Veja as small caps que mais valorizaram em junho

Veja as small caps que mais valorizaram em junho
Veja as small caps que mais valorizaram em junho

Junho foi um mês de grande otimismo no mercado acionário brasileiro. Sobretudo nas primeiras semanas de pregão, o Ibovespa apresentou forte alta, acarretando em um avanço de 8,76% após os 21 dias de negociações, e com as small caps não foi diferente.

Algumas das small caps decolaram no mês encerrado na última terça-feira (30), mesmo em meio às incertezas econômicas em função da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

O SMAL11, ETF que replica a carteira teórica de small caps do mercado, subiu 13,89% em junho. Apresentando um desempenho acima do índice, seguindo seus critérios metodológicos, confira quais foram as quatro ações que mais valorizaram desde o primeiro dia do mês, salientando que esta matéria não é uma recomendação de investimento.

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Tecnisa

Fundada em 1977, a Tecnisa (TCSA3) iniciou suas atividades por meio de seu escritório de engenharia por mais de uma década. Atualmente, mais de 40 anos depois, é conhecida por ter vencido diversos prêmios de atendimento ao cliente, além de ter sido uma das primeiras contrutoras a ter aberto capital na Bolsa de Valores de São Paulo (B3), em 2007. Entretanto, a companhia passa por um momento de turbulência.

Segundo o especialista em renda variável da SUNO Research, Evandro Medeiros, “a companhia fez um bom trabalho na reestruturação da sua dívida, que passou de um custo médio de 12% a.a. no primeiro trimestre de 2019, para 7% a.a. no mesmo trimestre deste ano”.

“No ano passado, a Tecnsa realizou um aumento de capital que a permitiu adquirir novos terrenos, mas isso não se traduziu em melhorias operacionais. A Tecnisa ainda é menos eficiente que seus pares que operam no mercado de São Paulo e precisa cortar custos para alcançar seu turnaround.

Em junho, os papéis da Tecnisa subiram 68,13%, terminando o mês sendo cotados a R$ 12,61. Nos últimos 12 meses, no entanto, as ações da construtora ainda apresentam uma desvalorização de 3,48%.

Direcional

A mineira Direcional (DIRR3), fundada em 1981, passou a desbravar o Brasil, expandindo suas operações, somente em 1992. A companhia passou a ser listada na bolsa brasileira em 2008. Desde 2018, a companhia é centrada em três pilares que guiam seus negócios:

  • Adoção de um modelo industrializado de baixo custo;
  • Repasse dos clientes simultaneamente às vendas, o que reduz a chance de distratos e emprego de capital próprio nos empreendimentos;
  • Funding proveniente do FGTS, que possui recursos para financiar a habitação popular onde concentra a maior demanda por unidades.

“Em linha com as outras construtoras, a Direcional planeja reduzir os lançamentos por conta da pandemia. Os distratos subiram 27,7% e dívida caiu quase pela metade quando comparado ao primeiro trimestre do ano passado”, diz Medeiros.

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“Sua exposição ao segmento de baixa renda é um fator de risco, 79% do estoque em VGV é Minha Casa Minha Vida, e somente 21% representa Médio-Alto Padrão. Quase metade dos lançamentos foi no RJ, e cerca de ¼ em MG e outro ¼ no DF, e essas geografias embutem maior risco que o mercado paulistano”, salientou o especialista.

No mês passado, a empresa fechou o mês com um avanço de 64,26%, sendo negociadas a R$ 15,72. Dessa forma, a Direcional possui um valor de mercado de R$ 2,46 bilhões.

Helbor

A Helbor (HBOR3) é mais uma das construtoras que apresentou um ótimo desempenho acionário em junho. As expectativas pela recuperação da economia, no período pós-crise, fizeram com que as ações da empresa encerrassem o mês com uma alta de 62,09%.

Ao longo de seus 42 anos de história, a companhia diz ter desenvolvido “expertise significativa na área de incorporação de empreendimentos imobiliários com o desenvolvimento de mais de 240 projetos”.

Medeiros disse que, para a Helbor, “as obras não foram paralisadas e o ritmo permanece normal. Os distratos observaram queda de 18,71% frente ao primeiro trimestre do ano passado e é importante observar como se comportarão ao longo de 2020”.

“A dívida é relativamente alta, representando 55,2% do patrimônio líquido, apesar da queda 81,40 pontos percentuais em comparação ao mesmo perído de 2019, muito por conta do aumento de capital do ano passado”, disse.

Os papéis da Helbor encerraram o mês passado sendo negociadas a R$ 2,95. Nos últimos 12 meses, as ações da companhia apresentaram uma expressiva valorização de 80,81%.

Banco Pan

O Banco Pan (BPAN4) é um banco médio focado em atender a Pessoa Física, sobretudo ofertando crédito consignado (empréstimo e cartão de crédito), financiamento de veículos, seguros, entre outros.

O BTG Pactual (BPAC11) e a Caixa Econômica Federal detêm participações de 41,2% e 34,3%, respectivamente, na empresa. O free float das ações, segundo informações da instituição financeira, é de 24,5%.

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“O banco encerrou o primeiro trimestre com um Índice de Basileia confortável, de 15,7%. O consignado representa mais de 50% da carteira, que é uma modalidade de crédito com baixo risco, por outro lado, 37% da carteira é composta por crédito de veículos, que tem perfil mais arrojado e é preciso ficar atento com a evolução da inadimplência”, disse Medeiros.

O Pan encerrou encerrou junho com um aumento de 57,32% em suas ações, sendo a quarta empresa dentre as small caps que melhor desempenharam no mês. O valor de mercado do banco, dessa forma, atingiu R$ 11,002 bilhões. Os papéis estavam cotados a R$ 9,13.

Jader Lazarini

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