a fraude mais comum em 12 meses, o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) liberou o monitoramento do Cadastro de Pessoa Física (CPF) gratuitamente por 30 dias.

O serviço, “SPC Avisa”, monitora o CPF do cidadão com o objetivo de evitar fraudes. Por meio deste serviço, o consumidor é alertado por e-mail, em até 24 horas, acerca de qualquer movimentação em seu documento.

No SPC Avisa, há também:

  • a verificação de nome restrito;
  • inclusão de registros de inadimplência;
  • e a alteração de dados cadastrais.

Para obter acesso ao serviço, ou consumi-lo gratuitamente por 30 dias, o cidadão deve acessar a página do SPC Brasil (clicando aqui) e se cadastrar.

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Pesquisa do SPC

O levantamento feito pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) em conjunto com o SPC Brasil, divulgado na última quinta-feira (18), aponta que em 12 meses foram 8,9 milhões de brasileiros vítimas de fraude.

Os cartões de crédito levaram o ouro na fraudes, seguidos por:

  1. cartão de crédito: 41%.
  2. boletos falsos: 13%.
  3. clonagem de cartão de débito: 11%.
  4. contratação de empréstimos: 11%.
  5. contratação de financiamentos: 11%.

Em relação ao meio no qual as fraudes ocorrem, o levantamento aponta:

  1. compras feitas pela internet: 48%.
  2. operações realizadas em agências bancárias ou financeira: 20%.
  3. lojas físicas: 15%.

Quanto às principais consequências enfrentadas pelas vítimas estão:

  1. compras em nome da pessoa: 37%.
  2. e os prejuízos financeiros: 24%.
  3. impossibilidade de realizar compras por meio do cartão (nome sujo): 22%.
  4. tempo perdido com processos burocráticos (limpar o nome): 22%.

“Além dos prejuízos financeiros, existe o constrangimento de, muitas vezes, ser incluído indevidamente em cadastros de devedores. Sem contar a burocracia para abrir boletim de ocorrência e avisar os órgãos competentes sobre o ocorrido”, alertou o superintendente de produtos e operações do SPC Brasil, Nival Martins.

Foram entrevistados pelo SPC e pela CNDL 5,8% de uma amostra total 800 consumidores. Ou seja, apenas aqueles que responderam que sim quando perguntados se haviam sofrido fraude nos 12 meses anteriores à pesquisa. Além disso, os entrevistados atendiam aos critérios:

  • residiam em uma das 12 capitais brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, Brasília, Goiânia, Manaus e Belém.
  • tinham idade superior ou igual a 18 anos;
  • ambos os sexos foram entrevistados;
  • além de todas as classes sociais.

Saiba mais – Os principais responsáveis pela inadimplência são cartão e crediário

Dicas do SPC para evitar fraudes do cartão de crédito

  • Antes de fazer qualquer compra, certifique-se sobre a idoneidade do estabelecimento comercial. Pesquise sobre a reputação da empresa e redobre atenção em sites de comércio eletrônico. Os canais de venda virtuais são obrigados a fornecer dados, como razão social, endereço, telefone e CNPJ;
  • Desconfie de produtos com preço muito abaixo do praticado pelo mercado e sempre exija nota fiscal. Essas atitudes resguardam o consumidor, caso ele tenha que fazer uma eventual troca do produto ou venha pedir algum ressarcimento;
  • Nunca forneça dados pessoais ou bancários por telefone. Caso tenha de atualizar algum cadastro, procure pessoalmente a instituição financeira ou ligue diretamente para o serviço de atendimento ao consumidor;
  • Em caso de perda, roubo, furto ou extravio de documentos pessoais, como CPF, CNPJ, certidão de nascimento, cheques e cartões de crédito, é necessário que a vítima realize o Boletim de Ocorrência (B.O.).

Após obter o B.O. em mãos, o consumidor pode comparecer em um balcão de atendimento do SPC Brasil, portando um documento de identificação, para fazer um “Alerta de Documentos”, serviço do SPC que é gratuito.

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Amanda Gushiken
Amanda Sayuri Gushiken escreve sobre finanças e negócios para o portal Suno Notícias. Antes, trabalhou selecionando notícias da imprensa para clientes do mercado financeiro. Também desenvolve pesquisa acadêmica pela Universidade Anhembi Morumbi na área de Teorias da Comunicação e é fotógrafa nas horas vagas.