SoftBank é pressionado por respostas sobre investimentos em opções

SoftBank é pressionado por respostas sobre investimentos em opções
Os acionistas do SoftBank questionam a empresa sobre as operações que levaram a queda de 10% no preço de suas ações

Os acionistas do conglomerado japonês SoftBank estão pedindo para a companhia revelar quem está por trás da unidade no centro de suas grandes operações com opções nos Estados Unidos. As informações foram noticiadas pelo jornal “Financial Times” nesta quarta-feira (9).

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De acordo com pessoas a par do assunto, investidores questionaram sem sucesso a empresa por detalhes de sua nova unidade de asset management desde que o fundador do SoftBank, Masayoshi Son, a divulgou no mês passado. As demandas ocorrem à medida que o nervosismo cresce por conta da mudança de estratégia não explicada que levou a uma queda de 10% no preço de suas ações.

Agora, a companhia famosa por realizar grandes aportes em startups de tecnologia entrou agressivamente no mercado de opções dos Estados Unidos e fera uma confusão sobre o que o fundo de hedge interno está fazendo e quanto risco está disposto a assumir.

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“A preocupação gira em torno da falta de informação sobre a estratégia que está acontecendo por trás dessa atividade comercial e também a questão mais ampla de quem está encarregado dessas diferentes atividades”, afirmou uma pessoa familiarizada com o assunto ao jornal.

A fonte informou que, com exceção da grande posição na gigante chinesa Alibaba, gestores de ativos geralmente não estavam comprados no SoftBank em vista de que o conglomerado japonês estava exposto a uma lista de empresas que os investidores poderiam facilmente adquirir. “A ideia de que Son está apresentando algum tipo de interesse pessoal na microgestão de um fundo de hedge é um pouco maluca quando ele também é o chefe de uma grande empresa”, acrescentou a pessoa.

SoftBank investe em opções nos EUA

A unidade de asset management foi comunicada aos investidores em agosto, com um capital inicial  de US$ 555 milhões (cerca de R$ 2,94 bilhões), em parte composto por fundos de contribuição do próprio Son.

O braço, contudo, ainda possui um poder de fogo maior em vista da utilização de empréstimos em dinheiro e títulos negociados publicamente do balanço da SoftBank para realizar as operações em ações listadas.

Em relatório divulgado me meados do mês passado, a companhia informou que havia comprado quase R$ 4 bilhões em papéis do setor de tecnologia incluindo as gigantes Amazon (Nasdaq: AMZN); Netflix (Nasdaq: NFLX), Tesla (Nasdaq: TSLA), Microsoft (Nasdaq: MSFT) e a dona do Google, Alphabet (Nasdaq: GOOGL).

Enquanto isso, pessoas com conhecimento do assunto disseram que o conglomerado japonês desembolsou em opções de compra, apostando em ganhos futuros de preço, em algumas dessas empresas.

Nesse sentido, especialistas avaliam que a larga escala dos investimentos foi o bastante para contribuir com o último estágio do rali das ações de companhias de tecnologia nos Estados Unidos, por meio de compras que outros players do mercado fizeram para proteger esses aportes.

As ações do SoftBank dobraram de preço desde o auge da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus em março e ainda registram uma alta de 20% na base anual. Os papéis, no entanto, caíram 10% me relação ao fechamento da última quarta-feira (2).

Arthur Guimarães

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