S&P 500: Confira as 5 ações que mais desvalorizaram em junho

S&P 500: Confira as 5 ações que mais desvalorizaram em junho
S&P 500: Confira as 5 ações que mais desvalorizaram em junho

Embora o S&P 500 tenha assinalado o melhor trimestre desde 1998, com uma alta acumulada de quase 20% no período e cerca de 1,8% em junho, a crise continua a atravessar o caminhos de algumas empresas.

O índice composto pelas 500 empresas de maior peso nas bolsas de valores de Nova York fechou o último dia de junho com uma valorização de 1,5%, para 3,100.29 pontos. No mesmo sentido do S&P 500, o Dow Jones (16.8%) também registrou seu melhor desempenho em 20 anos e o o índice Nasdaq (28.2%) teve a melhor performance desde 1999.

Apesar disso, o S&P 500 continua pouco mais de 4% abaixo do patamar que iniciou em 2020. Da mesma forma, companhias afetadas não somente pela pandemia do novo coronavírus, mas pelo choque dos preços do petróleo e outros, permanecem abaixo do nível que começaram o ano. Mais, algumas empresas registram uma forte desvalorização no período.

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O mês passado foi marcado pela retomada da economia norte-americana, com a reabertura após meses de paralisação para conter a disseminação da covid-19. Por outro lado, alguns negócios não conseguiram embarcar na onda. Conforme dados da Bloomberg, apenas 25% dos ativos cotados no índice apresentando resultados positivos neste momento.

Para junho, linhas de cruzeiro, empresas de energia e varejistas, todas fortemente afetadas pela crise durante a primeira metade de 2020, estão entre as ações com os piores desempenho.

Reforçando que esta matéria não é uma recomendação de investimento, confira as cinco ações do S&P 500 que mais se valorizaram em maio.

Ulta Beauty

A comércio varejista com foco em produtos de beleza Ulta Beauty, Inc. (Nasdaq: ULTA) lidera o ranking de perdas para o mês de junho. A empresa registrou no acumulado mensal uma queda de 16,63%, levando seus papéis para o patamar de US$ 203,42 (cerca de R$ 1.082,19).

Após uma forte queda no final de fevereiro, a varejista encontrou uma caminho ainda pior em março. Os ativos da companhia chegaram a valer US$ 128,52 no pico da crise do novo coronavírus.

A Ulta Beauty sofreu os impactos das medidas de isolamento social e de restrição à circulação e foi obrigada a suspender várias unidades nos Estados Unidos. No acumulado anual, a empresa ainda registra desvalorização de 19,64%, até o momento de publicação.

L3harris Technologies

A L3Harris Technologies, Inc. (Nyse: LHX) também integra o rol de empresas que ainda não conseguiram se recuperar dos efeitos da pandemia. A companhia de defesa e prestadora de serviços de tecnologia da informação para o setor aeroespacial encerrou o último dia de junho com suas ações cotadas a US$ 169,67.

Na primeira semana do mês, a empresa chegou a ensaiar uma retomada dos preços de seus ativos. O que se observou, no entanto, foi uma queda acentuada que levou a companhia ao segundo da lista de maiores quedas do S&P 500, com uma desvalorização de 14,57%.

H&R Block

A H&R Block, Inc. (Nyse: HRB), por sua vez, é uma empresa norte-americana de preparação de impostos que observou sua receita, assim como seus lucros, cair com a pandemia do novo coronavírus.

Da mesma forma que a antecessora, a companhia ensaiou uma retomada a partir da primeira semana de junho. As ações da empresa fecharam a última sessão do mês a US$ 14,28, uma queda de 14,50% no acumulado mensal.

A decisão do governo federal dos Estados Unidos de mover para julho a declaração de impostos em março puxou os preços da H&R Block, que não se recuperam do impacto vindo do primeiro semestre de 2020 e registraram uma desvalorização de 38,90% até o final do semestre.

Pfizer

A Pfizer Inc. (PFE), apesar de farmacêutica, não apresenta bons resultados para o ano e o movimento em junho foi ainda pior, o que colocou a empresa no quarto lugar da lista de maiores baixas do S&P 500.

A empresa norte-americana anunciou no início do mês notícias desanimadoras sobre resultados clínicos do droga para câncer de mama. Os investidores precificaram o revés e colocaram as ações da companhia cotadas a US$ 32,70.

A companhia informou no início de julho que a vacina em parceria com a alemã de biotecnologia BioNTech mostrou bons resultados e foi bem tolerada no estágio inicial de testes em humanos.

Saiba mais: Vacina da Pfizer e BioNTech mostra potencial nos teste em humanos

Com o anúncio, a Pfizer conseguiu apagar parte das perdas obtidas em junho. A farmacêutica registrou uma queda de 14,38% no período, enquanto acumula, até o momento de publicação desta matéria, uma desvalorização de 11,31% em 2020.

Cabot Oil & Gas Corp

A Cabot Oil & Gas Corporation (COG) é uma das poucas dentro do índice composto, mas definitivamente a única desta lista, a apresentar um resultado atual superior ao registrado no início do ano. Até junho, entretanto, a companhia de extração de petróleo e gás mostrava leve desvalorização ante o patamar obtido no começo do ano.

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A empresa possui contratos de longo prazo, o que permitiu driblar algumas das dificuldades enfrentadas por outras do setor de petrolífero, fortemente impacto pelo choque dos preços e pela queda na demanda por combustível.

Apesar disso, a Cabot Oil & Gas Corp enfrenta uma ação relacionada a um possível crime ambiental que pode ter levado as ações da exploradora a um patamar de US$ 17,18, uma queda acentuada de 13,41% em junho. Nesse sentido, os números foram o bastante para colocar a empresa no quinto e último lugar da lista de de maiores desvalorizações do S&P 500.

Arthur Guimarães

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