S&P 500: Confira as 5 ações que mais desvalorizaram em maio

S&P 500: Confira as 5 ações que mais desvalorizaram em maio
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As ações cotadas no S&P 500, índice composto pelas 500 empresas de maior peso nas bolsas de valores de Nova York, chegaram ao seu maior patamar desde março deste ano. Alguns papéis, por outro lado, caíram mais de 10% no período.

Maio representou o segundo mês consecutivo de alta para o indicador, de 4.0%. No entanto, apesar da volta do otimismo dos mercados, o cenário ainda permanece bastante negativo.

Os Estados Unidos, atual epicentro da pandemia, ultrapassaram neste mês a marca de 100 mil óbitos pela covid-19, o primeiro país a atingir esse patamar. E, embora o número de solicitações do seguro-desemprego tenham recuado no período, foram 2,12 milhões de pedidos.

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Somam-se a isso, as disputas geopolíticas travadas pelos presidentes Donald Trump e Xi Jinping sobre a gestão da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. As tensões continuam a aumentar com anúncio do presidente norte-americano de saída da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de repreensão à nova lei de segurança nacional imposta na província de Hong Kong pelo  governo chinês.

Reforçando que esta matéria não é uma recomendação de investimento, confira as cinco ações do S&P 500 que mais se desvalorizaram em maio.

1. Coty Inc

A trajetória das ações da Coty Inc. (Nyse: COTY) chegaram a atingir a cotação de US$ 12,18 (cerca de R$ 64,55) no patamar pré-crise. Desde então, os papéis vem apresentando fortes quedas na Bolsa de Valores de Nova York.

As ações da empresa estão em nível mais baixo do que em meados de março, quando houve o tombo no S&P 500. Na última sexta-feira (29), a Coty encerrou em baixa de 13,37%.

No acumulado mensal, a companhia de artigos de beleza pessoal caiu 29,92%, para US$ 3,63, liderando o ranking de maiores quedas do índice.

2. Dxc Technology Co

Se, por um lado, a situação da DXC Technology Company (Nyse: DXC) difere-se de sua antecessora, o cenário para a empresa de serviços de processamento de dados, hospedagem e outros serviços relacionados ainda continua negativa.

As ações da registraram um forte queda no mês de maio, mesmo após ensaiarem uma retomada em abril. A companhia de TI divulgou os resultados trimestrais, que ficaram abaixo das estimativas pelos analistas.

As ações da Coty, que chegaram valer US$ 34,63, desvalorizaram fortemente com o deflagrar da crise nos Estados Unidos. Em maio, a empresa acumulou perdas de 15,37% e seus papéis fecharam o pregão cotados a US$ 14,21.

3. Occidental Petroleum Corp

Ao tempo em que, no mês de abril, as companhias de exploração de petróleo registraram o maiores ganhos e impulsionaram o S&P 500, o ativos da Occidental Petroleum Corporation (Nyse: OXY) apresentaram uma queda acentuada em maio.

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Isso se deve principalmente a divulgação dos fracos resultados referentes ao primeiro trimestre de 2020. A companhia também enfrenta o cenário árido da crise causa pela pandemia do novo coronavírus, bem como os baixos preços do petróleo.

Além disso, a Occidental Petroleum foi processada por investidores que alegam ter sofrido que sofreram um prejuízo bilionário. Os acionistas alegam que a empresa ocultou sua incapacidade de resistir a queda dos preços do barril de petróleo.

Toda essa turbulência levou as ações da petrolífera a uma queda de 15,03% no mês de maio, cotadas a US$ 12,95.

4. Sl Green Realty Corp

A SL Green Realty Corp. (Nyse: SLG) é a maior empresa investimentos imobiliários de Manhattan. A companhia encerrou o último pregão de maio em forte queda de 4,08%, cotada a US$ 42,12.

O setor imobiliário foi um dos mais afetados pela crise do novo coronavírus, com a perspectiva do home office devido às medidas de restrição para conter a disseminação da doença e os milhões de negócios e pessoas parando de pagar o aluguel.

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Apesar disso, o setor vem se recuperando das perdas observadas em março deste ano. A SL Green Realty vem sofrendo grande pressão e suas ações, embora tenham chegado a ensaiar um alta em abril, despencaram 13,58% em maio

5. Vornado Realty Trust

Outro fundo de investimento imobiliário, também de Nova York, que foi incapaz de recuperar parte das perdas sofridas em março foi o Vornado Realty Trust (Nyse: VNO).

Mesmo o setor imobiliário registrando sinais de recuperação com as medias de reabertura econômica e a volta do apetite dos investidores por mais risco no mercado, o Morgan Stanley rebaixou o rating dos papéis da empresa para “underweight“, quando se recomenda a venda para “reduzir o peso” na companhia.

Outras instituições ainda diminuíram a nota das Vornado Realty Trust e seus papéis fecharam maio com a quinta maior queda no S&P 500, de 12,25% cotadas a US$ 36,21.

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Arthur Guimarães

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