Confira as small caps que mais desvalorizaram em agosto

Confira as small caps que mais desvalorizaram em agosto
O Ibovespa abriu em queda nesta quinta-feira (15), acompanhando o pessimismo nos mercados internacionais.

O Ibovespa encerrou o mês de agosto com uma queda de 3,44%, registrando o primeiro mês no vermelho desde março. Da mesma forma, o SMLL, índice das small caps, recuou 1,23%. No entanto, alguns ativos específicos apresentaram um resultado significativamente pior do que o restante do mercado.

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Os índices acionários da Bolsa de Valores de São Paulo (B3) foram puxados para baixo no mês passado em função dos efeitos da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), além do receio dos investidores quando à situação fiscal do País. As small caps, que naturalmente são ativos mais voláteis, sofreram tal impacto da mesma forma — senão, pior.

De acordo com o SMAL11, ETF que replica a carteira teórica de small caps do mercado, seguindo seus critérios metodológicos, veja quais foram as quatro ações que mais desvalorizaram em agosto, reforçando que esta matéria não é uma recomendação de investimento.

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Cogna

Inicialmente constituída como curso de pré-vestibular chamado Pitágoras, em 1966, a Cogna (COGN3) é um dos maiores grupos educacionais do Brasil.

O modelo de negócios atual da empresa foi instaurado em 2019, pautada em quatro verticais para atender o mercado: Kroton, que atua especificamente no ensino superior em business to consumer (B2C); Platos, plataforma de serviços educacionais em business to business to consumer (B2B2C); Saber, rede de instituições de ensino básico; Somos, plataforma B2B de serviços integrada para a educação básica.

No segundo trimestre deste ano, a Cogna apresentou um prejuízo de R$ 454,7 milhões, um resultado em queda de 425,8% em relação ao mesmo período do ano passado, quando tinha registrado um lucro líquido de R$ 139,581 milhões.

O especialista em renda variável da SUNO Research, Evandro Medeiros, disse que “a Cogna está um pouco atrás na aquisição de cursos de medicina, que têm um elevado ticket por aluno, baixa inadimplência e evasão. A Vasta é promissora, e foi bem aceita pelo mercado, concluindo sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) nos EUA. A Kroton continua com dificuldades em operar num mercado sem o FIES, mas tem acelerado sua digitalização e foco no EAD”.

A empresa foi o destaque negativo entre as small caps que mais caíram em agosto, com uma baixa de 31,16% em suas ações, cotadas a R$ 5,70. No último ano, os papéis da companhia recuaram 43,7%, perfazendo um valor de mercado de R$ 10,84 bilhões.

JHSF

Criada em 1972, a JHSF (JHSF3) é líder em negócios voltados para atender o público de alta renda no País, com atividades em desenvolvimento em diversas áreas multiprodutos únicos, como:

  • Incorporação;
  • Renda recorrente;
  • Hospitalidade e Gastronomia;
  • Aeroporto executivo.

As principais marcas do grupo são, notadamente, JHSF, Fazenda Boa Vista, Shopping Cidade Jardim, Catarina Fashion Outlet e Fasano, que são referência no mercado de luxo. No fim do mês passado, a empresa anunciou um programa de recompra de até 28 milhões de ações, logo após ter realizado uma oferta subsequente de ações (follow-on).

Medeiros comentou que “a companhia tem sido contestada na maneira como apura seu lucro contábil e quanto a determinadas práticas de governança. Também causou estranheza o fato de a companhia ter realizado uma emissão, e logo após uma recompra de ações de até cerca de 4% do capital social.

O especialista salientou que esses fatores resultaram numa forte volatilidade de suas ações, fazendo com que as ações da empresa tombassem 22,89% em agosto, para R$ 7,11. Embora tenha tido desempenho ruim no mês passado, os papéis da companhia já se valorizaram 76,23% nos últimos 12 meses.

YDUQS

A YDUQS (YDUQ3) também é um dos maiores grupos de educação superior do Brasil em número de alunos. A holding, criada em março de 2007 como sociedade anônima de capital aberto, a YDUQS Participações (ex-Estácio Participações), é listada no Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo (B3). As ações da empresa também são negociadas na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE).

A empresa detém mais de 1.000 polos educacionais e trabalha na extensão de sua operação de Ensino à Distância (EAD), que já está presente em mais de 700 cidades brasileiras. A empresa tem quase 1 milhão de alunos.

“A companhia conseguiu aumentar sua base de alunos em 18%, frente ao primeiro trimestre deste ano, através de aquisições. São 21 novos campi e 177 polos adquiridos através de crescimento inorgânico. O ticket médio por aluno caiu 6,6%, na comparação de semestre a semestre, em virtude da maior concessão de descontos dada a pandemia”, disse o especialista.

A companhia, no entanto, terminou agosto com uma forte baixa. As ações da YDUQS encerraram o mês passado com um recuo de 22,89%, com seus papéis negociados a R$ 26,95. Nos últimos 12 meses, as ações da holding apresentam uma desvalorização de 13%.

Helbor

A Helbor (HBOR3), ao longo de seus 42 anos de história, diz ter desenvolvido “expertise significativa na área de incorporação de empreendimentos imobiliários com o desenvolvimento de mais de 240 projetos”. Como o negócio da companhia está focado exclusivamente nas atividades de incorporação, a Helbor busca soluções para outras duas importantes atividades desse segmento – a construção e a venda.

“O volume de vendas vem ascendendo nos últimos 2 meses, mas ainda permanece deprimido. As vendas contratadas do segundo trimestre tiveram queda de 45% em relação ao mesmo período do ano passado. O VSO foi de 8,4%, significativamente mais baixo de construtoras high quality como a Trisul e a Eztec. A dívida líquida/patrimônio líquido, por sua vez, é de 58,3%, um patamar que causa desconforto”, pontuou o especialista.

No entanto, a empresa é uma das construtoras que apresentaram um baixo desempenho no mês de agosto, sobretudo entre as small caps. A empresa encerrou o mês passado com uma baixa de 19,60%, com suas ações cotadas a R$ 11,98.

Jader Lazarini

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